"Todo mundo tem um preço" já virou fala clássica em uma série de filmes hollywoodianos. Seja o mafioso tentando comprar um policial, o mega-empresário ofertando por uma mulher, o Rei tentando subornando um aliado, e por aí vai. Brincadeiras à parte, essa frase tem um grande ensinamento para os dias atuais no meio corporativo.
Há algumas semanas escrevi um artigo chamado "Eu mereço ganhar mais", alguns pensamentos sobre o quanto eu mereço e devo pedir ao efetuar uma negociação. Outro dia recebi um email da minha amiga Cris Geminiano sobre um texto no com o título .
Essa é uma questão interessante, e diria que daquelas que é fácil dizer, e difícil de fazer.
Claramente identificamos 2 momentos na vida de uma pessoa: ela está empregada, feliz com o que faz, porém com a sensação de que recebe menos que o justo, ela ganha muito dinheiro, mas briga todo dia com seus colegas de trabalho, aguenta reclamações de cliente e implicância do chefe.
Existe um ponto em comum com esses dois casos. Em ambos a sensação de "ganhar menos do que devia" está presente, independente do valor. Na primeira situação, a pessoa não muda de emprego pois é um ambiente legal, com pessoas legais. Na segunda situação, a pessoa permanece pois o salário é alto.
Voltamos ao ponto do artigo. Quanto você deve pedir numa negociação para um novo emprego, ou para rever o salário? O quanto você estará feliz para continuar no cotidiano daquela empresa. Esse seria o momento utópico. Pensando que vivemos em uma realidade, um mundo tridimensional que fede e cheira, temos que tentar balizar e equilibrar ao máximo, para minimizar a síndrome da Raiva do Salário Baixo.
Você pode barganhar? Está bem empregado? Não está procurando outro emprego e uma oportunidade caiu no seu colo? Ótimo. Você está desempregado? As contas estão vencendo? O leitinho das crianças está acabando? Paciência, você ficará feliz em receber qualquer quantia, naquele momento.
Pense nisso, reclame menos e seja mais pró-ativo! Afinal é uma questão de perceptiva.