Existem diversas técnicas para criação de personagens de videogame. Desde estudos de semiótica até aspectos psicológicos influenciam no look 'n' feel do personagem, o qual deve passar ao jogador o sentimento e a sensação que o seu criador imaginou.
Via de regra, para um action game, os personagens "bonzinhos" são bonitos, divertidos, bem coloridos e com diversos outros detalhes que renderiam diversos estudos e não caberiam nesse blog. Os vilões são "grandes", feios, nervosos.
Ok, existem as derivações como por exemplo no jogo God of War. O herói não tem nada de bonito. Mas aí entramos em estudos mais avançados e peculiaridades de imagem. A criação do personagem é um dos grandes fatores, se não for o principal, do sucesso de um jogo.
Interessante é o que Tom Rodhes fez: .
Já pensou o Sonic em seu formato de porco-espinho, literalmente? vemos que não fica tão legal, né? O personagem acima não tem nem a aerodinâmica necessária para o jogo ter a velocidade supersônica que tem. No site do Tom existem diversos outros personagens.
Vale observar o Donkey Kong, nada amigável. Aliás, daria um belo chefe de fase!
E a Lara Croft, seguindo o seu perfil de uma inglesa arqueóloga, estudiosa, ficaria bem longe da imagem Angelina Jolie que temos.
É interessante observar os ciclos que as linguagens de programação, IDEs, frameworks e metodologias de desenvolvimento sofrem na indústria da computação. Em média, a cada 10 anos alguns paradigmas mudam, aparecem novidades que prometem solucionar todos os problemas e tornar o resto obsoleto, além de pessoas alfinetando tecnologias ditas ultrapassadas.
Fato é que ninguém está certo, e ninguém está errado. As tecnologias avançam de acordo com o momento e com a necessidade. Há um tempo, linguagens como Basic, Clipper e VB eram o auge da informática. Quantas locadoras e supermercados não foram abastecidos com sistemas em Clipper, por exemplo? O mundo evolui, a internet apareceu e com isso linguagens orientadas para essa conectividade também apontaram (ou despertaram), como Java, .Net, php, Ruby e etc.
Vale uma pausa para pensar que as linguagens "desktop" quase morreram entre os novos desenvolvedores, o pessoal que está saindo das faculdades a partir do ano 2000. Esse pessoal já nasceu profissionalmente na era da Internet, dos servidores de aplicação, DNS.
Com isso chegamos ao ponto principal desse artigo, os frameworks ágeis para projetos de web2.0. Cada vez mais vemos sistemas online, dos mais simples (p.ex. twitter, orkut, facebook, etc) até o mais complexos (cms, e-commerce, pacotes de produtividade empresarial, etc). Plataformas como Python+Djando (www.djangoproject.com) e Ruby on Rails (rubyonrails.org) ganham notoriedade entre os programadores, e alguns inclusive arriscam falar que podem, com o tempo, substituir a linguagem Java.
Modismos a parte, o conjunto Ruby on Rails (RoR) tem ajudado muitas empresas a darem o pulo do gato, onde time-to-market é vital para o negócio da empresa. Ruby é uma linguagem de programação totalmente orientada a objeto, e Rails é um framework desenvolvido especialmente para projetos de web2.0 criado por David Heinemeier Hansson, e já faz parte do currículo de serviços como o Twitter (www.twitter.com), Yellow Pages (www.yp.com), MTV Style (http://style.mtv.com), e os brasileiros Blogblogs (www.blogblogs.com.br), Pagestacker (www.pagestacker.com) e Webmail do UOL / BOL. Outras empresas digitais como o portal iG (www.ig.com.br) estudam a adoção da tecnologia em questão.
RoR facilita muito a vida do desenvolvedor web, automatizando funções triviais em seu framework e liberando o profissional para se preocupar em melhorar o negócio e detalhes das funcionalidades. Aliada com metodologias ágeis como Scrum e Extremme Programming, visa reduzir o tempo de desenvolvimento do projeto. É interessante notar que RoR utiliza o DRY (Don't Repeat Yourself) e Convention over Configuration, onde utilizamos as convenções da programação para ganhar tempo.
Tudo isso para aumentar a agilidade do time.
Vale ressaltar que tecnologias como Java e .Net também são ágeis. Vamos pensar nos frameworks Struts, Spring, Hibernate, e todas as soluções da Microsoft. Elas visam facilitar a vida do desenvolvedor, melhorar o desempenho e a qualidade. Mas por que será que os projetos nessas tecnologias demoram e tem tantos problema? Será que o problema é da tecnologia? Fica a pergunta para pensar.
Vi hoje no Craziest Gadgets essa . EXATO, uma fantasia... de Game Boy com o jogo Tetris!
Diria que é para deixar o pessoal de Cosplay de queixo caído, afinal você realmente joga Tetris nessa fantasia Game Boy. É um conjunto de notebook + fantasia, muito legal e criativo.
Eis aí uma solução que sempre incentivo e bolamos nas ações de diversão digital e advergames da . Esse tipo de interação é muito boa para branding em eventos e para determinados produtos. A interação com o público, apesar de muito focado, é extremamente divertida, trazendo um momento de fixação da marca que com certeza durará muito tempo. Sem contar no boca-a-boca e mídia indireta que isso gera.
Um trabalho de endomarketing se encaixa como uma luva aqui, já pensou?
Você quer levar uma experiência como essa para o seu produto ou empresa? Entre em contato com o Guilher.me.
Aconteceu no dia 07 de Fevereiro de 2009 o curso , realizado pela com apoio da , ali no espaço Gafanhoto.
Para quem não sabe, (RoR) é um framework para desenvolvimento de projetos web, muito utilizado em serviços e sites da chamada web2.0
Existem diversos do sucesso dessa plataforma de desenvolvimento ágil. Para citar os mais famosos diria que o é feito em Rails, assim como o imenso site das .
No Brasil surgem semanalmente diveras novidades feitas em Rails. O , e utilizam a tecnologia, por exemplo.
Aliás, o exemplo máximo da produtividade do Rails é o Pagestacker, . O serviço foi concebido em 48 horas, no concurso 2007, desde a idéia até a aplicação funcionando. Ganharam menção honrosa, e aí iniciou mais uma startup. Hoje o Pagestacker busca seu lugar ao sol entre os novos sites de web2.0.
Grandes players do mercado também olham com carinho para esse framework. UOL / BOL lançou recentemente seu novo webmail, todo feito em Rails. O , portal onde atuo como Gerente de Projetos e Inovação, não fica atrás. Com diversos estudos internos, olha com carinho para Rails.
A Abril Digital é outra empresa que aposta legal nesse tipo de trabalho. Não podia ser diferente, uma vez que faz parte do grupo MIH, que adquiriu também a WebCo, empresa responsável pelos serviços Blogblogs e Brasigo. Chega a ser engraçado o fato da Abril Digital "pegar" todos os desenvolvedores Rails que vê pela frente, deixando o resto do mercado a ver navios.
Calma, a vai suprir essa demanda de profissionais com novos cursos de desenvolvimento ágil, e o curso Extensivo de Rails, a ser lançado em breve.
Já o curso "" foi muito bom. A primeira turma lotou a Gafanhoto, com 34 alunos presentes, a maioria programadores, mas com a presença de designers, arquitetos de informação e gerentes de projetos. Essa diversidade é interessante, segue um pouco os preceitos do Scrum e da importância de um grupo de trabalho unido.
As 6 horas de curso passaram rápido, com uma dinâmica e interação acelerada. Os professores passaram por temas como:
Criação e configuração do projeto
Test-Driven Development (TDD)
Relacionamentos do Active Record e Rotas
Sistema de login, gerência de sessão e arquitetura REST
Ruby idiomático e Relacionamentos do Active Record
Follow e unfollow de usuários
Filtros do ActionController
Ajax com Rails
ActionMailer, enviando e-mail com Rails
Mais sobre rotas no Rails
RDoc, documentação automatizada de código
Deployment com Capistrano
Opções de deployment
Distribuições Ruby
Lembrando que o objetivo não era ensinar a sintaxe da linguagem Rails, mas sim mostrar o ecossistema que envolve essa tecnologia, de ponta a ponta, com casos práticos e reais. Rails não é mágica, mas faz acontecer! Os professores mostraram isso, passando por pontos importantes como TDD, Ajax, a instalação e utilização de plugins, e a agilidade de mostrar resultado ao cliente (ROI).
Com esse conhecimento adquirido, o aluno saiu do curso com orientações do que deve estudar, aprender e fazer dali pra frente.
Durante o período da manhã focamos nos conceitos. De onde veio Rails? E Ruby? E por que Ruby on Rails? Métodos ágeis, o que seria isso? Conceitos iniciais. Criamos um projeto de nanoblog, o qual os alunos (Giordani em específico) apelidou de Piu-piu. Pronto, nasceu o piu-piu, o nanoblog open-source da 8D. Em cima desse projeto, os professores trabalharam todos os conceitos já citados, além de dar dicas bem interessantes para agilizar mais ainda o trabalho.
No twitter foi possível acompanhar o que os alunos falavam sobre o curso, com a tag :
@GabrielCorpse falou "para desenvolvimento web 2.0 certamente o rails é a melhor opção, afinal essa é a especialidade dele".
@corelio empolgou "piupiu com tudo !!! Ajax, jquery !! o céu é o limite !!! VOA !! VOA !!!"
novamente o @corelio "O fechamento do programa e do curso está sendo ótimo !!! muita explicação para as linhas de código do programa !!"
@rafaeltosta fazendo a piadinha "evento de nerd é diferente: querem sortear alguma coisa, a *primeira* idéia é fazer um script para selecionar o vencedor..."
@garotageek conseguiu "instalando ruby e rails no eeePC e tá rodando \o/"
De tarde a coisa "engrossou". Claro que a feijoada com vatapá e acarajé que alguns comeram no shopping Eldorado, ali do lado, ajudou a causar algumas baixas.. rsrs. Brincadeiras a parte, os professores entraram mais a fundo no código e nos conceitos no período da tarde, exigindo de todos mais atenção.
Fizemos um Coffee-Break, apelidado de Soda-Break, pois não tinha café. Ok ok ok... somos adeptos da soda. Bom, ao menos tinha cafeína na Coca-cola (e não é patrocinador nosso.. hehe). Aliás, essa é a minha homenagem ao café, com o poster do início desse post.
Lembro da minha época de desenvolvedor, nas madrugadas, com a térmica de café ao lado. Era um bom companheiro, ajudava a me manter acordado. Sei que os desenvolvedores adoram, mas cuidado: hoje o café não faz mais efeito em mim!!!
Vejam que interessante, o café tem tudo a ver com o Rails. A adrenalina, cafeína no sangue! Um framework rápido, ágil, robusto e pronto para a web2.0! Quantos projetos não foram feitos regados a café? Quantas idéias não surgiram no balcão de alguma cafeteria por aí? Quem sabe alguns de vocês não estão tomando café enquanto lêem esse post ou desenvolvendo um novo projeto em Rails?
Rails quer café!
Voltando ao curso, ficamos de fazer o aplicativo em Rails para sortear o Fred, o paper toy feito pelo nosso amigo SouzaCampus. Sorte da @garotageek, uma das poucas meninas do curso, que levou o Fred pra casa!
A partir de agora todos os alunos fazem parte da comunidade 8D, receberão as apresentações e o código do "Piu-piu", o nanoblog desenvolvido no curso. Estamos também procurando uma iniciativa para patrocinar a hospedagem do Piu-piu e transformá-lo em um autêntico projeto open source, para que nossos alunos e amigos possam evoluir a ferramenta e deixar a sua assinatura nele!
O UOL Jogos preparou um com um apanhado de 20 jogos do Atari. Fantástico, esse vídeo teve gosto de infância pra mim, nostalgia total. Claro que os consoles de hoje em dia são milhões de vezes mais poderosos, mas a sensação de diversão que o Atari me deu quando criança, nenhum conseguiu repetir.
Fazer o esquiador pular e descer a toda velocidade por uma montanha de neve (Skiing) foi um dos jogos que eu mais brinquei. Sempre gostei dos que eu chamo "jogo sem fim", ou seja, você não tem um objetivo concreto como passar por 8 fases, matar o chefão e game over. Em Skiing a diversão era treinar novas derrapadas e pulos!
Outro tipo de jogo que chamo de "jogo sem fim" são os de esporte. Claro que tem um final, quando o juiz apita ao último instante. Mas você tem um objetivo básico que é ganhar, e apenas isso. Nada de ações ou missões mirabolantes. Por isso brincar de luta de boxe (Atari Boxing) era legal. Tentar acertar a cabeça do adversário, naquela animação tosca de uma bolota sendo lançada pra trás me fazia rir à beça. Sem contar que o nariz do boxeador me lembra o Mr Magoo.
Decathlon não joguei tanto. Se a memória não falha, quebrei 1 controle com esse jogo, fiquei chateado e larguei.
O pai de todos os jogos de corrida, o Enduro é memorável. Correr em asfalto, neve, neblina, tantas variações em um jogo de Atari. A sensação 3D é impressionante pra um jogo da época e com os recursos que o hardware continha. Todos os jogos de corrida que existem me lembram Enduro, e duvido que algum consiga gerar uma sensação diferente.
Esses jogos são uma lição para qualquer criador de games da atualidade.
Poderia passar horas falando dos jogos de Atari e o quão criativos eram, mas vou finalizar esse post lembrando H.E.R.O e Keystone Kapers. Fantásticos!
O título publicado no Plantão Info chega a assustar. Eu me senti como um daqueles guerreiros Hunos da época medieval roubando comida e destruindo vilarejos do Império Romano!
Obviamente o editor da revista pretendia chamar a atenção com um título como esse. Parabéns, conseguiu. Apesar da reportagem passar uma lição de negócios para empresas em época de crise, a primeira impressão foi negativa. Mas vamos às opiniões.
O modelo de negócio dos MMORGs realmente é muito interessante. Diz a regra que deve-se ganhar faturamento pela quantidade, e não qualidade. Em alguns casos funciona, gerando assim uma falsa percepção de que qualquer jogo online trará sucesso.
O famoso WoW (World of Warcraft) é um case a parte. Líder absoluto do mercado mundial, gera inclusive um mercado paralelo absurdo. Venda de personagens, itens e clãs é comum em leilões como eBay, e movimenta muita grana! O jogo em si é divertido e bonito, trabalha com a mitologia e psicologia das pessoas.
Outros 2 grandes jogos presentes no Brasil são o Ragnarok e o Priston Tale. Febre entre os adolescentes, já vi até casamento virtual entre personagens, e alguns outros casos reais de "locura momentânea" de jogador viajando de ônibus até a sede da empresa procurando o game master (GM) que tirou determinada peça do seu inventário.
Fanatismos à parte, o mercado é milionário e criativo. Distribuir um jogo gratuitamente vai contra as regras da indústria da diversão (um jogo de Wii custa em média 170 reais). Para citar, o Priston Tale e o Audition são jogos totalmente gratuitos, sobrevivem da venda de objetos virtuais, como roupas, magias, armas e mesmo a aparência do personagem.
Cabe aos distribuidores trabalharem o canal de vendas: lan houses, bancas de jornais, lotéricas, papelarias e qualquer outro reduto gamer que você possa pensar. É fácil para o garoto, munido da sua mesada, comprar os cartões pré-pagos e se divertir! Qualquer forma de chegar a esse consumidor é válido.
Outro ponto para pensar é o que leva um jogo como esse ser um sucesso? Não pense que simplesmente ser um MMORPG é a solução de todos os problemas. Existem vários jogos por aí que não deram certo, torraram muita grana e deixaram os investidores a ver navios.
A princípio a "caldeirada" de mitologia + psicologia + misticismo + época medieval + guerras deu certo. Jogue uma pitada de comunidade, ou seja, deixe as pessoas criarem clãs e definirem seus líderes. Acrescente uma boa equipe de Game Masters e a constante renovação de inimigos e desafios, e temos a fórmula de alguns sucessos de mercado.
Recentemente uma empresa brasileira, a , lançou o jogo , uma saga espacial. Sinceramente estou curioso quanto ao sucesso desse jogo nacional, pois apesar da ficção científica ter muitos adeptos, quantos gostam do gênero em um game? E o público-alvo dos jogos massivos online, será que aceitarão bem esse jogo futurista? Ele vai na contramão dos grandes sucessos. Só o tempo dirá.