Há pouco mais de 1 ano eu e a recebemos um desafio: fazer um jogo para público infanto-juvenil, online, divertido, de grande caráter educativo, com retenção de atenção e sobre o tema Índios do Brasil.
Ok, após receber o briefing... respirar... olhar pro teto da sala... eu pensei: "baba, mel na chupeta"!
Quem nos enviava o desafio era a equipe do (ISA). Fiz uma rápida reunião com a equipe da ONG em uma cafeteria no bairro do Itaim, em SP, e de lá saímos com a concepção básica do jogo criada. Obviamente eu tinha feito a lição de casa, estudado o conteúdo existente sobre índios na internet, em publicações, como as pessoas fantasiam sobre a vida do índio, essas coisas.
Diria que foi um trabalho extremamente prazeroso, desde o primeiro momento. E agradeço aos envolvidos da minha equipe - Érika Caramello, José Vitor, David Dolemes, Paulo, Ronaldo, Sherlock e Thiago - e à equipe diretamente envolvida do ISA - Fany, Alex, Gabi, Majoi e Júlia. Outros se juntaram a essa saga, que durou alguns meses, seja para validar a melhor definição para um determinado tipo de planta no mundo virtual, como para ajudar a trabalhar a trilha sonora.
Qual a melhor forma de aprender, do que aprender se divertindo? E essa foi a regra básica para toda a concepção do jogo, onde a criança assume o papel de um indiozinho e vive a vida da aldeia. Aprende ali o significado da cultura, do universo indígena. Participa dos jogos que os índios brincam, como por exemplo a Corrida de Toras.
Passamos obviamente por todas as etapas da criação de jogos: linha criativa e concepção geral, identidade visual, trilha sonora, jogabilidade e tecnologia da informação (TI).
O interessante é ressaltar o estigma que existe com o índio brasileiro. Faça o teste e pergunte a qualquer pessoa, criança ou adulto, desenhar um índio e a sua residência. Instantaneamente vemos o desenho abaixo.
De cada 10 pessoas, umas 8 vão desenhar o "índio padrão", com cbelo de cuía, sem roupa, e com a oca ao seu lado. Mas a verdade é que existem centenas de etnias indígenas no Brasil, das mais improváveis que podemos imaginar. Corpos nus ou cobertos, pinturas, adornos, etc. Aos poucos vamos perdendo o preconceito de que "índio é tudo igual" e entendemos a pluralidade cultural.
Nasceu aí um dos grandes desafios. O índio, por viver na natureza, é rústico. Tem uma imagem rústica, bruta. Como passar isso para uma criança, porém sem a agredir visualmente? Fizemos diversos estudos até chegarmos em uma linha de avatar graciosa, porém sem perder a identidade da etnia.
O mesmo ocorreu com o áudio, efeitos e trilha sonora. Diferentemente de índios de outras regiões do mundo, como os Apaches ou Aborígenes, o índio brasileiro não tem uma musicalidade muito elaborada. Os sons são mais brutos, naturais, rústicos. Transportar esse som, sem cair na armadilha de armar uma trilha sonora "a la Disney", não foi fácil.
Criamos uma trilha infantil, com sons reais gravados na aldeia, de crianças, adultos e animais cantando.
Bom, em breve o jogo contará com mais aldeias e mini jogos para todos se divertirem. Convido-os a conhecer a , uma parceria vencedora da com o .
Há muitos anos falo sobre o mercado da tecnologia móvel, celulares, gadgets e ambientação computacional. Bom, é um mercado de trabalho muito aquecido, com muitas... mas MUUUITAS oportunidades hoje e no futuro.
Perceba, é o ciclo natural da tecnologia pessoal, onde você tem que ter o que precisa a qualquer lugar e momento. Isso é o mercado mobile!
Vou ser objetivo: como eu posso trabalhar nesse meio hoje, 2010? Bom, existem algumas opções citadas abaixo.
Operadora de Telecomunicações
Integradoras
Portais de Conteúdo
Agências de Publicidade, ou as auto-entituladas Agências Mobile
Empresas de TI
Empresas com interesse em atuação mobile
O importante é entender que mobile tem 2 caminhos. Ou ele é o centro das atenções, ou ele é um meio para levar ao principal objetivo da empresa.
1) mobile é o centro das atenções - a empresa é focada em produtos mobile, como diversos novos empreendimentos que surgiram com o advento do iPhone e demais smartphones. Essas empresas criam produtos exclusivamente para funcionarem no mobile, e precisam de um time especializado (nas diversas instâncias) para garantir o funcionamento do negócio.
2) mobile é o meio para levar ao principal objetivo da empresa - é o caso mais comum atualmente, onde a empresa possui diversos produtos e serviços e utiliza o mobile como + 1 canal de vendas / publicidade / divulgação.
Tanto para o caso (1) ou (2) diversos perfis de profissionais são necessários, e principalmente que entendam a real função da mobilidade em seus negócios. Falamos de técnicos, programadores, publicitários, redatores, administradores de empresa e por aí. Mobile é mais um meio, e as barreiras do entendimento devem ser quebradas, assim como aconteceu com a web há 10, 15 anos.
É muito comum profissionais com medo de trabalhar com essa nova mídia/meio. Aventure-se, pois aí pode estar a sua grande oportunidade!
Em um mundo cercado (ao menos "publicitariamente" falando) de sustentabilidade e ecologicamente correto, usuários de celulares e smartphones com muitas características como o iPhone saem perdendo.
A conta é fácil: mais fru-fru (características técnicas) = mais consumo da bateria = ajudar menos o planeta.
Bom, seus problemas acabaram, você pode adquirir uma bicicleta da Dahon (dobrável) com um equipamento para carregar a bateria do seu iPhone com a energia elétrica gerada pelo movimento das rodas!!!!!!!!