Hoje fui surpreendido por uma inovação publicitária! Ela existe desde 2008, mas apenas hoje chegou ao meu conhecimento.
Estava caminhando nas imediações da rua Iguatemi (SP), quando um promotor me abordou com um panfleto. Pensei que era mais uma daquelas promoções sem graça, mas vi que era um papel diferente, tipo um papelão, então resolvi parar pra ouvir a explicação.
Era o , criado pelo . É simples, você molha o papel, planta em uma terra boa e vai cuidando do vasinho, até a plantinha brotar, crescer e dar flores!
Fantástico! Chega daqueles saquinhos plásticos grampeados em folhetos mal feitos. Aqui é uma folha de papel reciclado, uma bela lição para todos. Publicidade com consciência e utilidade pública.
A ficção científica tem sido palco há anos de muitas inovações tecnológicas. Tudo bem que os escritores / autores nada tem de conhecimento técnico avançado ou física aplicada, mas a sua imaginação e criatividade ajudam constantemente a indústria a trilhar caminhos para novos lançamentos.
Posso citar diversos exemplos, como por exemplo:
o celular Startac (Motorola) inspirado no comunicador da série tradicional de Star Trek
a TV de plasma, ou mesmo a LCD, inspirada em filmes como De Volta Para o Futuro II
o iPad, um dispositivo portátil multimídia, presente na grande maioria dos filmes, como por exemplo o filme com a família Robinson - Perdidos no Espaço (1998)
Fato é que a ficção em muito ajuda os cientistas reais a pensarem em como materializar suas loucuras de forma que o mundo as possa absorver.
Tecnologia de Realidade Aumentada existe há muito tempo, e pode ser utilizada para diversos fins. Gosto particularmente da computação ambiental, onde a informação está onipresente no ambiente para aumentar o conforto e bem estar do ser humano.
No filme Iron Man 2 (Homem de Ferro 2), super herói, alter ego de Tony Stark, interpretado pelo ator Robert Downey Jr, diversas cenas com aplicação de Realidade Aumentada foram criadas. Infelizmente essa tecnologia só existe na tela do cinema, pois foram criadas pela empresa Perception, localizada em Nova York (EUA).
Brilha aos nossos olhos ver Stark utilizando o estado da arte de usabilidade e tecnologia na sua mansão e no seu laboratório. A mesinha de canto, com tampa de vidro, é touch screen e com um sistema maravilhoso de interação, onde ele busca informações sobre uma funcionária.
No laboratório, ele interage no espaço 3D físico com o mundo virtual. Teoricamente um ambiente totalmente controlado por sensores e câmeras que captam o movimento do corpo de Stark, como por exemplo a ponta de seus dedos, e assim reconhece qual é o comando que ele quer executar no computador ambiental:
rotacionar uma foto
aplicar zoom em uma imagem
acessar determinado vídeo
mover um documento antigo para a lixeira (aliás, com uma bela idéia de cesta de basquete virtual)
Essa tecnologia ainda não existe (para o público ao menos), ou não existe em sua totalidade. Porém diversas empresas ao redor do mundo trabalham em soluções primitivas que levarão às nossas casas esse tipo de interação, no futuro. É o caso do exemplo abaixo:
from on .
Os esforços para criação dessa nova tecnologia são grandes. Vejam que existe uma certa complexidade na criação de novos aparelhos com sensores para captação de movimento, pressão, temperatura ou coisas do gênero. Apesar de muitos sensores já existirem, a adaptação para as novas necessidades muitas vezes requer uma re-invenção dos mesmos.
E da criação, a transformação dela em algo possível de ser comercializada ou inserida na vida das pessoas é um dos grandes obstáculos a serem ultrapassados.
Imaginem, a tecnologia tem que ser "invisível" para o homem. A mesa precisa "magicamente" mostrar dados e reconhecer toques. Uma sala inteligente precisa de sensores, câmeras e muito mais espalhada de forma a reconhecer um movimento natural do homem como um comando a ser executado.
Esses equipamentos não são fáceis de serem construídos, ainda mais pensando na "miniaturização", mantendo-se ou aumentando-se o poder de processamento das informações. Acredito que ninguém quer uma fiação pendurada na sua sala, com câmeras ou mecanismos gigantes só para brincar de "Minority Report" ou "Jarvis".
Mas é o futuro. O apenas era imaginação há 1o anos hoje já é realidade ultrapassada. E assim sempre será.
Hoje começa a exposição da , em parceria com o s, chamado .
A exposição fica no ar até o dia 23 de Agosto 30 de Agosto, das 10h às 20h.
O local é a já conhecida galeria do iAi, na casa Bola - rua Amauri, 352 (ao lado da Pizza Hut). Aliás, foi ali que aconteceu o 1º , no dia 1º de Agosto de 2009. Um espaço privilegiado, que prima pelas novidades, curiosidades e interações.
Ano passado, meados de Maio/Junho, estava conversando com o colega Cazé, quando ele me apresentou o .
Delirei!
Estava em fase beta, entrei na comunidade como um tester, postei algumas coisas.... e acabou ficando no ar. Hoje em um bate papo com o idealizador noavamente, resolvi recriar meu usuário no Gengibre (o que eu tinha feito sumiu).
Fantástico, muito bom! A interface é nova, muito bonita, e o playerzinho é um caso a parte. Uma maneira extremamente fácil e descontraída de fazer podcast. Provavelmente vou lançar várias dicas e elucubrações de games por aí.
Como todo bom cientista da computação, era inevitável um dia trabalhar com Realidade Virtual na minha vida acadêmica. Desde programas simples para estudos de Geometria Analítica e Matemática Discreta, até brincadeiras divertidas em 3D.
Atualmente está em voga o termo Augmented Reality, ou Realidade Aumentada.
Não é nada contemporâneo, pelo contrário, faz parte dos estudos da computação há muitos anos. Um dos primeiros relatos mais interessantes é o Morton Heilig, o qual criou uma máquina chamada , em 1948, para simular a pilotagem de uma motocicleta. O primeiro protótipo efetivamente nasceu em 1962.
40 anos se passaram desde a visão de Heilig até o termo "Realidade Virtual" ser expressado comercialmente por Jaron Lanier, em 1989.
Pouco depois, em 1992, professor Thomas Caudell citou o termo Realidade Aumentada em um projeto com engenheiros da Boing.
Sempre foi alvo da curiosidade humana fazer parte de algo fantástico. Por isso existem os filmes, o teatro, o videogame, para vivermos algo impossível na vida real. Falando um pouco mais de história, o universo de Star Wars criado por George Lucas é recheado de hologramas, a forma que os personagens se comunicam entre si.
Em outros filmes e seriados de ficção científica, a realidade virtual é usada e abusada. Star Trek temos o , por si só é um filme inteiro em realidade virtual. é um show de computação gráfica manuseada pelo personagem de Tom Cruise utilizando luvas especiais.
Antes de continuar a leitura, vale a pena assistirmos a esse vídeo produzido pela Rede Globo:
Do ponto de vista teórico, a Realidade Aumentada (RA) é parte dos estudos da Realidade Virtual. Partindo desse pressuposto, tudo é possível e a criatividade é o limite para inventar aplicações úteis (ou não tão úteis assim):
aplicações para engenharia, onde a equipe pode avaliar virtualmente a construção de empreendimentos, aviões, carros e etc
educação e treinamentos
entretenimento, publicidade e divulgações interativas e imersivas
aplicações para aumentar a percepção do dia-a-dia
soluções médicas
e muito mais
Nos games o potencial é imenso. Ok, ainda não temos a tecnologia do jogo de xadrez futurístico que fez a festa do R2D2 e Chewbacca em Star Wars - episódio IV, mas os estudos de holografia evoluíram muito.
Há aproximadamente 20 anos foi construída uma máquina de fliperama um tanto atrapalhada, porém divertida. Era o primórdio da holografia com um jogo de cowboy e índios.
O nome era , desenvolvido pela Sega em 1991.
O jogo em si era simples, você assumia o papel do cowboy e viaja pelo tempo, enfrentando índios, homens das cavernas. Tirando a jogabilidade de lado, era impressionante ver aquele homenzinho de pé no fliperama, como "mágica".
O tempo passou (literalmente) e novas tecnologias apareceram, como a febre atual de RA que vemos. É óbvio que existe muito a evoluir, pois o maior "defeito" é que na Realidade Aumentada ficamos preso a um computador com webcam. Isso restringe muito as possibilidades práticas.
Uma das saídas mais inteligentes que já vi é a interação com as câmeras de celular. Os celulares mais modernos tem processamento gráfico excelente, e com isso novos jogos e interações com ele começam a aparecer.
Deixo a ressalva aos profissionais para pensar bem no que fazer. Como criador de games, é muito importante não utilizar a tecnologia só porque ela é "legal" ou "está na moda", mas sim porque realmente irá agregar algo para a experiência do usuário com o meu produto ou marca.
Já vi diversas ações criadas por agências de publicidade no Brasil que simplesmente usam a RA da forma mais ridícula possível, apenas para arrancar dinheiro dos clientes. Pensem bem a respeito, vamos agregar valor, ok?
E para finalizar, um vídeo muito interessante para aplicação publicitária de Realidade Aumentada. O lançamento do novo filme do Transformers, onde você se transforma em Optimus Prime!
Enjoy
OBS: Em primeira mão, divulgo a , empresa que cria e desenvolve, inclsuive, realidade aumentada.
Ano passado, entre a ascenção e queda do Second Life (SL), uma empresa afirmou que conseguiria colocar o metaverso funcionando em celulares.
Foi um espanto na indústria, afinal o client do SL necessitava de um computador consideravelmente bom, com placas de vídeo potentes. Como poderiam então fazer a mágica acontecer e em um simples celular rodar um aplicativo tão pesado? Simples, com a mesma solução que a OnLive promete para os videogames.
A empresa alardeou aos 4 cantos a sua tecnologia. Na época eu era Gerente da KaizenGames, mantenedora do Second Life no Brasil, e achei muito interessante e porque não dizer inteligente a proposta. Você faz um streaming da aplicação funcionando em um potente servidor para um celular 3G, e com isso tira a necessidade de usar um hardware de alta performance.
No celular a pessoa executa os comandos, que são enviados para o servidor. No servidor com a aplicação real em funcionamento, esses comando são interpretados, executados, e o mesmo retorna um vídeo do que aconteceu ali. É um tipo de "virtualização gambis master blaster", mas que funciona.
A empresa OnLive promete algo parecido. Jogar videogame de última geração pela internet!!!! UAU!!!
Como falei, não existe mágica. A idéia geral é a mesma da Vollee, rodando os jogos em potentes servidores e fazendo streaming para a casa do internauta. Com isso teoricamente você não precisrá comprar um console de última geração para jogar os jogos do momento. Basta assinar o serviço e jogar no browser.
Será que o serviço pega? Não sei, acredito que gamers não vão gostar, ou utilizarão apenas para ver se gostam do jogo, antes de gastar uma boa grana comprando-o.
Para aqueles que não tem grana suficiente para comprar um console e jogos, é uma alternativa. Obviamente você não tem a mesma sensação de ter o console em casa, abrir a caixinha do jogo, colocar a mídia no videogame, apertar o ON... e jogar. É a mesma filosofia do livro digital, onde não temos a sensação de folhear as páginas, sentir a textura do papel, etc etc etc.
Filosofias a parte, é interessante. É um serviço que pode ajudar a popularizar o videogame em locais onde as taxas são absurdamente altas, como no Brasil.
No programa temos um vídeo que explica um pouco sobre esse novo sistema:
É interessante observar os ciclos que as linguagens de programação, IDEs, frameworks e metodologias de desenvolvimento sofrem na indústria da computação. Em média, a cada 10 anos alguns paradigmas mudam, aparecem novidades que prometem solucionar todos os problemas e tornar o resto obsoleto, além de pessoas alfinetando tecnologias ditas ultrapassadas.
Fato é que ninguém está certo, e ninguém está errado. As tecnologias avançam de acordo com o momento e com a necessidade. Há um tempo, linguagens como Basic, Clipper e VB eram o auge da informática. Quantas locadoras e supermercados não foram abastecidos com sistemas em Clipper, por exemplo? O mundo evolui, a internet apareceu e com isso linguagens orientadas para essa conectividade também apontaram (ou despertaram), como Java, .Net, php, Ruby e etc.
Vale uma pausa para pensar que as linguagens "desktop" quase morreram entre os novos desenvolvedores, o pessoal que está saindo das faculdades a partir do ano 2000. Esse pessoal já nasceu profissionalmente na era da Internet, dos servidores de aplicação, DNS.
Com isso chegamos ao ponto principal desse artigo, os frameworks ágeis para projetos de web2.0. Cada vez mais vemos sistemas online, dos mais simples (p.ex. twitter, orkut, facebook, etc) até o mais complexos (cms, e-commerce, pacotes de produtividade empresarial, etc). Plataformas como Python+Djando (www.djangoproject.com) e Ruby on Rails (rubyonrails.org) ganham notoriedade entre os programadores, e alguns inclusive arriscam falar que podem, com o tempo, substituir a linguagem Java.
Modismos a parte, o conjunto Ruby on Rails (RoR) tem ajudado muitas empresas a darem o pulo do gato, onde time-to-market é vital para o negócio da empresa. Ruby é uma linguagem de programação totalmente orientada a objeto, e Rails é um framework desenvolvido especialmente para projetos de web2.0 criado por David Heinemeier Hansson, e já faz parte do currículo de serviços como o Twitter (www.twitter.com), Yellow Pages (www.yp.com), MTV Style (http://style.mtv.com), e os brasileiros Blogblogs (www.blogblogs.com.br), Pagestacker (www.pagestacker.com) e Webmail do UOL / BOL. Outras empresas digitais como o portal iG (www.ig.com.br) estudam a adoção da tecnologia em questão.
RoR facilita muito a vida do desenvolvedor web, automatizando funções triviais em seu framework e liberando o profissional para se preocupar em melhorar o negócio e detalhes das funcionalidades. Aliada com metodologias ágeis como Scrum e Extremme Programming, visa reduzir o tempo de desenvolvimento do projeto. É interessante notar que RoR utiliza o DRY (Don't Repeat Yourself) e Convention over Configuration, onde utilizamos as convenções da programação para ganhar tempo.
Tudo isso para aumentar a agilidade do time.
Vale ressaltar que tecnologias como Java e .Net também são ágeis. Vamos pensar nos frameworks Struts, Spring, Hibernate, e todas as soluções da Microsoft. Elas visam facilitar a vida do desenvolvedor, melhorar o desempenho e a qualidade. Mas por que será que os projetos nessas tecnologias demoram e tem tantos problema? Será que o problema é da tecnologia? Fica a pergunta para pensar.
Aconteceu no dia 07 de Fevereiro de 2009 o curso , realizado pela com apoio da , ali no espaço Gafanhoto.
Para quem não sabe, (RoR) é um framework para desenvolvimento de projetos web, muito utilizado em serviços e sites da chamada web2.0
Existem diversos do sucesso dessa plataforma de desenvolvimento ágil. Para citar os mais famosos diria que o é feito em Rails, assim como o imenso site das .
No Brasil surgem semanalmente diveras novidades feitas em Rails. O , e utilizam a tecnologia, por exemplo.
Aliás, o exemplo máximo da produtividade do Rails é o Pagestacker, . O serviço foi concebido em 48 horas, no concurso 2007, desde a idéia até a aplicação funcionando. Ganharam menção honrosa, e aí iniciou mais uma startup. Hoje o Pagestacker busca seu lugar ao sol entre os novos sites de web2.0.
Grandes players do mercado também olham com carinho para esse framework. UOL / BOL lançou recentemente seu novo webmail, todo feito em Rails. O , portal onde atuo como Gerente de Projetos e Inovação, não fica atrás. Com diversos estudos internos, olha com carinho para Rails.
A Abril Digital é outra empresa que aposta legal nesse tipo de trabalho. Não podia ser diferente, uma vez que faz parte do grupo MIH, que adquiriu também a WebCo, empresa responsável pelos serviços Blogblogs e Brasigo. Chega a ser engraçado o fato da Abril Digital "pegar" todos os desenvolvedores Rails que vê pela frente, deixando o resto do mercado a ver navios.
Calma, a vai suprir essa demanda de profissionais com novos cursos de desenvolvimento ágil, e o curso Extensivo de Rails, a ser lançado em breve.
Já o curso "" foi muito bom. A primeira turma lotou a Gafanhoto, com 34 alunos presentes, a maioria programadores, mas com a presença de designers, arquitetos de informação e gerentes de projetos. Essa diversidade é interessante, segue um pouco os preceitos do Scrum e da importância de um grupo de trabalho unido.
As 6 horas de curso passaram rápido, com uma dinâmica e interação acelerada. Os professores passaram por temas como:
Criação e configuração do projeto
Test-Driven Development (TDD)
Relacionamentos do Active Record e Rotas
Sistema de login, gerência de sessão e arquitetura REST
Ruby idiomático e Relacionamentos do Active Record
Follow e unfollow de usuários
Filtros do ActionController
Ajax com Rails
ActionMailer, enviando e-mail com Rails
Mais sobre rotas no Rails
RDoc, documentação automatizada de código
Deployment com Capistrano
Opções de deployment
Distribuições Ruby
Lembrando que o objetivo não era ensinar a sintaxe da linguagem Rails, mas sim mostrar o ecossistema que envolve essa tecnologia, de ponta a ponta, com casos práticos e reais. Rails não é mágica, mas faz acontecer! Os professores mostraram isso, passando por pontos importantes como TDD, Ajax, a instalação e utilização de plugins, e a agilidade de mostrar resultado ao cliente (ROI).
Com esse conhecimento adquirido, o aluno saiu do curso com orientações do que deve estudar, aprender e fazer dali pra frente.
Durante o período da manhã focamos nos conceitos. De onde veio Rails? E Ruby? E por que Ruby on Rails? Métodos ágeis, o que seria isso? Conceitos iniciais. Criamos um projeto de nanoblog, o qual os alunos (Giordani em específico) apelidou de Piu-piu. Pronto, nasceu o piu-piu, o nanoblog open-source da 8D. Em cima desse projeto, os professores trabalharam todos os conceitos já citados, além de dar dicas bem interessantes para agilizar mais ainda o trabalho.
No twitter foi possível acompanhar o que os alunos falavam sobre o curso, com a tag :
@GabrielCorpse falou "para desenvolvimento web 2.0 certamente o rails é a melhor opção, afinal essa é a especialidade dele".
@corelio empolgou "piupiu com tudo !!! Ajax, jquery !! o céu é o limite !!! VOA !! VOA !!!"
novamente o @corelio "O fechamento do programa e do curso está sendo ótimo !!! muita explicação para as linhas de código do programa !!"
@rafaeltosta fazendo a piadinha "evento de nerd é diferente: querem sortear alguma coisa, a *primeira* idéia é fazer um script para selecionar o vencedor..."
@garotageek conseguiu "instalando ruby e rails no eeePC e tá rodando \o/"
De tarde a coisa "engrossou". Claro que a feijoada com vatapá e acarajé que alguns comeram no shopping Eldorado, ali do lado, ajudou a causar algumas baixas.. rsrs. Brincadeiras a parte, os professores entraram mais a fundo no código e nos conceitos no período da tarde, exigindo de todos mais atenção.
Fizemos um Coffee-Break, apelidado de Soda-Break, pois não tinha café. Ok ok ok... somos adeptos da soda. Bom, ao menos tinha cafeína na Coca-cola (e não é patrocinador nosso.. hehe). Aliás, essa é a minha homenagem ao café, com o poster do início desse post.
Lembro da minha época de desenvolvedor, nas madrugadas, com a térmica de café ao lado. Era um bom companheiro, ajudava a me manter acordado. Sei que os desenvolvedores adoram, mas cuidado: hoje o café não faz mais efeito em mim!!!
Vejam que interessante, o café tem tudo a ver com o Rails. A adrenalina, cafeína no sangue! Um framework rápido, ágil, robusto e pronto para a web2.0! Quantos projetos não foram feitos regados a café? Quantas idéias não surgiram no balcão de alguma cafeteria por aí? Quem sabe alguns de vocês não estão tomando café enquanto lêem esse post ou desenvolvendo um novo projeto em Rails?
Rails quer café!
Voltando ao curso, ficamos de fazer o aplicativo em Rails para sortear o Fred, o paper toy feito pelo nosso amigo SouzaCampus. Sorte da @garotageek, uma das poucas meninas do curso, que levou o Fred pra casa!
A partir de agora todos os alunos fazem parte da comunidade 8D, receberão as apresentações e o código do "Piu-piu", o nanoblog desenvolvido no curso. Estamos também procurando uma iniciativa para patrocinar a hospedagem do Piu-piu e transformá-lo em um autêntico projeto open source, para que nossos alunos e amigos possam evoluir a ferramenta e deixar a sua assinatura nele!
Em 1999 aconteceu a inauguração da sede da Sun no Brasil, na rua Alexandre Dumas, SP. Diversas personalidades, dentre elas o ex-governador Mário Covas, empresários do setor, jornalistas, o oba-oba de sempre. Eu e meu amigo/parceiro de pesquisa Daniel Alvares fomos convidados para apresentar o nosso projeto de pesquisa em inovação para internet.
Chegando lá, a primeira piadinha que ouvimos foi: "Já colocaram a geladeira na internet?".
Gozação era comum naquela época. Para quem iniciou a desenvolver projetos de internet em 1996, ser chamado de geek, nerd, louco era coisa corriqueira.
No currículo dos cursos de Ciência da Computação, a linguagem para aprendizado era C, e não Java. Por sorte (sorte?) do destino, nosso sugeriram que a pesquisa utilizasse uma nova linguagem, uma tal de Java .
Topamos. Nesse meio-tempo vimos nascer o asp (da Microsoft), quando recebemos um material Beta para testes. Java estava engatinhando. Bruno Souza, o "javaman", ainda era javaboy (rsrs). A Sun praticamente não tinha documentação além da API. Existia 1 (HUM) livro de Java, o qual guardo como relíquia até hoje.
A pesquisa resultaria em um sistema publicador e gerenciador de estágios, o qual seria utilizado pela PUCSP posteriormente. Tudo era desktop, desenvolvido em applet. No meio do nosso projeto apareceram a tecnologia Jini e em seguida o JSP. Mudamos para essa última, sem documentação, sem case, sem nada. Foi como colocar a faca nos dentes e ir pra guerra. Aí nasceu nosso contato com o pessoal da Sun, pois éramos uma fonte de debug para a linguagem, além de algumas sugestões para a primeira versão da linguagem.
Jini era uma derivação de Java para conectar aparelhos à internet. Daí vem a piadinha da geladeira, pois o criador da linguagem soltou uma nota na época falando sobre utensílios domésticos. Muitos acreditavam que era isso que fazíamos. Para que colocar a geladeira plugada na internet? Oras, é óbvio, para que o supermercado saiba quando o leite está acabando, e assim enviar uma nova remessa.
WOW!!! É a casa dos Jetsons? Sim, na época era pura ficção científica, sem um porque de existência.
Mas hoje, vemos além da tecnologia, a evolução do modelo de negócios. Hardware, software e conectividade está virando commodity. A informação é o real valor, e mediante N teorias como a Cauda Longa, a possibilidade da geladeira conectada é uma realidade plausível, e porque não dizer que é a salvação da lovoura para outros mercados, como vou descrever a seguir.
Você fecha um contrato com uma grande rede de supermercados, que te dá, ou cobra muito pouco, por uma geladeira de última geração. Ela, obviamente, está conectada na internet (BINGO!) e ao sistema do supermercado. Por meio de sistemas, sensores, acelerômetros, e outros "ômetros", o fornecedor efetivamente sabe quando você vai precisar de um novo produto.
Aí eles te enviam uma remessa de compras do supermercado, o qual você paga no cartão fidelidade ou coisa do gênero. E é claro que o contrato dura no mínimo 12 meses, com garantia mínima mensal de utilização e pagamento.
Já viu algo assim? Sim, telefonia celular, baby
Bom, depois dessa longa história, veja nesse link o texto sobre a . Claro, ainda conceitual, mas não deixa de ser interessante.
Sempre falo da Computação Ambiental, da informação onipresente. Deixando um pouco as teorias de lado, esse vídeo mostra na prática algumas possibilidades que as novas tecnologias trazem à vida das pessoas, com a interação da mesa da Microsoft.
Com o toque dos dedos, as pessoas brincam, jogam, escolhem seus pedidos nos bares, comunicam-se, enfim, fazem tudo o que a imaginação permite. Obviamente os desenvolvedores tiveram um belo trabalho, mas com a "popularização" (não tão popular) das superfícies multi-toque essa dificuldade tende a diminuir, com a adoção de novas APIs e Frameworks.
Fantástico, lembram do filme dos Jetsons? Onde tocar uma parede transformava em um lindo papel de parede? Ou escolher diversos canais de televisão e posicioná-los da forma que quiser? Ok, comercialmente ainda inviável, mas a tecnologia está aí.
Um último comentário, já temos tecnologia para notebook de telas mais brilhantes e finas. Os estudos para a "tela papel" estão avançados. Já pensaram em um papel de parede wireless e multi-toque?