Ano passado, entre a ascenção e queda do Second Life (SL), uma empresa afirmou que conseguiria colocar o metaverso funcionando em celulares.
Foi um espanto na indústria, afinal o client do SL necessitava de um computador consideravelmente bom, com placas de vídeo potentes. Como poderiam então fazer a mágica acontecer e em um simples celular rodar um aplicativo tão pesado? Simples, com a mesma solução que a OnLive promete para os videogames.
A empresa Vollee alardeou aos 4 cantos a sua tecnologia. Na época eu era Gerente da KaizenGames, mantenedora do Second Life no Brasil, e achei muito interessante e porque não dizer inteligente a proposta. Você faz um streaming da aplicação funcionando em um potente servidor para um celular 3G, e com isso tira a necessidade de usar um hardware de alta performance.
No celular a pessoa executa os comandos, que são enviados para o servidor. No servidor com a aplicação real em funcionamento, esses comando são interpretados, executados, e o mesmo retorna um vídeo do que aconteceu ali. É um tipo de “virtualização gambis master blaster”, mas que funciona.
A empresa OnLive promete algo parecido. Jogar videogame de última geração pela internet!!!! UAU!!!
Como falei, não existe mágica. A idéia geral é a mesma da Vollee, rodando os jogos em potentes servidores e fazendo streaming para a casa do internauta. Com isso teoricamente você não precisrá comprar um console de última geração para jogar os jogos do momento. Basta assinar o serviço e jogar no browser.
Será que o serviço pega? Não sei, acredito que gamers não vão gostar, ou utilizarão apenas para ver se gostam do jogo, antes de gastar uma boa grana comprando-o.
Para aqueles que não tem grana suficiente para comprar um console e jogos, é uma alternativa. Obviamente você não tem a mesma sensação de ter o console em casa, abrir a caixinha do jogo, colocar a mídia no videogame, apertar o ON… e jogar. É a mesma filosofia do livro digital, onde não temos a sensação de folhear as páginas, sentir a textura do papel, etc etc etc.
Filosofias a parte, é interessante. É um serviço que pode ajudar a popularizar o videogame em locais onde as taxas são absurdamente altas, como no Brasil.
No programa Olhar Digital temos um vídeo que explica um pouco sobre esse novo sistema:
Você pode ver mais informações no site da OnLive: http://www.onlive.com/





Há sérias críticas ao modelo de serviço OnLive, pois o mesmo depende grandemente de largura de banda e constância da mesma. Na América do Norte e na Europa, onde os serviços digitais são bem mais avançados, o pessoal já está jogando água dizendo que não vai pegar, imagine no Brasil então, com essa maravilha de banda larga que temos.