Aconteceu na , dia 21/01, às 21h (com o devido atraso, 21h20) o SE JOGA - Como entrar no competitivo mercado de games, debate promovido pela destinado às pessoas que desejam trabalhar com games, principalmente estudantes da área.
participantes da Ubisoft, EA, Gabba e Abdução. Mediação por Guilherme Tsubota.
Estavam presentes na mesa profissionais renomados do mercado: Carlos Estigarribia (EA Mobile), Danilo Almeida (GABBA), Daniel Garcia (Abdução) e Nicholas Souza (Ubisoft), além do mediador que aqui escreve, Guilherme Tsubota
Fiz uma breve apresentação de cada um dos participantes. Danilo é formado em Design Digital, Carlos é Engenheiro da Computação formado pela PUC-Rio, Daniel estudou Comunicação Social (PP) e Nicholas é bacharel em Game Design pela Anhembi-Morumbi (1a turma de formandos).
Cada um contou um pouco a sua tragetória profissional até o momento atual. É interessante observar que todos afirmaram o "amor" aos games. Realmente, o caminho não é fácil, as vagas são poucas e esse mercado não é dos maiores salários. Para conseguir uma boa vaga tem que ser um bom profissional, comprometido, apresentar resultados, ter foco e fé.
Sim, fé. A palavra fé foi dita diversas vezes.
será que isso é para assustar ou incentivar os estudantes do setor? Ou será que é a dura realidade do mercado? Gosto de apostar na realidade, pois assim como em qualquer vertical, trabalhar com games requer perseverança e constante atualização do profissional.
Como diz um amigo, No Pain No Gain!
debate IGDA na Campus Party Brasil 2009
A filosofia Nike também tem tudo a ver: Just Do it. Você quer batalhar por um bom emprego? Faça. Faça demos, crie personagens, roteiros. Faça animações, modelagem 3D. Programe, crie código. É fundamental mostrar o que você sabe fazer, ter o seu portfólio. Por que não criar um blog com tudo isso?
É consenso entre todos da mesa a contratação de pessoas que mostraram serviço, de alguma forma. Você não precisa criar um jogo completo, mas mostrar potencial.
Outro ponto interessante foi a discussão sobre o profissional especialista x generalista. Aquela pessoa que faz tudo está em baixa nesse momento nas empresas de games. A necessidade principal são os especialistas: programação, design, roteiro, trilha sonora, modelagem 3D, game designer. Foque na área que mais lhe agrada e estude, evolua, mostre seu portfólio.
profissionais reunidos antes do debate: Tsubota (iG/8D), Carlos (EA), Nicholas (Ubisoft) e Daniel (Abdução)
A velha discussão sobre pirataria foi um dos temas. Infelizmente é algo complexo, que envolve desde a atuação das empresas, profissionais, acadêmicos, até a cultura do próprio consumidor. Não é só o fato de um game custar aproximadamente 200 reais. Também não é só o fato do brasileiro querer tudo de graça.
Aliás, foi interessante a metáfora do jogo pirata com uma festa. O brasileiro, via de regra, quer sempre dar um "jeitinho", por exemplo entrar de graça em uma festa. Vale até falar que é amigo do baterista! Se ele é assim por criação, por que não querer um jogo de "graça" também? (assunto complicado)
Nicholas falou algo muito interessante. Um jogo pirata custa em média 10 a 20 reais. Quem compra jogo pirata, geralmente compra uma média de 5 a 10 jogos por vez. O fato é que essa pessoa não joga nenhuma das suas aquisições a fundo, não "zera" nenhum jogo. Oras, por que não comprar um jogo original e realmente aproveitá-lo ao máximo? Jogar diversas vezes, "zerar" o game, curtir todas as fases?
No final, a sensação de aproveitamento do investimento é muito maior! Particularmente, gostei desse ponto. Parabéns, Nicholas.
Para finalizar, gostaria de agradecer as diversas iniciativas de profissionais espalhados pelo nosso Brasil para ajudar a indústria dos games. Somos pioneiros, isso é fato. E como todo pioneirismo, muitos ficam pelo caminho, poucos efetivamente vencem. Mas todos foram fundamentais para abrir as portas para a próxima geração de profissionais. Tenho fé que o trabalho que fazemos hoje para divulgar e profissionalizar esse mercado será reconhecido no futuro.
Há pouco tempo não imaginávamos um estúdio como a Ubisoft no Brasil. E agora é tanto realidade que ele cresceu com a . Maravilha, ponto para nós! Apesar de ser ótimo, quero ver notícias de profissionais sendo reconhecidos, contratados, estúdios startups aparecendo e coisa do tipo.
Boa sorte a todos.