Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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09/02/2009 -  14:12     

Rails quer café!

Aconteceu no dia 07 de Fevereiro de 2009 o curso Desenvolvimento Ágil para Web com Ruby on Rails, realizado pela 8D com apoio da Gafanhoto / SixPix, ali no espaço Gafanhoto.

Para quem não sabe, Ruby on Rails (RoR) é um framework para desenvolvimento de projetos web, muito utilizado em serviços e sites da chamada web2.0

Poster sobre Café

Existem diversos exemplos e cases internacionais do sucesso dessa plataforma de desenvolvimento ágil. Para citar os mais famosos diria que o Twitter é feito em Rails, assim como o imenso site das Páginas Amarelas americana.

No Brasil surgem semanalmente diveras novidades feitas em Rails. O Blogblogs, Brasigo e Pagestacker utilizam a tecnologia, por exemplo.

Aliás, o exemplo máximo da produtividade do Rails é o Pagestacker, dos professores da 8D, George Guimarães e Hugo Baraúna. O serviço foi concebido em 48 horas, no concurso Rails Rumble 2007, desde a idéia até a aplicação funcionando. Ganharam menção honrosa, e aí iniciou mais uma startup.  Hoje o Pagestacker busca seu lugar ao sol entre os novos sites de web2.0.

Grandes players do mercado também olham com carinho para esse framework. UOL / BOL lançou recentemente seu novo webmail, todo feito em Rails. O iG, portal onde atuo como Gerente de Projetos e Inovação, não fica atrás. Com diversos estudos internos, olha com carinho para Rails.

A Abril Digital é outra empresa que aposta legal nesse tipo de trabalho. Não podia ser diferente, uma vez que faz parte do grupo MIH, que adquiriu também a WebCo, empresa responsável pelos serviços Blogblogs e Brasigo. Chega a ser engraçado o fato da Abril Digital “pegar” todos os desenvolvedores Rails que vê pela frente, deixando o resto do mercado a ver navios.

Calma, a 8D vai suprir essa demanda de profissionais com novos cursos de desenvolvimento ágil, e o curso Extensivo de Rails, a ser lançado em breve.

curso Rails na 8D

Já o curso “Desenvolvimento Ágil para Web com Ruby on Rails” foi muito bom. A primeira turma lotou a Gafanhoto, com 34 alunos presentes, a maioria programadores, mas com a presença de designers, arquitetos de informação e gerentes de projetos. Essa diversidade é interessante, segue um pouco os preceitos do Scrum e da importância de um grupo de trabalho unido.

curso Rails na 8D

As 6 horas de curso passaram rápido, com uma dinâmica e interação acelerada. Os professores passaram por temas como:

  • Criação e configuração do projeto
  • Test-Driven Development (TDD)
  • Relacionamentos do Active Record e Rotas
  • Sistema de login, gerência de sessão e arquitetura REST
  • Ruby idiomático e Relacionamentos do Active Record
  • Follow e unfollow de usuários
  • Filtros do ActionController
  • Ajax com Rails
  • ActionMailer, enviando e-mail com Rails
  • Mais sobre rotas no Rails
  • RDoc, documentação automatizada de código
  • Deployment com Capistrano
  • Opções de deployment
  • Distribuições Ruby

curso Rails na 8D

Lembrando que o objetivo não era ensinar a sintaxe da linguagem Rails, mas sim mostrar o ecossistema que envolve essa tecnologia, de ponta a ponta, com casos práticos e reais. Rails não é mágica, mas faz acontecer! Os professores mostraram isso, passando por pontos importantes como TDD, Ajax, a instalação e utilização de plugins, e a agilidade de mostrar resultado ao cliente (ROI).

Com esse conhecimento adquirido, o aluno saiu do curso com orientações do que deve estudar, aprender e fazer dali pra frente.

Durante o período da manhã focamos nos conceitos. De onde veio Rails? E Ruby? E por que Ruby on Rails? Métodos ágeis, o que seria isso? Conceitos iniciais. Criamos um projeto de nanoblog, o qual os alunos (Giordani em específico) apelidou de Piu-piu. Pronto, nasceu o piu-piu, o nanoblog open-source da 8D. Em cima desse projeto, os professores trabalharam todos os conceitos já citados, além de dar dicas bem interessantes para agilizar mais ainda o trabalho.

curso Rails na 8D

No twitter foi possível acompanhar o que os alunos falavam sobre o curso, com a tag #rails8d:

@GabrielCorpse falou “para desenvolvimento web 2.0 certamente o rails é a melhor opção, afinal essa é a especialidade dele“.

@corelio empolgou “piupiu com tudo !!! Ajax, jquery !! o céu é o limite !!! VOA !! VOA !!!“

novamente o @corelio “O fechamento do programa e do curso está sendo ótimo !!! muita explicação para as linhas de código do programa !!“

@rafaeltosta fazendo a piadinha “evento de nerd é diferente: querem sortear alguma coisa, a *primeira* idéia é fazer um script para selecionar o vencedor…“

@garotageek conseguiu “instalando ruby e rails no eeePC e tá rodando \o/“

curso Rails na 8D

De tarde a coisa “engrossou”. Claro que a feijoada com vatapá e acarajé que alguns comeram no shopping Eldorado, ali do lado, ajudou a causar algumas baixas.. rsrs. Brincadeiras a parte, os professores entraram mais a fundo no código e nos conceitos no período da tarde, exigindo de todos mais atenção.

curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D

Fizemos um Coffee-Break, apelidado de Soda-Break, pois não tinha café. Ok ok ok… somos adeptos da soda. Bom, ao menos tinha cafeína na Coca-cola (e não é patrocinador nosso.. hehe). Aliás, essa é a minha homenagem ao café, com o poster do início desse post.

Lembro da minha época de desenvolvedor, nas madrugadas, com a térmica de café ao lado. Era um bom companheiro, ajudava a me manter acordado. Sei que os desenvolvedores adoram, mas cuidado: hoje o café não faz mais efeito em mim!!!

Vejam que interessante, o café tem tudo a ver com o Rails. A adrenalina, cafeína no sangue! Um framework rápido, ágil, robusto e pronto para a web2.0! Quantos projetos não foram feitos regados a café? Quantas idéias não surgiram no balcão de alguma cafeteria por aí? Quem sabe alguns de vocês não estão tomando café enquanto lêem esse post ou desenvolvendo um novo projeto em Rails?

Rails quer café!

curso Rails na 8D

Voltando ao curso, ficamos de fazer o aplicativo em Rails para sortear o Fred, o paper toy feito pelo nosso amigo SouzaCampus. Sorte da @garotageek, uma das poucas meninas do curso, que levou o Fred pra casa!

A partir de agora todos os alunos fazem parte da comunidade 8D, receberão as apresentações e o código do “Piu-piu”, o nanoblog desenvolvido no curso. Estamos também procurando uma iniciativa para patrocinar a hospedagem do Piu-piu e transformá-lo em um autêntico projeto open source, para que nossos alunos e amigos possam evoluir a ferramenta e deixar a sua assinatura nele!

curso Rails na 8D

Parabéns aos professores George e Hugo!

Boa sorte e até a próxima turma.

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Inovação
Tags relacionadas:  8D, carreira, curso de rails, profissional, Rails
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22/01/2009 -  16:43     

SE JOGA – como foi o debate da IGDA na Campus Party 2009

Aconteceu na Campus Party 2009, dia 21/01,  às 21h (com o devido atraso, 21h20) o SE JOGA – Como entrar no competitivo mercado de games, debate promovido pela IGDA São Paulo destinado às pessoas que desejam trabalhar com games, principalmente estudantes da área.

Campus Party 2009

participantes da Ubisoft, EA, Gabba e Abdução. Mediação por Guilherme Tsubota.

Estavam presentes na mesa profissionais renomados do mercado:  Carlos Estigarribia (EA Mobile), Danilo Almeida (GABBA), Daniel Garcia (Abdução) e Nicholas Souza (Ubisoft), além do mediador que aqui escreve, Guilherme Tsubota :-)

Fiz uma breve apresentação de cada um dos participantes. Danilo é formado em Design Digital, Carlos é Engenheiro da Computação formado pela PUC-Rio,  Daniel estudou Comunicação Social (PP) e Nicholas é bacharel em Game Design pela Anhembi-Morumbi (1a turma de formandos).

Cada um contou um pouco a sua tragetória profissional até o momento atual. É interessante observar que todos afirmaram o “amor” aos games. Realmente, o caminho não é fácil, as vagas são poucas e esse mercado não é dos maiores salários. Para conseguir uma boa vaga tem que ser um bom profissional, comprometido, apresentar resultados, ter foco e fé.

Sim, fé. A palavra fé foi dita diversas vezes. ;-)   será que isso é para assustar ou incentivar os estudantes do setor? Ou será que é a dura realidade do mercado? Gosto de apostar na realidade, pois assim como em qualquer vertical, trabalhar com games requer perseverança e constante atualização do profissional.

Como diz um amigo, No Pain No Gain!

Campus Party 2009

debate IGDA na Campus Party Brasil 2009

A filosofia Nike também tem tudo a ver: Just Do it. Você quer batalhar por um bom emprego? Faça. Faça demos, crie personagens, roteiros. Faça animações, modelagem 3D. Programe, crie código. É fundamental mostrar o que você sabe fazer, ter o seu portfólio. Por que não criar um blog com tudo isso?

É consenso entre todos da mesa a contratação de pessoas que mostraram serviço, de alguma forma. Você não precisa criar um jogo completo, mas mostrar potencial.

Outro ponto interessante foi a discussão sobre o profissional especialista x generalista. Aquela pessoa que faz tudo está em baixa nesse momento nas empresas de games. A necessidade principal são os especialistas: programação, design, roteiro, trilha sonora, modelagem 3D, game designer. Foque na área que mais lhe agrada e estude, evolua, mostre seu portfólio.

Campus Party 2009

profissionais reunidos antes do debate: Tsubota (iG/8D), Carlos (EA), Nicholas (Ubisoft) e Daniel (Abdução)

A velha discussão sobre pirataria foi um dos temas. Infelizmente é algo complexo, que envolve desde a atuação das empresas, profissionais, acadêmicos, até a cultura do próprio consumidor. Não é só o fato de um game custar aproximadamente 200 reais. Também não é só o fato do brasileiro querer tudo de graça.

Aliás, foi interessante a metáfora do jogo pirata com uma festa. O brasileiro, via de regra, quer sempre dar um “jeitinho”, por exemplo entrar de graça em uma festa. Vale até falar que é amigo do baterista! Se ele é assim por criação, por que não querer um jogo de “graça” também? (assunto complicado)

Nicholas falou algo muito interessante. Um jogo pirata custa em média 10 a 20 reais.  Quem compra jogo pirata, geralmente compra uma média de 5 a 10 jogos por vez. O fato é que essa pessoa não joga nenhuma das suas aquisições a fundo, não “zera” nenhum jogo. Oras, por que não comprar um jogo original e realmente aproveitá-lo ao máximo? Jogar diversas vezes, “zerar” o game, curtir todas as fases?

No final, a sensação de aproveitamento do investimento é muito maior! Particularmente, gostei desse ponto. Parabéns, Nicholas.

Para finalizar, gostaria de agradecer as diversas iniciativas de profissionais espalhados pelo nosso Brasil para ajudar a indústria dos games. Somos pioneiros, isso é fato. E como todo pioneirismo, muitos ficam pelo caminho, poucos efetivamente vencem. Mas todos foram fundamentais para abrir as portas para a próxima geração de profissionais. Tenho fé que o trabalho que fazemos hoje para divulgar e profissionalizar esse mercado será reconhecido no futuro.

Há pouco tempo não imaginávamos um estúdio como a Ubisoft no Brasil. E agora é tanto realidade que ele cresceu com a aquisição da tupiniquim-gaúcha Southlogic. Maravilha, ponto para nós! Apesar de ser ótimo, quero ver notícias de profissionais sendo reconhecidos, contratados, estúdios startups aparecendo e coisa do tipo.

Boa sorte a todos.

Campus Party 2009

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Palestras
Tags relacionadas:  campus party, carreira, debate, Games, igda
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24/12/2008 -  17:36     

2008: do Second Life ao iPhone

Comecei 2008 como Gerente do escritório do Second Life (SL) no Brasil, nas dependências da Kaizen Games aqui em São Paulo. Foi um período interessante, desafiador e de extremo empreendedorismo pessoal. O SL foi um fenômeno, um cometa que na velocidade que apareceu, sumiu.

vaca-gigante

Um dos executivos do SL ganhou o prêmio Info Personalidade do Ano 2007. Todas as grandes revistas (Veja, Época, Isto É, etc.) estamparam na capa a nova revolução que o mundo virtual traria na vida das pessoas. Montantes de dinheiro eram gastas para criar ambientes virtuais. Empresas e instituições renomadas como IBM e USP acreditavam no SL.

Foi um estrondo, um fenômeno temporal. Mas passou. O dinheiro investido nunca teve retorno, o tempo gasto idem e a imagem das empresas especializadas no SL foram levadas a zero.

Existem muitas teorias do que realmente aconteceu, mas eu acredito que foi uma sequência de erros de julgamento.

Foi no início do ano que também palestrei na Campus Party sobre Projetos para Second Life. Nesse período o mercado em geral já anunciava a queda do mundo virtual, porém sempre acreditei que existia uma saída: os projetos corporativos de simulação e treinamento, além da publicidade dirigida a nichos.

Começava a palestra com o termo Mastigoteuthis Flammea, o nome científico da lula. A partir daí explicava a melhor forma de trabalhar um projeto no SL, visando sempre o ROI. Foi bem interessante, tivemos um bom público e perguntas pertinentes.

palestra-campus-party-2008-second-life-guilherme-tsubota-01

Ainda hoje existem empreendedores de sucesso no Second Life, como o pessoal do blog Mundo Lindem.

Após o período na Kaizen Games, tive uma rápida passagem pela Simples Web e em seguida assumi a Gerência de Novos Negócios da Media Contacts, empresa do grupo Havas Digital. Um desafio muito legal e divertido! A área era inexistente, e foram 3 meses de trabalho árduo e guerreiro, pois a meta era bem agressiva e os investimentos no setor tendiam a zero (como sempre).

Coloquei a faca nos dentes, a fita de Rambo na cabeça e fui pra guerra. Aprendi todos os produtos e serviços da agência, que iam desde o tradicional (criação, produção, projetos), passando por mídia digital – o carro chefe da Media Contacts, consultoria em Search Engine Optimization (SEO) e Search Engine Marketing (SEM) e projetos para Social Media.

Após finalizar o meu contrato na agência, ingressei no iG. Fui contratado como Gerente de Projetos e Consultor de TI e Inovação, um cargo e responsabilidades que vai de encontro com a minha vida acadêmica: seria o responsável por levar novidades para o portal, assim como novas tecnologias para os projetos.

Estou feliz em trabalhar no iG, onde meu ex-orientador de pesquisa foi vice-presidente de TI, o prof. Demi Getschko. Trabalhar em portal de internet é uma experiência única, uma convergência de conhecimentos e capacidades. O state-of-art da tecnologia para internet está ali, os melhores profissionais, as melhores soluções. Tudo para atender os internautas e manter a empresa entre os 3 maiores portais brasileiros.

rails

Espero utilizar muito do que vi. Já estava engajado com a tecnologia Ruby on Rails há algum tempo, participei do Rails Summit 2008. Também venho acompanhando o Open Social, liderado pelo Google. Nem citarei a Computação em Nuvem, conceito que já existe há muito tempo e que vem mudando de nome de tempos em tempos, mas finalmente virou realidade. Tudo isso juntando a métodos ágeis de desenvolvimento, como Model-Driven Architecture e Scrum.

Acredito que 2009 será muito interessante, interagindo com as equipes de conteúdo e produtos do iG.

Apesar de ser Cientista da Computação e atuar em diversas frentes da tecnologia, tenho 2 grandes paixões e especialidades: os games e a tecnologia mobile. Esse ano que encerra foi muito feliz pra mim nesse quesito. Minha atuação na indústria dos games aumentou, onde participei de diversas palestras, cursos e projetos.

Em novembro lançamos, junto com a 8D Digital, o curso de advergames. Ele foi um sucesso, contando com a presença dos professores David Lemes (do GameReporter), Fabiano Onça e Érika Caramello. Com um formato inovador, o curso tinha o objetivo de criar 1 advergame em 1 dia, passando por todas as etapas de criação. Contamos com a presença do nosso amigo Silvio Luiz para servir de modelo no laboratório de personagens.

8D_advergames_onca3

Os alunos adoraram, os professores idem e eu fiquei extremamente realizado com o sucesso do curso.

Em 2009 continuaremos com o curso de Advergame, além de lançarmos um curso Intensivo de Criação de Games, provavelmente em Maio. A outra novidade é que fui convidado a formatar uma Graduação de Jogos Digitais. Estamos conversando e negociando, porém acredito que no início de Janeiro já terei novidades sobre isso.

Ainda na academia, continuo com a disciplina de Projetos de Tecnologia Móvel e Internet na PUCSP, a disciplina de Marketing Digital no curso de Administração da Unipalmares, além de Mídias Digitais no curso de Comunicação Social (PP) da mesma instituição.

Infelizmente minha participação em congressos foi menor esse ano, pois o lado profissional demandou muito mais atenção. Em contrapartida venho ajudando a Unipalmares de todas as formas que eu posso com divulgação, conselhos e participação ativa. Acredito que a ONG possui uma filosofia muito bonita e que faz fala nos dias de hoje.

Tsubota e Mussunzinho

No final do ano prestigiei a entrega do troféu Raça Negra, mantido pela ONG que cuida da Unipalmares, e pude vivenciar a importância dessas ações sociais.

Por último mas não menos importante, o Mobile. Desde que saí da sociedade da minha ex-empresa de tecnologia mobile, a Variari Agência Mobile, eu não estava tão envolvido com a mobilidade como estou hoje. O mercado mudou, sim, mas não muito. Os conceitos que aplicávamos na época, meados de 2005/2006, continuam. Associações foram montadas, outras chegaram ao Brasil (Mobile Marketing Association).

É engraçado também ver a evolução dos profissionais do setor. Estagiários e atendentes daquela época hoje são “especialistas” do setor, criando soluções para seus clientes. Ok, fui um pouco irônico agora, pois para mim um especialista precisa no mínimo ter criatividade, coisa que sinto falta no mercado mobile atual.

E isso foi a brecha que me chamou atenção para retornar ao mercado mobile com força total. Em breve lançarei no mercado algumas novidades, principalmente para as novas plataformas N da Nokia e iPhone da Apple.

a sombra de Jobs

Bom, 2009 promete. Estou em férias, finalmente, após 12 anos ininterruptos. Só agora sinto o quanto meu corpo sentia falta de parar alguns dias, relaxar e carregar as baterias, afinal não tenho mais 20 anos de idade ;-)

Esse post foi mais um guia para mim mesmo, para um ano em que não planejei e sim vivi, momento a momento, as mudanças do trajeto e as adaptações que tive que fazer.

Boa sorte para todos nós!

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Profissional Digital
Tags relacionadas:  carreira, profissional
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12/12/2008 -  17:15     

Mamãe, vou trabalhar com videogame!

- Como assim menino, ficou doido? – retruca espantada a mãe do rapaz.

- Sim, e vão até me pagar pra trabalhar!

Por muitos anos os profissionais que trabalham com games sofreram preconceito dos seus colegas e parentes. Eram rotulados como pessoas que queriam vida fácil, diversão o dia inteiro e não ter senso de responsabilidade. Obviamente falo de um estigma da geração que viu seus filhos crescerem grudados em consoles como Nintendo, Master Systen, Mega Drive e Nintendo 64. Meados de 1990, auge dos anos dourados da indústria do videogame (old school).

A conversa retratada acima mostra esse choque de culturas, que muitos de nós da indústria do entretenimento digital passamos em algum momento. Seja com seus pais, parceiros ou amigos, mais cedo ou mais tarde um olhar desconfiado, uma frase solta com ironia ou mesmo um deboche fazia parte da vida desses profissionais.

Infelizmente é uma situação normal e já esperada de acontecer, afinal romper paradigmas, ainda mais associados ao dinheiro e subsistência, são difíceis.

Com o passar dos anos e com o amadurecimento da indústria, ainda mais com o advento da internet, novos consoles, webgames e afins, o termo “game” ficou mais presente na vida das pessoas. Aquelas crianças da década de 80 hoje beiram os 30 e poucos anos, muitas seguiram profissões tradicionais, mas alguns mantiveram-se fiéis ao seu sonho e seguiram para profissões relacionadas ao entretenimento, seja cinema, animação, computação gráfica ou produção de games.

Fato é que a movimentação global do faturamento em games é superior ao do cinema. Falamos de mercados ricos como a Ásia e os EUA. A primeira é o grande centro dos jogos multi-jogadores online, ou Massive Multiplayer Online Game (MMORG). De lá importamos sucessos como Ragnarök e Prinston Tale, MMORGs com perfil fantasioso e que arrastam milhões de jogadores ao redor do mundo. Obviamente nenhum bate o sucesso do World of Warcraft, um sucesso global e fonte de muito estudo acadêmico.

Outras vertentes da indústria seguem, como os jogos para console e PC. Desde super produções que levam 2 ou 3 anos de trabalho e milhões de dólares de investimento, até jogos simples e casuais ou educativos, como os trabalhados pelo Bordergames com comunidades carentes, um projeto que ensina o grupo de crianças a criar e desenvolver jogos 3D para console desde o roteiro até a programação.

Para ser um desenvolvedor de jogos educativos, o estúdio necessita de pedadogos, profissionais de design instrucional e especialistas nas áreas que o game aborda.

Jogos Casuais, ou Casual Games, tem um público crescente e interessante. Geralmente jogos de tabuleiro ou com ação limitada, porém extremamente divertidos. Encontramos esses jogos nos Webgames, jogos para celular ou mesmo para consoles portáteis como Sony PSP ou Nintendo DS.

Por último mas não menos interessante temos os advergames, jogos casuais com perfil publicitário, inserindo de forma divertida e persistente a marca do anunciante. Esses jogos são muito comuns na internet ou em distribuição gratuita em mini CDs.

Claro que as subdivisões dos games são inúmeras, porém o núcleo de produção é sempre o mesmo: o diretor ou produtor, a equipe criativa que consta de roteiristas, game designers (ou arquitetos de jogos), artistas 2D e 3D, músicos, diretores de arte e fotografia, e a equipe de desenvolvimento, com programadores, especialistas em banco de dados e integração de sistemas. No Brasil existem alguns cursos de graduação e pós-graduação em Jogos Digitais, porém todos são focados na carreira técnica ou produção.

A indústria carece de profissionais especializados, principalmente aqueles que irão trabalhar na criação do jogo. Muitas vezes aficionados por games, publicitários ou jornalistas assumem o papel do criador de games, adaptando seu conhecimento acadêmico à essa área. A produção em si não possui muitos segredos, a não ser algumas particularidades para produzir melhor e mais rapidamente.  Na linguagem de programação, regras de ação/reação entre objetos, leis da física, colisões e inteligência artificial são itens que fazem parte do dia-a-dia do programador. A técnica é um pouco diferente do desenvolvimento de um sistema corporativo ou um sistema web, porém a sintaxe é muito parecida.

Aos artistas, tanto visuais quanto sonoros, não existe segredo, a não ser muito estudo de caso para melhor ambientar o jogador. Um visual ou trilha sonora deve emocionar o jogador, da mesma forma que um filme muitas vezes o faz. Geralmente profissionais de rádio, TV e Cinema entram nesse momento, principalmente o Diretor de Arte.

Obviamente um jogo não vai ao mercado sem passar pelas etapas que qualquer software necessita, como testes e homologação. Teste de jogabilidade, testes de integração, testes de usabilidade e muito mais são aplicados incansavelmente para garantir a qualidade final do produto.

Orquestrando tudo isso está o produtor, o Diretor do jogo. O profissional que tem a visão geral de ponta-a-ponta, atuando com os profissionais de todas as áreas, gerenciando escopo, cronograma, orçamentos, entregas e até a publicidade envolvida na divulgação.

Criar um novo jogo é muito divertido e trabalhoso, complexo. Mas com a equipe ideal, o trabalho flui e o resultado final na tela da televisão com algumas pessoas se divertindo vale qualquer esforço.

artigo publicado no IT Portal

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Games
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03/08/2008 -  16:11     

Profissional deve saber o quanto vale

“Todo mundo tem um preço” já virou fala clássica em uma série de filmes hollywoodianos. Seja o mafioso tentando comprar um policial, o mega-empresário ofertando por uma mulher, o Rei tentando subornando um aliado, e por aí vai. Brincadeiras à parte, essa frase tem um grande ensinamento para os dias atuais no meio corporativo.

Há algumas semanas escrevi um artigo chamado “Eu mereço ganhar mais”, alguns pensamentos sobre o quanto eu mereço e devo pedir ao efetuar uma negociação. Outro dia recebi um email da minha amiga Cris Geminiano sobre um texto no site Administradores com o título “Valorize-se! Profissional deve saber calcular o quanto vale”.

Essa é uma questão interessante, e diria que daquelas que é fácil dizer, e difícil de fazer.

Claramente identificamos 2 momentos na vida de uma pessoa: ela está empregada, feliz com o que faz, porém com a sensação de que recebe menos que o justo, ela ganha muito dinheiro, mas briga todo dia com seus colegas de trabalho, aguenta reclamações de cliente e implicância do chefe.

Existe um ponto em comum com esses dois casos. Em ambos a sensação de “ganhar menos do que devia” está presente, independente do valor. Na primeira situação, a pessoa não muda de emprego pois é um ambiente legal, com pessoas legais. Na segunda situação, a pessoa permanece pois o salário é alto.

Voltamos ao ponto do artigo. Quanto você deve pedir numa negociação para um novo emprego, ou para rever o salário? O quanto você estará feliz para continuar no cotidiano daquela empresa. Esse seria o momento utópico. Pensando que vivemos em uma realidade, um mundo tridimensional que fede e cheira, temos que tentar balizar e equilibrar ao máximo, para minimizar a síndrome da Raiva do Salário Baixo.

Você pode barganhar? Está bem empregado? Não está procurando outro emprego e uma oportunidade caiu no seu colo? Ótimo. Você está desempregado? As contas estão vencendo? O leitinho das crianças está acabando? Paciência, você ficará feliz em receber qualquer quantia, naquele momento.

Pense nisso, reclame menos e seja mais pró-ativo! Afinal é uma questão de perceptiva.

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Profissional Digital
Tags relacionadas:  carreira, profissional, valor
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