Sempre é bom ouvir a história que uma pessoa de sucesso trilhou na sua vida, seja um empresário, artista, escritor, político ou mesmo uma pessoa que simplesmente viveu bem, feliz e tem bons contos para alegrar os amigos.
Adoro biografias, tiro muitas lições delas. Mesmo aquelas que tem uma carga alta de ficção acabam gerando boas idéias. As histórias negativas também são boas, porque o fato de ter sido negativo é um ponto de vista e uma questão de referência.
Por exemplo, a história de Napoleão é negativa para a história do mundo, mas positiva para os franceses da época. Hoje vivemos o imperialismo americano, e ele é negativo para muitas culturas, mas positiva para nós (de certa forma).
Vejam o caso do Eike, um dos homens mais ricos do mundo. Muitos dizem que existem coisas não tão legais na sua história, outros o defendem com unhas e dentes. Para nós basta analisar a sua história, e entender o mérito e a competência que ele teve ao chegar lá.
Conheci há alguns poucos anos o seu irmão mais novo, o qual optou por outro rumo de vida: trabalhar com games, algo que lhe dava prazer no dia-a-dia. Interessante...... foram para lados diferentes, bem diferentes!
O que vale desse vídeo? Entender o que se passa na cabeça desse cara, e levar para o seu mundo: seus pais, seus amigos, seus colegas de trabalho e chefes, onde você quer chegar, os motivos e as motivações, e como fará isso.
Saiu hoje no jornal a reportagem "Profissões da Moda" (páginas 10 e 11).
Reportagem interessante, onde monstram década a década desde 1960 as profissões que marcaram época e foram importantes para a população em cada período.
Também citam curiosidades que levaram a esse resultado, como por exemplo em meados de 1980, quando modelos de qualidade foram importados do Japão e geraram uma geração de Engenheiros no Brasil.
Agora quero destacar 2010, onde cito na íntegra o parágrafo abaixo:
"2010
Com a globalização e a agilidade do mercado, a lista de profissões do futuro aumenta. Gestão e engenharia de meio ambiente, biotecnologia, desenvolvimento de games e tecnologia da informação estão entre as carreiras com muita demanda. Caminho certo para um bom emprego".
Desenvolvimento de Games é um mercado em franco crescimento mundial. É notado que a utilização de games em diversos setores como educação, publicidade, negócios ou meramente entretenimento.
Mas cuidado!!!!!!! Não acredite que fazer games é simplesmente ter uma boa idéia, utilizar uma ferramenta como um Flash e fazer uns desenhos legais. Criar games é uma ciência e uma arte, envolve muito estudo e uma equipe multidisciplinar.
Disciplinas como Roteiro e Enredo, Gerenciamento de Projetos, Criação de Personagens, Lógica, Matemática e Técnicas de Programação são essenciais para um time sair vencedor nessa área.
Quer fazer games e entrar na onda das profissões do futuro? Estude.
Escrevi esse post no dia dos professores de 2009. Não o publiquei e não publicarei, mas resolvi fazer uma carta sobre algumas coisas que eu penso a respeito dos profissionais, professores e instituições de ensino.
Para quem não sabe, além da minha veia empreendedor, eu sou professor. Ministro aulas desde meados de 1998, entre cursos livres, palestras, workshops, graduação e pós-graduação.
Entre 1997 e 1999 convivi com pessoas iluminadas no (Programas de Estudos e Pesquisas no Ensino da Matemática), um grupo criado na PUCSP com 4 pilares:
a formação inicial de professores que trabalham com Matemática
a formação continuada de professores em serviço
a pesquisa em ensino de Matemática
a elaboração e difusão de documentos para educadores
E 2 objetivos:
Contribuir para formação inicial e continuada dos professores de Matemática
Prestar serviços à Comunidade
O segundo objetivo - prestar serviços à Comunidade - sempre me incomodou. Mas aquele incômodo bom, do bem, que faz você se mexer e fazer algo melhor, sabe?
Veja bem, sempre dei muito valor para os estudos e pessoas que realmente contribuíram com algo para o ser humano (e não para a sociedade). A cura de uma doença, um novo método para reciclagem eficiente de lixo tóxico, um algoritmo para desenvolver uma prótese mecânica que gere um bem estar maior. Talvez um estudo para entender melhor os efeitos cósmicos em nosso organismo ou no planeta em que vivemos, ou entender o processo evolutivo da natureza e assim prever onde a Terra vai parar com tanta desmatação, e como evitar isso.
Enfim, entenderam o tipo de coisa que estou falando, não?
Eu vejo uma ode, um apelo marketeiro para as coisas mais banais da vida. Ok, ok, faz parte, temos que entender que o mundo é capitalista, e selvagem. Ontem vi uma movimentação, um gasto de energia absurdo para criar piadas em prol da escalação do time do Brasil para a Copa de 2010. Mas não vejo essa energia ser gasta em outras coisas, muito mais importantes e fundamentais para o nosso futuro, e dos nossos filhos, e netos, e etc.
Eu mesmo, faço games. O que um game pode levar de bom para o futuro do planeta?
Talvez diminuia o estresse de uma pessoa no final do dia e assim evite problemas cardíacos? Ou permita com que ela não faça nenhuma "besteira" maior?
Talvez ensine alguma coisa de uma cultura nativa para uma sociedade / geração cada vez mais "to nem aí para as minhas raízes", como é o caso do jogo Pibmirim, que conta sobre os índios do Brasil?
Talvez ajude pessoas com problemas mentais ou acidentados a se esforçar mais e melhorar?
Talvez não leve a nada além de simples diversão?
Sobre isso, eu compartilho o que minha colega de profissão, Jane McGonigal, disse em sua palestra no TED: "".
Basicamente, Jane diz que se conseguíssemos usar a energia e concentração que as pessoas utilizam enquanto jogam, para outros fins mais nobres, muitos problemas do nosso planeta seriam facilmente resolvidos.
Pense a respeito!
Imagine o tempo que você perde criando piadinhas bobas com hashtags, ao invés de responder aquele email importante para um amigo. Lembre do tempo que perdeu tirando sarro daquela senhora velha que leva comida para os animais vira-latas que moram na esquina da sua rua. Pense na energia gasta para preparar alguma gozação com um colega de trabalho, que simplesmente fez ele ficar chateado e com um sorriso amarelo no rosto.
Bom, ninguém é Santo, e muito menos eu. Tenho raiva, inveja, rancor, tristeza e outros defeitos como qualquer pessoa normal. Mas ao menos eu resolvo seguir adiante, tentando solucionar os problemas à minha maneira. Ficar de braços cruzados? Comigo não.
Vamos usar a energia gasta em besteira para coisas do bem! Como os ativistas das bikes, que usam a tag para divulgar notícias, dicas e tudo o que é relacionado a andar de bicicleta. Isso vai melhorar a sua saúde, o seu humor, ajudar no trânsito da sua cidade e a diminuir a poluição.
Outras diversas iniciativas existem por aí. Procure a que mais te anima, e faça. Just Do It! (isso não é um comercial da Nike)
E onde, teoricamente, essas iniciativas deveriam existir em maior quantidade? Nas universidades, antro dos "seres iluminados" que vizam o conhecimento em prol do homem.
Infelizmente isso não é o espelho da realidade, e a grande maioria (e não todas) das universidades e centros de pesquisa viraram empresas focadas em lucro, meramente. Educação, pra quê? O interesse principal é se tornar cada vez maior, crescendo, comprando faculdades menores, atraindo clientes... ops.... alunos para a sua grade de cursos.
A academia virou uma fábrica moderna, a la "Tempos Modernos" de Chaplin. Uma produção em série de cérebros não-questionadores e de pouca capacidade analítica. Oras, seguir o by-the-book é mais fácil, e o que não está descrito ali fica pra "alguém" resolver.
Quem é esse "alguém", se não estamos formando pessoas que realmente corram atrás da informação? Alunos, acordem!!! Saiam do barzinho e pensem no seu futuro. Você não é um cliente da faculdade, você não paga para pegar o canudo, e sim pra aprender.
Diversos estudos (na área de TI) comprovam que a mão de obra está mudando o seu perfil. Hoje temos muito mais usuários do que criadores, e em pouco menos de 10 anos teremos uma balança totalmente desequilibrada entre as pessoas que criam software, e as pessoas que supostamente deveriam criar. Novamente volto a dizer: as universidades não estão preocupadas com isso, além do valor da matrícula paga.
Outro ponto perigoso é o efeito alavanca, ou trampolim. Muitos professores estão na faculdade não para lecionar, mas sim apenas para rechear seus currículos com um cargo acadêmico, aumentando assim o valo do seu passe no mercado. Professores despreparados na alma, e que consequentemente não vão formar bons profissionais.
Bom, sinto em dizer que desisti da academia. Quando senti na pele a sujeira do mundo corporativo (falando do lado sujo da coisa) na facudade, eu desisti. Apesar de seguir todo o procedimento das regras da universidade descritas no edital para seleção de um professor para o curso "Jogos Digitais", passar por todo o processo seletivo com a entrega de documentos, aula aberta para uma bancada, etc etc etc.... descobri que uma indicação que não passou pelo processo conseguiu a vaga.
Pessoal, não estamos falando de um cargo de confiança executivo, ou de uma empresa. É a academia, local de estudos, aprendizado, formação de novos profissionais em seu caráter, ética e conhecimento. Se a entidade que provê isso não segue os princípios, como participar dela?
Acredito e conheço ainda alguns professores e escolas que seguem a tradição Mestre - Aluno. Não na sua rigidez, mas sim no conceito de aprendizagem. Não quero dar aula para um aluno que não me respeita como professor, ou que nem me dá a chance de mostrar o que eu posso contribuir para a vida dele. Eu acredito que a "evolução" (bah!) da sociedade, das instituições e etc são fundamentais para o crescimento de todos, mas pera aí..... alguns conceitos devem ser mantidos.
Bem.....
Voltando ao PROEM, apenas quero deixar como aprendizado a minha convivência com gênios da Matemática, como os(as) professores(as) Sandra, Vincenzo, Benedito, Ana, Célia, Maria Cecília, Lígia, Ruy, Saddo, Tânia, Scipione, dentre outros. Professores que tinham amor pela ciência, em mostrar de forma fácil os planos da geometria, os universos matemáticos, a beleza dos números. Professores que faziam o que faziam simplesmente pelo ato de ensinar, e ver o conhecimento nascer.
Gostaria, seria um orgulho, uma honra, uma dedicação, uma paixão e uma servidão ter uma cátedra na universidade que me formei e tantos frutos me deu na carreira. Infelizmente, com a máquina $$ da graduação, a relação mestre/aluno se desgastou e pessoas como eu, que geram a estranheza e forçam o bom aprendizado, não são mais bem vindas nas instituições.
Encontrei, nos meus cursos livres, o espaço para passar o conhecimento da forma que acho certo. Cursos livres abraçados por outros profissionais que tem o mesmo ideal, a um valor justo, com uma metodologia própria e eficiente, hoje ministrada pela 8D Cursos. Assim quem sabe, possamos fazer diferença para alguns alunos.
Aconteceu no dia 07 de Fevereiro de 2009 o curso , realizado pela com apoio da , ali no espaço Gafanhoto.
Para quem não sabe, (RoR) é um framework para desenvolvimento de projetos web, muito utilizado em serviços e sites da chamada web2.0
Existem diversos do sucesso dessa plataforma de desenvolvimento ágil. Para citar os mais famosos diria que o é feito em Rails, assim como o imenso site das .
No Brasil surgem semanalmente diveras novidades feitas em Rails. O , e utilizam a tecnologia, por exemplo.
Aliás, o exemplo máximo da produtividade do Rails é o Pagestacker, . O serviço foi concebido em 48 horas, no concurso 2007, desde a idéia até a aplicação funcionando. Ganharam menção honrosa, e aí iniciou mais uma startup. Hoje o Pagestacker busca seu lugar ao sol entre os novos sites de web2.0.
Grandes players do mercado também olham com carinho para esse framework. UOL / BOL lançou recentemente seu novo webmail, todo feito em Rails. O , portal onde atuo como Gerente de Projetos e Inovação, não fica atrás. Com diversos estudos internos, olha com carinho para Rails.
A Abril Digital é outra empresa que aposta legal nesse tipo de trabalho. Não podia ser diferente, uma vez que faz parte do grupo MIH, que adquiriu também a WebCo, empresa responsável pelos serviços Blogblogs e Brasigo. Chega a ser engraçado o fato da Abril Digital "pegar" todos os desenvolvedores Rails que vê pela frente, deixando o resto do mercado a ver navios.
Calma, a vai suprir essa demanda de profissionais com novos cursos de desenvolvimento ágil, e o curso Extensivo de Rails, a ser lançado em breve.
Já o curso "" foi muito bom. A primeira turma lotou a Gafanhoto, com 34 alunos presentes, a maioria programadores, mas com a presença de designers, arquitetos de informação e gerentes de projetos. Essa diversidade é interessante, segue um pouco os preceitos do Scrum e da importância de um grupo de trabalho unido.
As 6 horas de curso passaram rápido, com uma dinâmica e interação acelerada. Os professores passaram por temas como:
Criação e configuração do projeto
Test-Driven Development (TDD)
Relacionamentos do Active Record e Rotas
Sistema de login, gerência de sessão e arquitetura REST
Ruby idiomático e Relacionamentos do Active Record
Follow e unfollow de usuários
Filtros do ActionController
Ajax com Rails
ActionMailer, enviando e-mail com Rails
Mais sobre rotas no Rails
RDoc, documentação automatizada de código
Deployment com Capistrano
Opções de deployment
Distribuições Ruby
Lembrando que o objetivo não era ensinar a sintaxe da linguagem Rails, mas sim mostrar o ecossistema que envolve essa tecnologia, de ponta a ponta, com casos práticos e reais. Rails não é mágica, mas faz acontecer! Os professores mostraram isso, passando por pontos importantes como TDD, Ajax, a instalação e utilização de plugins, e a agilidade de mostrar resultado ao cliente (ROI).
Com esse conhecimento adquirido, o aluno saiu do curso com orientações do que deve estudar, aprender e fazer dali pra frente.
Durante o período da manhã focamos nos conceitos. De onde veio Rails? E Ruby? E por que Ruby on Rails? Métodos ágeis, o que seria isso? Conceitos iniciais. Criamos um projeto de nanoblog, o qual os alunos (Giordani em específico) apelidou de Piu-piu. Pronto, nasceu o piu-piu, o nanoblog open-source da 8D. Em cima desse projeto, os professores trabalharam todos os conceitos já citados, além de dar dicas bem interessantes para agilizar mais ainda o trabalho.
No twitter foi possível acompanhar o que os alunos falavam sobre o curso, com a tag :
@GabrielCorpse falou "para desenvolvimento web 2.0 certamente o rails é a melhor opção, afinal essa é a especialidade dele".
@corelio empolgou "piupiu com tudo !!! Ajax, jquery !! o céu é o limite !!! VOA !! VOA !!!"
novamente o @corelio "O fechamento do programa e do curso está sendo ótimo !!! muita explicação para as linhas de código do programa !!"
@rafaeltosta fazendo a piadinha "evento de nerd é diferente: querem sortear alguma coisa, a *primeira* idéia é fazer um script para selecionar o vencedor..."
@garotageek conseguiu "instalando ruby e rails no eeePC e tá rodando \o/"
De tarde a coisa "engrossou". Claro que a feijoada com vatapá e acarajé que alguns comeram no shopping Eldorado, ali do lado, ajudou a causar algumas baixas.. rsrs. Brincadeiras a parte, os professores entraram mais a fundo no código e nos conceitos no período da tarde, exigindo de todos mais atenção.
Fizemos um Coffee-Break, apelidado de Soda-Break, pois não tinha café. Ok ok ok... somos adeptos da soda. Bom, ao menos tinha cafeína na Coca-cola (e não é patrocinador nosso.. hehe). Aliás, essa é a minha homenagem ao café, com o poster do início desse post.
Lembro da minha época de desenvolvedor, nas madrugadas, com a térmica de café ao lado. Era um bom companheiro, ajudava a me manter acordado. Sei que os desenvolvedores adoram, mas cuidado: hoje o café não faz mais efeito em mim!!!
Vejam que interessante, o café tem tudo a ver com o Rails. A adrenalina, cafeína no sangue! Um framework rápido, ágil, robusto e pronto para a web2.0! Quantos projetos não foram feitos regados a café? Quantas idéias não surgiram no balcão de alguma cafeteria por aí? Quem sabe alguns de vocês não estão tomando café enquanto lêem esse post ou desenvolvendo um novo projeto em Rails?
Rails quer café!
Voltando ao curso, ficamos de fazer o aplicativo em Rails para sortear o Fred, o paper toy feito pelo nosso amigo SouzaCampus. Sorte da @garotageek, uma das poucas meninas do curso, que levou o Fred pra casa!
A partir de agora todos os alunos fazem parte da comunidade 8D, receberão as apresentações e o código do "Piu-piu", o nanoblog desenvolvido no curso. Estamos também procurando uma iniciativa para patrocinar a hospedagem do Piu-piu e transformá-lo em um autêntico projeto open source, para que nossos alunos e amigos possam evoluir a ferramenta e deixar a sua assinatura nele!
Aconteceu na , dia 21/01, às 21h (com o devido atraso, 21h20) o SE JOGA - Como entrar no competitivo mercado de games, debate promovido pela destinado às pessoas que desejam trabalhar com games, principalmente estudantes da área.
participantes da Ubisoft, EA, Gabba e Abdução. Mediação por Guilherme Tsubota.
Estavam presentes na mesa profissionais renomados do mercado: Carlos Estigarribia (EA Mobile), Danilo Almeida (GABBA), Daniel Garcia (Abdução) e Nicholas Souza (Ubisoft), além do mediador que aqui escreve, Guilherme Tsubota
Fiz uma breve apresentação de cada um dos participantes. Danilo é formado em Design Digital, Carlos é Engenheiro da Computação formado pela PUC-Rio, Daniel estudou Comunicação Social (PP) e Nicholas é bacharel em Game Design pela Anhembi-Morumbi (1a turma de formandos).
Cada um contou um pouco a sua tragetória profissional até o momento atual. É interessante observar que todos afirmaram o "amor" aos games. Realmente, o caminho não é fácil, as vagas são poucas e esse mercado não é dos maiores salários. Para conseguir uma boa vaga tem que ser um bom profissional, comprometido, apresentar resultados, ter foco e fé.
Sim, fé. A palavra fé foi dita diversas vezes. será que isso é para assustar ou incentivar os estudantes do setor? Ou será que é a dura realidade do mercado? Gosto de apostar na realidade, pois assim como em qualquer vertical, trabalhar com games requer perseverança e constante atualização do profissional.
Como diz um amigo, No Pain No Gain!
debate IGDA na Campus Party Brasil 2009
A filosofia Nike também tem tudo a ver: Just Do it. Você quer batalhar por um bom emprego? Faça. Faça demos, crie personagens, roteiros. Faça animações, modelagem 3D. Programe, crie código. É fundamental mostrar o que você sabe fazer, ter o seu portfólio. Por que não criar um blog com tudo isso?
É consenso entre todos da mesa a contratação de pessoas que mostraram serviço, de alguma forma. Você não precisa criar um jogo completo, mas mostrar potencial.
Outro ponto interessante foi a discussão sobre o profissional especialista x generalista. Aquela pessoa que faz tudo está em baixa nesse momento nas empresas de games. A necessidade principal são os especialistas: programação, design, roteiro, trilha sonora, modelagem 3D, game designer. Foque na área que mais lhe agrada e estude, evolua, mostre seu portfólio.
profissionais reunidos antes do debate: Tsubota (iG/8D), Carlos (EA), Nicholas (Ubisoft) e Daniel (Abdução)
A velha discussão sobre pirataria foi um dos temas. Infelizmente é algo complexo, que envolve desde a atuação das empresas, profissionais, acadêmicos, até a cultura do próprio consumidor. Não é só o fato de um game custar aproximadamente 200 reais. Também não é só o fato do brasileiro querer tudo de graça.
Aliás, foi interessante a metáfora do jogo pirata com uma festa. O brasileiro, via de regra, quer sempre dar um "jeitinho", por exemplo entrar de graça em uma festa. Vale até falar que é amigo do baterista! Se ele é assim por criação, por que não querer um jogo de "graça" também? (assunto complicado)
Nicholas falou algo muito interessante. Um jogo pirata custa em média 10 a 20 reais. Quem compra jogo pirata, geralmente compra uma média de 5 a 10 jogos por vez. O fato é que essa pessoa não joga nenhuma das suas aquisições a fundo, não "zera" nenhum jogo. Oras, por que não comprar um jogo original e realmente aproveitá-lo ao máximo? Jogar diversas vezes, "zerar" o game, curtir todas as fases?
No final, a sensação de aproveitamento do investimento é muito maior! Particularmente, gostei desse ponto. Parabéns, Nicholas.
Para finalizar, gostaria de agradecer as diversas iniciativas de profissionais espalhados pelo nosso Brasil para ajudar a indústria dos games. Somos pioneiros, isso é fato. E como todo pioneirismo, muitos ficam pelo caminho, poucos efetivamente vencem. Mas todos foram fundamentais para abrir as portas para a próxima geração de profissionais. Tenho fé que o trabalho que fazemos hoje para divulgar e profissionalizar esse mercado será reconhecido no futuro.
Há pouco tempo não imaginávamos um estúdio como a Ubisoft no Brasil. E agora é tanto realidade que ele cresceu com a . Maravilha, ponto para nós! Apesar de ser ótimo, quero ver notícias de profissionais sendo reconhecidos, contratados, estúdios startups aparecendo e coisa do tipo.
Comecei 2008 como Gerente do escritório do , nas dependências da aqui em São Paulo. Foi um período interessante, desafiador e de extremo empreendedorismo pessoal. O SL foi um fenômeno, um cometa que na velocidade que apareceu, sumiu.
Um dos executivos do SL ganhou o . Todas as grandes revistas (Veja, Época, Isto É, etc.) estamparam na capa a nova revolução que o mundo virtual traria na vida das pessoas. Montantes de dinheiro eram gastas para criar ambientes virtuais. Empresas e instituições renomadas como IBM e USP acreditavam no SL.
Foi um estrondo, um fenômeno temporal. Mas passou. O dinheiro investido nunca teve retorno, o tempo gasto idem e a imagem das empresas especializadas no SL foram levadas a zero.
Existem muitas teorias do que realmente aconteceu, mas eu acredito que foi uma sequência de erros de julgamento.
Foi no início do ano que também palestrei na Campus Party sobre Projetos para Second Life. Nesse período o mercado em geral já anunciava a queda do mundo virtual, porém sempre acreditei que existia uma saída: os projetos corporativos de simulação e treinamento, além da publicidade dirigida a nichos.
Começava a palestra com o termo Mastigoteuthis Flammea, o nome científico da lula. A partir daí explicava a melhor forma de trabalhar um projeto no SL, visando sempre o ROI. Foi bem interessante, tivemos um bom público e perguntas pertinentes.
Ainda hoje existem empreendedores de sucesso no Second Life, como o pessoal do blog .
Após o período na Kaizen Games, tive uma rápida passagem pela e em seguida assumi a Gerência de Novos Negócios da , empresa do grupo . Um desafio muito legal e divertido! A área era inexistente, e foram 3 meses de trabalho árduo e guerreiro, pois a meta era bem agressiva e os investimentos no setor tendiam a zero (como sempre).
Coloquei a faca nos dentes, a fita de Rambo na cabeça e fui pra guerra. Aprendi todos os produtos e serviços da agência, que iam desde o tradicional (criação, produção, projetos), passando por mídia digital - o carro chefe da Media Contacts, consultoria em Search Engine Optimization (SEO) e Search Engine Marketing (SEM) e projetos para Social Media.
Após finalizar o meu contrato na agência, ingressei no . Fui contratado como Gerente de Projetos e Consultor de TI e Inovação, um cargo e responsabilidades que vai ao encontro da minha vida acadêmica: seria o responsável por levar novidades para o portal, assim como novas tecnologias para os projetos.
Estou feliz em trabalhar no iG, onde meu ex-orientador de pesquisa foi vice-presidente de TI, o . Trabalhar em portal de internet é uma experiência única, uma convergência de conhecimentos e capacidades. O state-of-art da tecnologia para internet está ali, os melhores profissionais, as melhores soluções. Tudo para atender os internautas e manter a empresa entre os 3 maiores portais brasileiros.
Espero utilizar muito do que vi. Já estava engajado com a tecnologia há algum tempo, participei do Rails Summit 2008. Também venho acompanhando o Open Social, liderado pelo Google. Nem citarei a Computação em Nuvem, conceito que já existe há muito tempo e que vem mudando de nome de tempos em tempos, mas finalmente virou realidade. Tudo isso juntando a métodos ágeis de desenvolvimento, como e Scrum.
Acredito que 2009 será muito interessante, interagindo com as equipes de conteúdo e produtos do iG.
Apesar de ser Cientista da Computação e atuar em diversas frentes da tecnologia, tenho 2 grandes paixões e especialidades: os games e a tecnologia mobile. Esse ano que encerra foi muito feliz pra mim nesse quesito. Minha atuação na indústria dos games aumentou, onde participei de diversas palestras, cursos e projetos.
Em novembro lançamos, junto com a , o . Ele foi um sucesso, contando com a presença dos professores David Lemes (do ), e Érika Caramello. Com um formato inovador, o curso tinha o objetivo de criar 1 advergame em 1 dia, passando por todas as etapas de criação. Contamos com a presença do nosso amigo para servir de modelo no laboratório de personagens.
Em 2009 continuaremos com o curso de Advergame, além de lançarmos um curso Intensivo de Criação de Games, provavelmente em Maio. A outra novidade é que fui convidado a formatar uma Graduação de Jogos Digitais. Estamos conversando e negociando, porém acredito que no início de Janeiro já terei novidades sobre isso.
Ainda na academia, continuo com a disciplina de , a disciplina de Marketing Digital no curso de Administração da , além de Mídias Digitais no curso de Comunicação Social (PP) da mesma instituição.
Infelizmente minha participação em congressos foi menor esse ano, pois o lado profissional demandou muito mais atenção. Em contrapartida venho ajudando a Unipalmares de todas as formas que eu posso com divulgação, conselhos e participação ativa. Acredito que a ONG possui uma filosofia muito bonita e que faz fala nos dias de hoje.
No final do ano prestigiei a entrega do troféu Raça Negra, mantido pela ONG que cuida da Unipalmares, e pude vivenciar a importância dessas ações sociais.
Por último mas não menos importante, o Mobile. Desde que saí da sociedade da minha ex-empresa de tecnologia mobile, a Variari Agência Mobile, eu não estava tão envolvido com a mobilidade como estou hoje. O mercado mudou, sim, mas não muito. Os conceitos que aplicávamos na época, meados de 2005/2006, continuam. Associações foram montadas, outras chegaram ao Brasil (Mobile Marketing Association).
É engraçado também ver a evolução dos profissionais do setor. Estagiários e atendentes daquela época hoje são "especialistas" do setor, criando soluções para seus clientes. Ok, fui um pouco irônico agora, pois para mim um especialista precisa no mínimo ter criatividade, coisa que sinto falta no mercado mobile atual.
E isso foi a brecha que me chamou atenção para retornar ao mercado mobile com força total. Em breve lançarei no mercado algumas novidades, principalmente para as novas plataformas N da Nokia e iPhone da Apple.
Bom, 2009 promete. Estou em férias, finalmente, após 12 anos ininterruptos. Só agora sinto o quanto meu corpo sentia falta de parar alguns dias, relaxar e carregar as baterias, afinal não tenho mais 20 anos de idade
Esse post foi mais um guia para mim mesmo, para um ano em que não planejei e sim vivi, momento a momento, as mudanças do trajeto e as adaptações que tive que fazer.
- Como assim menino, ficou doido? - retruca espantada a mãe do rapaz.
- Sim, e vão até me pagar pra trabalhar!
Por muitos anos os profissionais que trabalham com games sofreram preconceito dos seus colegas e parentes. Eram rotulados como pessoas que queriam vida fácil, diversão o dia inteiro e não ter senso de responsabilidade. Obviamente falo de um estigma da geração que viu seus filhos crescerem grudados em consoles como Nintendo, Master Systen, Mega Drive e Nintendo 64. Meados de 1990, auge dos anos dourados da indústria do videogame (old school).
A conversa retratada acima mostra esse choque de culturas, que muitos de nós da indústria do entretenimento digital passamos em algum momento. Seja com seus pais, parceiros ou amigos, mais cedo ou mais tarde um olhar desconfiado, uma frase solta com ironia ou mesmo um deboche fazia parte da vida desses profissionais.
Infelizmente é uma situação normal e já esperada de acontecer, afinal romper paradigmas, ainda mais associados ao dinheiro e subsistência, são difíceis.
Com o passar dos anos e com o amadurecimento da indústria, ainda mais com o advento da internet, novos consoles, webgames e afins, o termo "game" ficou mais presente na vida das pessoas. Aquelas crianças da década de 80 hoje beiram os 30 e poucos anos, muitas seguiram profissões tradicionais, mas alguns mantiveram-se fiéis ao seu sonho e seguiram para profissões relacionadas ao entretenimento, seja cinema, animação, computação gráfica ou produção de games.
Fato é que a movimentação global do faturamento em games é superior ao do cinema. Falamos de mercados ricos como a Ásia e os EUA. A primeira é o grande centro dos jogos multi-jogadores online, ou Massive Multiplayer Online Game (MMORG). De lá importamos sucessos como Ragnarök e Prinston Tale, MMORGs com perfil fantasioso e que arrastam milhões de jogadores ao redor do mundo. Obviamente nenhum bate o sucesso do World of Warcraft, um sucesso global e fonte de muito estudo acadêmico.
Outras vertentes da indústria seguem, como os jogos para console e PC. Desde super produções que levam 2 ou 3 anos de trabalho e milhões de dólares de investimento, até jogos simples e casuais ou educativos, como os trabalhados pelo Bordergames com comunidades carentes, um projeto que ensina o grupo de crianças a criar e desenvolver jogos 3D para console desde o roteiro até a programação.
Para ser um desenvolvedor de jogos educativos, o estúdio necessita de pedadogos, profissionais de design instrucional e especialistas nas áreas que o game aborda.
Jogos Casuais, ou Casual Games, tem um público crescente e interessante. Geralmente jogos de tabuleiro ou com ação limitada, porém extremamente divertidos. Encontramos esses jogos nos Webgames, jogos para celular ou mesmo para consoles portáteis como Sony PSP ou Nintendo DS.
Por último mas não menos interessante temos os advergames, jogos casuais com perfil publicitário, inserindo de forma divertida e persistente a marca do anunciante. Esses jogos são muito comuns na internet ou em distribuição gratuita em mini CDs.
Claro que as subdivisões dos games são inúmeras, porém o núcleo de produção é sempre o mesmo: o diretor ou produtor, a equipe criativa que consta de roteiristas, game designers (ou arquitetos de jogos), artistas 2D e 3D, músicos, diretores de arte e fotografia, e a equipe de desenvolvimento, com programadores, especialistas em banco de dados e integração de sistemas. No Brasil existem alguns cursos de graduação e pós-graduação em Jogos Digitais, porém todos são focados na carreira técnica ou produção.
A indústria carece de profissionais especializados, principalmente aqueles que irão trabalhar na criação do jogo. Muitas vezes aficionados por games, publicitários ou jornalistas assumem o papel do criador de games, adaptando seu conhecimento acadêmico à essa área. A produção em si não possui muitos segredos, a não ser algumas particularidades para produzir melhor e mais rapidamente. Na linguagem de programação, regras de ação/reação entre objetos, leis da física, colisões e inteligência artificial são itens que fazem parte do dia-a-dia do programador. A técnica é um pouco diferente do desenvolvimento de um sistema corporativo ou um sistema web, porém a sintaxe é muito parecida.
Aos artistas, tanto visuais quanto sonoros, não existe segredo, a não ser muito estudo de caso para melhor ambientar o jogador. Um visual ou trilha sonora deve emocionar o jogador, da mesma forma que um filme muitas vezes o faz. Geralmente profissionais de rádio, TV e Cinema entram nesse momento, principalmente o Diretor de Arte.
Obviamente um jogo não vai ao mercado sem passar pelas etapas que qualquer software necessita, como testes e homologação. Teste de jogabilidade, testes de integração, testes de usabilidade e muito mais são aplicados incansavelmente para garantir a qualidade final do produto.
Orquestrando tudo isso está o produtor, o Diretor do jogo. O profissional que tem a visão geral de ponta-a-ponta, atuando com os profissionais de todas as áreas, gerenciando escopo, cronograma, orçamentos, entregas e até a publicidade envolvida na divulgação.
Criar um novo jogo é muito divertido e trabalhoso, complexo. Mas com a equipe ideal, o trabalho flui e o resultado final na tela da televisão com algumas pessoas se divertindo vale qualquer esforço.
"Todo mundo tem um preço" já virou fala clássica em uma série de filmes hollywoodianos. Seja o mafioso tentando comprar um policial, o mega-empresário ofertando por uma mulher, o Rei tentando subornando um aliado, e por aí vai. Brincadeiras à parte, essa frase tem um grande ensinamento para os dias atuais no meio corporativo.
Há algumas semanas escrevi um artigo chamado "Eu mereço ganhar mais", alguns pensamentos sobre o quanto eu mereço e devo pedir ao efetuar uma negociação. Outro dia recebi um email da minha amiga Cris Geminiano sobre um texto no com o título .
Essa é uma questão interessante, e diria que daquelas que é fácil dizer, e difícil de fazer.
Claramente identificamos 2 momentos na vida de uma pessoa: ela está empregada, feliz com o que faz, porém com a sensação de que recebe menos que o justo, ela ganha muito dinheiro, mas briga todo dia com seus colegas de trabalho, aguenta reclamações de cliente e implicância do chefe.
Existe um ponto em comum com esses dois casos. Em ambos a sensação de "ganhar menos do que devia" está presente, independente do valor. Na primeira situação, a pessoa não muda de emprego pois é um ambiente legal, com pessoas legais. Na segunda situação, a pessoa permanece pois o salário é alto.
Voltamos ao ponto do artigo. Quanto você deve pedir numa negociação para um novo emprego, ou para rever o salário? O quanto você estará feliz para continuar no cotidiano daquela empresa. Esse seria o momento utópico. Pensando que vivemos em uma realidade, um mundo tridimensional que fede e cheira, temos que tentar balizar e equilibrar ao máximo, para minimizar a síndrome da Raiva do Salário Baixo.
Você pode barganhar? Está bem empregado? Não está procurando outro emprego e uma oportunidade caiu no seu colo? Ótimo. Você está desempregado? As contas estão vencendo? O leitinho das crianças está acabando? Paciência, você ficará feliz em receber qualquer quantia, naquele momento.
Pense nisso, reclame menos e seja mais pró-ativo! Afinal é uma questão de perceptiva.