Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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10/07/2009 -  18:43     

Sai do barzinho, Zezinho!

laerte-vidaadulta

Queridos alunos,

Faculdade é uma época gostosa, divertida. Fazemos muitos amigos, alguns momentâneos e alguns para toda vida. Aliás, é a parte da vida em que tudo é novo, o momento em que direcionamos boa parte do que vai acontecer conosco nos dias que se sucedem.

Nos tornamos adultos na faculdade. Muitos saem de casa para ir morar sozinhos, longe dos pais, em outra cidade. Outros continuam sob a “saia da mãe”, mas com uma liberdade nunca antes percebida. Ir e vir livremente, passear, curtir uma balada com os amigos, ir no jogo de futebol, viajar sem pedir permissão.

É legal curtir essa fake liberdade.

Ahhh.. bebi demais, deu dor de barriga. Tudo bem, sempre tem alguém que vai te ajudar. Ahhh… faltou um trocado pra comprar aquele livro. Tudo bem, papai paga. Ahhhhh…. queria tanto uma roupa nova. Então.

Freud deve explicar, mas como não sou psicólogo, apenas um criador de Games e observador nato, eu fico percebendo o rumo que as vidas de alguns alunos tomam no decorrer dos anos. É nítido separar os que terão sucesso, ou ao menos estão mais preparados para enfrentar o “mundão”, daqueles que estão passando por aqui.

Veja bem, não quero dizer que o nerd ou “CDF” de carteirinha seja o mais bem preparado. Pelo contrário, muitas vezes percebo que esses coitados estudiosos não se dão tão bem na vida adulta. Estudar é fácil, enfrentar um chefe chato e pedante nem tanto.

Também o “safo”, o “espertão”, o “levo-a-vida-numa-boa” muitas vezes passa por alguns perrengues pesados, afinal ele tem jogo de cintura, mas às vezes falta-lhe o triunvirato calça – cinto – carteira para enfrentar os problemas (contas, comida, aluguel, combustível, etc). O eterno “crianção”.

Veja bem, estou apresentando extremos de uma sociedade estudantil que vive em um ambiente controlado: a universidade. Nada do que aqui escrevo é regra, apenas constatações. E baseado nisso eu sempre tento dar algumas dicas para melhor preparar pra vida profissional dos que estão próximos de mim:

  • estude
  • não perca tempo
  • preste atenção
  • faça o que é necessário fazer, e um pouco mais
  • escute os bons conselhos e deixe pra lá as más insinuações
  • não tenha medo
  • respeite
  • sorria

Parece fácil, mas não é.

Queridos alunos, não se esqueçam que estando em faculdade pública ou privada, você está ali porque de alguma forma os seus pais o fizeram. Eles acreditam e você e torcem por isso, não desperdice. Foram anos de investimento levando / trazendo da escola, comprando material, uniforme, fazendo a prova da lição de casa, preparando o lanche, reuniões de pais e mestres, festas juninas, trabalhos e pesquisas escolares, etc.. etc.. etc.

Então, antes que caia na armadilha da vida real e se dê mal, “acorda” e sai do barzinho, Zezinho!!!!

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Tags relacionadas:  educação, profissional
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30/03/2009 -  19:13     

Os ganhadores do Festival de Games da PUCSP

Sábado eu e a Érika Caramello, da 8D, fomos prestigiar o 1 Festival de Criação e Desenvolvimento de Games da PUC-SP. Uma bela iniciativa, para incentivar os alunos a trabalharem e mostrarem o seu trabalho ao mercado.

O festival foi bem interessante!

Tivemos a presença da banda Game Boys, tocando clássicos dos games, divertindo a galera. Fizeram a abertura do festival e o encerramento. Acho que foi mais de 1 hora e meia de som gamer, a galera curtiu!

Nosso amigo e professor (da PUCSP e da 8D) Dolemes, do GameReporter, fez as honras do evento. Aliás, parabéns Dolemes pelo belo trabalho, e aos demais envolvidos no projeto.

Tivemos a palestra sobre desenvolvimento de games em XNA para XBOX 360, com o Alexandre Chohfi.

Em seguida os alunos apresentaram os seus jogos, alguns totalmente finalizados, outros ainda com muito por fazer. O legal é perceber a empolgação e a alegria em trabalhar com o que gosta. Isso é fundamental para o sucesso profissional em qualquer área, ainda mais em game, onde trabalharmos para entretar os outros.

Fui um dos jurados. Aliás, um jurado chato…. eu sempre me preocupo com a questão Criatividade e Valor de Mercado. Afinal, estamos na indústria dos games porque levamos a brincadeira a sério! :-)

É legal fazer games do estilo que gostamos de jogar. Mas como profissionais precisamos fazer games que o mercado quer, que o cliente deseja, que o consumidor procura. Muitas vezes são jogos “chatos” aos olhos do gamer, mas quem faz jogos, faz por paixão e não tem “tempo ruim”.

Jogos casuais, focados em nicho de mercado ou educacionais são uma boa saída, com muita demanda e poucos profissionais qualificados no mercado. Nesse festival vi alguns jogos que foram nessa via, obviamente não finalizados para serem comercializados, mas com bom potencial.

Aos ganhadores do Festival, meus parabéns! São os alunos:

Isabel, na categoria EDUCACIONAL.


Guilherme Sena, na categoria MOD.


O grupo Ronaldo, Lucas, Francisco e Bruno na categoria INOVAÇÃO.


Gilberto, na premiação TOP, sendo a ESCOLHA ESPECIAL DO JÚRI.

Todos foram premiados com jogos originais (é claro!), além de pendrives. Ao vencedor do prêmio TOP, Gilberto, um receptor de TV Digital e uma inscrição em qualquer curso da 8D, entregue pela professora e sócia da 8D, Érika Caramello.

É isso aí Gilberto, “no pain no gain”!!!!! Trabalhou, ralou e ganhou. Parabéns!

Ao final não podia faltar a foto oficial do evento, com os professores do curso de Jogos Digitais presentes no festival, os alunos participantes, Dolemes do Gamereporter e do Tsubota aqui, eterno entusiasta dos games!

Abraços e até o próximo evento.

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Games
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27/03/2009 -  10:00     

Evento na PUC-SP premiará os melhores jogos dos alunos

Acontece amanhã, 28 de Março de 2009, sábado, o 1º Festival PUC-SP de Criação e Desenvolvimento de Games. 

Estarei presente para ajudar o júri a decidir qual é o melhor jogo, em todos os quesitos! Sinceramente estou bem curioso para ver o resultado do trabalho dos alunos. Faço uma aposta: 99% dos jogos são com visual 3D e a grande maioria será algo relacionado a seres mitológicos ou fantasia.

Gostaria muito de ver algum jogo da old school, ou um casual game matador! Sinto falta de diversidade entre os alunos de games das faculdades que visito. Basicamente todos criam jogos para si, jogos que eles gostaria de jogar. Mas o mercado precisa de outra coisa, o mercado precisa que as suas necessidades sejam supridas. Pra isso vai muita pesquisa, estudo e “mente aberta” sobre o que o cliente deseja.

Parabéns a PUCSP pela iniciativa, e a 8D por disponibilizar um dos prêmios para os vencedores com 1 voucher para qualquer curso do seu portfólio.

festival-puc

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24/09/2008 -  11:02     

Bordergames SP: fazendo game com a fronteira social

artigo publicado no Webinsider

Grupo sem fins lucrativos esteve no Brasil para ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Nosso amigo participou como multiplicador e reforçou sua crença nos games como instrumento de educação e cultura.

O Bordergames nasceu com um grupo de artistas, educadores e idealizadores na Espanha. Como o próprio nome diz, são os Jogos de Fronteira. Mas que fronteira? Fronteiras sociais, educacionais, de oportunidades e de todas as diferenças possíveis e imagináveis que possam levar uma pessoa ao mundo da criação de jogos digitais.

Recentemente o pessoal da Bordergames esteve em São Paulo e eu participei dos workshops para multiplicadores. Foram selecionadas dez pessoas, com diversos perfis, para divulgar e disseminar o conhecimento adquirido durante três dias de convivência.

É uma iniciativa fantástica. Sem fins lucrativos, eles tentam ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Utilizando a engine da Torque 3D, cada edição do Bordergame cria um jogo relacionado à comunidade em questão.

Aqui em São Paulo foi o CEU de Alvarenga o escolhido para acolher os nossos amigos do Bordergames. Durante 15 dias eles trabalharam com as crianças para criar o conceito do jogo, fazer pesquisa de campo e referências, tirar fotos, fazer entrevistas, bolar o jogo, o cenário, atores, roteiro e o desenvolvimento.

Essa experiência só reforçou em mim a certeza de que a educação é o caminho para a solução de todos os males. As crianças que vivem em uma região pobre, que é o Alvarenga, cercadas por um certo preconceito, mostraram com trabalho e criatividade o que são capazes. Quem poderia imaginar que dali sairia um jogo reconhecido (agora pela Bordergames) internacionalmente?

Game não é só o fabricado por grandes estúdios, com somas milionárias e gráficos maravilhosos. Game é educação, cultura. Game tem um fundamento que pode ajudar desde aquela pessoa doente no hospital, até aquela doente na alma do dia-a-dia, da podridão que existe em todos os níveis da sociedade.

Vejo nos games um potencial mercado, não só com jogos para gamers, mas jogos para todos. Desde a educação infantil, até a psicologia. Muito pode ser trabalhado, com as ferramentas adequadas, a instrução apropriada e a vontade, a garra e a convicção de algumas pessoas empreendedoras, que querem levar para a sua região novos horizontes. Quem sabe não presenciamos o nascimento de uma nova fonte de renda e educação na região do Alvarenga?

bordergames

Espero em breve, com o Gamecamp, realizar um evento semelhante ao Bordergames, porém com uma abordagem mais regional e com resultados tão bons quantos. Quem quiser me ajudar nessa, é só entrar em contato.

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10/09/2008 -  20:09     

Bordergames, levando o game para a educação

O Bordergames nasceu com um grupo de artistas, educadores e idealizadores na Espanha. Como o próprio nome diz, são os Jogos de Fronteira. Mas, que fronteira? Fronteiras sociais, educacionais, de oportunidades e de todas as diferenças possíveis e imagináveis que possam levar uma pessoa ao mundo da criação de jogos digitais.

Recentemente o pessoal da Bordergames esteve em São Paulo, e eu participei dos workshops para multiplicadores. Foram selecionadas 10 pessoas, com diversos perfis, para divulgar e disseminar o conhecimento adquirido durante 3 dias de convivência.

É uma iniciativa fantástica. Sem fins lucrativos, eles tentam ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Utilizando a engine da Torque 3D, cada edição do Bordergame cria um jogo relacionado à comunidade em questão.

Aqui em São Paulo foi o CEU de Alvarenga o escolhido para acolher os nossos amigos do Bordergames. Durante 15 dias eles trabalharam com as crianças para criar o conceito do jogo, fazer pesquisa de campo e referências, tirar fotos, fazer entrevistas, bolar o jogo, o cenário, atores, roteiro e o desenvolvimento. O resultado vocês podem ver aqui, na galeria de fotos.

Essa experiência só reforçou em mim a certeza de que a educação é o caminho para a solução de todos os males. As crianças que vivem em um região pobre, que é o Alvarenga, cercadas por um certo preconceito, mostraram com seu trabalho e criatividade do que são capazes. Quem poderia imaginar que dali sairia um jogo reconhecido (agora pela Bordergames) internacionalmente?

Game não é só o fabricado por grandes estúdios, com somas milionárias e gráficos maravilhosos. Game é educação, cultura. Game tem um fundamento que pode ajudar desde aquela pessoa doente no hospital, até aquela doente na alma do dia-a-dia, da podridão que existe em todos os níveis da sociedade.

Vejo nos games um potencial mercado, não só com jogos para gamers, mas jogos para todos. Desde a educação infantil, até a psicologia. Muito pode ser trabalhado, com as ferramentas adequadas, a instrução apropriada e a vontade/garra/convicção de algumas pessoas empreendedoras, que querem levar para a sua região novos horizontes. Quem sabe não presenciamos o nascimento de uma nova fonte de renda e educação na região do Alvarenga?

Espero em breve, com o Gamecamp, realizar um evento semelhante ao Bordergames, porém com uma abordagem mais regional e com resultados tão bons quantos. Quem quiser me ajudar nessa, é só entrar em contato.

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