Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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18/06/2010 -  16:45     

Saramago e o Second Life

José Saramago morreu hoje.

Há quem gostasse, há quem não concordava com ele. Seu blog era uma diversão à parte para ler as opiniões francas do velhinho português.

Em seu caderno online, foi publicado hoje:

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma." Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

O senhor gostava de ser franco. E num desses devaneios falou sobre o Second Life. Não comentarei nada a respeito, mas deixo aqui as suas palavras, uma pequena homenagem a esse Nobel da Literatura.

Enjoy.

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Tags relacionadas:  Elucubrações, Metaverse, Second Life
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20/05/2010 -  19:20     

Desenvolvendo em Flash para iPhone

Steve Jobs é "turrão". Ponto final.

(tur.rão)
a.
1. Que é teimoso e/ou brigão (menino turrão)
sm.
2. Indivíduo turrão.
[F.: turrar + -ão. Hom./Par.: torrão (sm.).]

Como bom taurino (com ascendente em Touro) que sou, até entendo o jeito dele. Sou teimoso também, e quem trabalha/convive comigo sabe o trabalho que eu dou numa boa e saudável discussão: "prove ou contrário ou fique quieto", é a regra. Mostrou por A + B que o seu ponto de vista é coerente e melhor para o assunto em questão, aceito numa boa.

Defeito ou qualidade, acredito que depende do momento. É uma característica emocional, e às vezes ajuda na defesa de um produto ou negócio.

Tio Stevie passa por isso nesse momento, com a história de não liberar a tecnologia Flash em iPhones, iPod Touch e iPads. Será que é o melhor? Melhor pra quem?

Vamos ver o vídeo abaixo antes.

  • Qual a vantagem da Apple banir o Flash dos seus gadgets?
  • Qual a vantagem da Apple aceitar o Flash nos seus gadgets?
  • Ser ou não ser, eis a questão.

Eu sou a favor de tecnologias como o Flash.

Por quê? Pelas seguintes razões:

  • o foco do Flash não é a tecnologia, e sim o produto final
  • a curva de aprendizado para produzir algo (conteúdo ou produto) em Flash é menor que em outras tecnologias, como Java, .Net, C ou Obj-C
  • possui uma ferramenta de desenvolvimento de fácil utilização e entendimento, visualmente amigável
  • não é uma ferramenta focada para o desenvolvedor, e sim para o produtor de conteúdo ou aplicativo
  • é multiplataforma, faça 1 vez e rode em diversos locais
  • é uma tecnologia adotada pela grande maioria dos computadores e gadgets móveis, ou seja, já pode ser considerada como prioritária

Poderia citar mais algumas, mas isso deixo para uma conversa de botequim.

Aos meus amigos desenvolvedores-cegos-obcecados-escovadoresdebits, peço desculpas (risos). Sei que vocês aprovam sem questionar o ato do tio Stevie de banir o Flash do iPhone e etc, mas para mim isso é uma ação puramente mercadológica. O discurso apresentado em carta por ele não me convence do contrário.

Vamos lá.

1) Flash é uma tecnologia fechada e proprietária.

Sim, Flash é uma tecnologia fechada e proprietária. Quando trabalhamos no ambiente de desenvolvimento do Flash, fazendo lindas animações, sites, aplicativos ou games, não sabemos qual a "magia negra" que a Adobe realiza para gerar o arquivo swf.

Sabemos apenas que "magicamente" alguma coisa acontece e o swf é o resultado final.

E por acaso a Adobe utilizou um garbage collection bem otimizado? Montou alguns loopings e algoritmos visando a melhor performance? Não sei. Interessa pra você?

Por outro lado, você sabe o que acontece nas entranhas da máquina virtual do Java? Você sabe o que a Apple faz para gerar o app que você programa no Xcode? Quem garante que eles são mais ou menos preocupados que a Adobe nesse quesito?

A não ser que você trabalhe com uma linguagem de montagem como Assembly, ou sendo menos radical e falando de C (com alocação de memória manual), você não pode garantir o que o fornecedor está te oferecendo de tecnologia.

Conclusão: tudo é uma tecnologia fechada e proprietária. Aceite o fato.

2) Mire no ovo e acerte a galinha

A Apple mirou na desculpa de que "Flash é uma plataforma fechada" e utilizou muito o exemplo do vídeo sobre HTML 5 para provar isso.

Bom, isso não prova nada. Foi uma tática para dispersar a atenção da discussão, vestir a carapuça de santa da história e assim aumentar seu domínio sobre o market share de desenvolvedores.

Oras, se ela bloqueia o uso do Flash nos seus aparelhos, ela "incentiva" os desenvolvedores a abandonarem a tecnologia em questão para começarem a utilizar a sua própria tecnologia proprietária, o Obj-C. Com isso ela aumenta o market share de aplicativos e games sob a sua asa, garantindo o maior "controle sobre a qualidade", que é o que alegam.

Sem contar que assim também garantem o aumento na venda de Macbooks e iMacs, pois só nos seus próprios computadores é possível trabalhar com o Xcode, sobre o MacOS X.

\o/

Pergunto para o tio Stevie.... por que não liberam o Xcode para Windows e Linux? Por causa das dependências do sistema operacional? Ahhhhh... faça-me o favor, vai ver se estou na esquina!

3) HTML 5 e o formato H.264

Em sua carta "Thoughts on Flash", Jobs fala muito sobre o padrão de vídeo H.264. Leiam, é interessante.

O Youtube realmente utiliza esse padrão.... tanto para seu player em Flash quanto para seu beta-player em HTML5. E assim diversos outros sites.

Tio Stevie fala "usem o HTML5 para fazerem aplicativos e coisas legais para o iPhone".

Ok, tio Stevie... eu faço.... mas como vou por isso na Apple Store?!?!? Um widget?!?? Vamos acabar com o Obj-C e trabalhar só com o HTML5?

hmmmmmm....  não vi você falando sobre isso ;-)

Esse é o ponto que quero chegar. Nada imperativo é legal, mesmo ele sendo open source ou da comunidade. Vamos ser democráticos e não bloquear.

CONCLUSÃO, DOIS PONTOS E ATENÇÃO!

  1. Não aceitem sem questionar qualquer imposição, mesmo que isso venha de um guru como é Steve Jobs. Nesse mato tem coelho. Nessa fumaça tem algum fogo.
  2. Adobe.... que tal trabalhar o Flash para que ele atue mais próximo de formatos como HTML 5? Será que é possível que o resultado final de um trabalho no Flash seja nesse formato?

Eu sou fã da Apple desde sempre. Tenho e uso os produtos da Apple, adoro, acho fantásticos. A usabilidade é sensacional. Mas quando acredito que merecem uma crítica, ao menos pelo meu ponto de vista, eu faço. A minha intenção é sempre evoluir, e para isso precisamos sempre questionar, antes de aceitar.

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12/05/2010 -  12:32     

Feliz Dia dos Professores, Guilherme Tsubota

Escrevi esse post no dia dos professores de 2009. Não o publiquei e não publicarei, mas resolvi fazer uma carta sobre algumas coisas que eu penso a respeito dos profissionais, professores e instituições de ensino.

Para quem não sabe, além da minha veia empreendedor, eu sou professor. Ministro aulas desde meados de 1998, entre cursos livres, palestras, workshops, graduação e pós-graduação.

Entre 1997 e 1999 convivi com pessoas iluminadas no PROEM (Programas de Estudos e Pesquisas no Ensino da Matemática), um grupo criado na PUCSP com 4 pilares:

  1. a formação inicial de professores que trabalham com Matemática
  2. a formação continuada de professores em serviço
  3. a pesquisa em ensino de Matemática
  4. a elaboração e difusão de documentos para educadores

E 2 objetivos:

  1. Contribuir para formação inicial e continuada dos professores de Matemática
  2. Prestar serviços à Comunidade

O segundo objetivo - prestar serviços à Comunidade - sempre me incomodou. Mas aquele incômodo bom, do bem, que faz você se mexer e fazer algo melhor, sabe?

Veja bem, sempre dei muito valor para os estudos e pessoas que realmente contribuíram com algo para o ser humano (e não para a sociedade). A cura de uma doença, um novo método para reciclagem eficiente de lixo tóxico, um algoritmo para desenvolver uma prótese mecânica que gere um bem estar maior. Talvez um estudo para entender melhor os efeitos cósmicos em nosso organismo ou no planeta em que vivemos, ou entender o processo evolutivo da natureza e assim prever onde a Terra vai parar com tanta desmatação, e como evitar isso.

Enfim, entenderam o tipo de coisa que estou falando, não?

Eu vejo uma ode, um apelo marketeiro para as coisas mais banais da vida. Ok, ok, faz parte, temos que entender que o mundo é capitalista, e selvagem. Ontem vi uma movimentação, um gasto de energia absurdo para criar piadas em prol da escalação do time do Brasil para a Copa de 2010. Mas não vejo essa energia ser gasta em outras coisas, muito mais importantes e fundamentais para o nosso futuro, e dos nossos filhos, e netos, e etc.

Eu mesmo, faço games. O que um game pode levar de bom para o futuro do planeta?

  • Talvez diminuia o estresse de uma pessoa no final do dia e assim evite problemas cardíacos? Ou permita com que ela não faça nenhuma "besteira" maior?
  • Talvez ensine alguma coisa de uma cultura nativa para uma sociedade / geração cada vez mais "to nem aí para as minhas raízes", como é o caso do jogo Pibmirim, que conta sobre os índios do Brasil?
  • Talvez ajude pessoas com problemas mentais ou acidentados a se esforçar mais e melhorar?
  • Talvez não leve a nada além de simples diversão?

Sobre isso, eu compartilho o que minha colega de profissão, Jane McGonigal, disse em sua palestra no TED: "Jogar pode fazer um mundo melhor".

Basicamente, Jane diz que se conseguíssemos usar a energia e concentração que as pessoas utilizam enquanto jogam, para outros fins mais nobres, muitos problemas do nosso planeta seriam facilmente resolvidos.

Pense a respeito!

Imagine o tempo que você perde criando piadinhas bobas com hashtags, ao invés de responder aquele email importante para um amigo. Lembre do tempo que perdeu tirando sarro daquela senhora velha que leva comida para os animais vira-latas que moram na esquina da sua rua. Pense na energia gasta para preparar alguma gozação com um colega de trabalho, que simplesmente fez ele ficar chateado e com um sorriso amarelo no rosto.

Bom, ninguém é Santo, e muito menos eu. Tenho raiva, inveja, rancor, tristeza e outros defeitos como qualquer pessoa normal. Mas ao menos eu resolvo seguir adiante, tentando solucionar os problemas à minha maneira. Ficar de braços cruzados? Comigo não.

Vamos usar a energia gasta em besteira para coisas do bem! Como os ativistas das bikes, que usam a tag #vadebike no Twitter para divulgar notícias, dicas e tudo o que é relacionado a andar de bicicleta. Isso vai melhorar a sua saúde, o seu humor, ajudar no trânsito da sua cidade e a diminuir a poluição.

Outras diversas iniciativas existem por aí. Procure a que mais te anima, e faça. Just Do It! (isso não é um comercial da Nike)

E onde, teoricamente, essas iniciativas deveriam existir em maior quantidade? Nas universidades, antro dos "seres iluminados" que vizam o conhecimento em prol do homem.

Infelizmente isso não é o espelho da realidade, e a grande maioria (e não todas) das universidades e centros de pesquisa viraram empresas focadas em lucro, meramente. Educação, pra quê? O interesse principal é se tornar cada vez maior, crescendo, comprando faculdades menores, atraindo clientes... ops.... alunos para a sua grade de cursos.

A academia virou uma fábrica moderna, a la "Tempos Modernos" de Chaplin. Uma produção em série de cérebros não-questionadores e de pouca capacidade analítica. Oras, seguir o by-the-book é mais fácil, e o que não está descrito ali fica pra "alguém" resolver.

Quem é esse "alguém", se não estamos formando pessoas que realmente corram atrás da informação? Alunos, acordem!!! Saiam do barzinho e pensem no seu futuro. Você não é um cliente da faculdade, você não paga para pegar o canudo, e sim pra aprender.

Diversos estudos (na área de TI) comprovam que a mão de obra está mudando o seu perfil. Hoje temos muito mais usuários do que criadores, e em pouco menos de 10 anos teremos uma balança totalmente desequilibrada entre as pessoas que criam software, e as pessoas que supostamente deveriam criar. Novamente volto a dizer: as universidades não estão preocupadas com isso, além do valor da matrícula paga.

Outro ponto perigoso é o efeito alavanca, ou trampolim. Muitos professores estão na faculdade não para lecionar, mas sim apenas para rechear seus currículos com um cargo acadêmico, aumentando assim o valo do seu passe no mercado. Professores despreparados na alma, e que consequentemente não vão formar bons profissionais.

Bom, sinto em dizer que desisti da academia. Quando senti na pele a sujeira do mundo corporativo (falando do lado sujo da coisa) na facudade, eu desisti. Apesar de seguir todo o procedimento das regras da universidade descritas no edital para seleção de um professor para o curso "Jogos Digitais", passar por todo o processo seletivo com a entrega de documentos, aula aberta para uma bancada, etc etc etc....  descobri que uma indicação que não passou pelo processo conseguiu a vaga.

Pessoal, não estamos falando de um cargo de confiança executivo, ou de uma empresa. É a academia, local de estudos, aprendizado, formação de novos profissionais em seu caráter, ética e conhecimento. Se a entidade que provê isso não segue os princípios, como participar dela?

Acredito e conheço ainda alguns professores e escolas que seguem a tradição Mestre - Aluno. Não na sua rigidez, mas sim no conceito de aprendizagem. Não quero dar aula para um aluno que não me respeita como professor, ou que nem me dá a chance de mostrar o que eu posso contribuir para a vida dele. Eu acredito que a "evolução" (bah!) da sociedade, das instituições e etc são fundamentais para o crescimento de todos, mas pera aí..... alguns conceitos devem ser mantidos.

Bem.....

Voltando ao PROEM, apenas quero deixar como aprendizado a minha convivência com gênios da Matemática, como os(as) professores(as) Sandra, Vincenzo, Benedito, Ana, Célia, Maria Cecília, Lígia, Ruy, Saddo, Tânia, Scipione, dentre outros. Professores que tinham amor pela ciência, em mostrar de forma fácil os planos da geometria, os universos matemáticos, a beleza dos números. Professores que faziam o que faziam simplesmente pelo ato de ensinar, e ver o conhecimento nascer.

Gostaria, seria um orgulho, uma honra, uma dedicação, uma paixão e uma servidão ter uma cátedra na universidade que me formei e tantos frutos me deu na carreira. Infelizmente, com a máquina $$ da graduação, a relação mestre/aluno se desgastou e pessoas como eu, que geram a estranheza e forçam o bom aprendizado, não são mais bem vindas nas instituições.

Encontrei, nos meus cursos livres, o espaço para passar o conhecimento da forma que acho certo. Cursos livres abraçados por outros profissionais que tem o mesmo ideal, a um valor justo, com uma metodologia própria e eficiente, hoje ministrada pela 8D Cursos. Assim quem sabe, possamos fazer diferença para alguns alunos. ;-)

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06/08/2009 -  16:53     

Fala aí Cazé!

Ano passado, meados de Maio/Junho, estava conversando com o colega Cazé, quando ele me apresentou o Gengibre.

Delirei!

Estava em fase beta, entrei na comunidade como um tester, postei algumas coisas....  e acabou ficando no ar. Hoje em um bate papo com o idealizador noavamente, resolvi recriar meu usuário no Gengibre (o que eu tinha feito sumiu).

Fantástico, muito bom! A interface é nova, muito bonita, e o playerzinho é um caso a parte. Uma maneira extremamente fácil e descontraída de fazer podcast. Provavelmente vou lançar várias dicas e elucubrações de games por aí.

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Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Inovação
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08/07/2009 -  12:54     

Salão de games do Michael Jackson

Imagina a seguinte situação: você tem 1 console de videogame, talvez um Playstation, e nele adora God of War, mas gostaria também de jogar New Super Mario Bros.

Ok, o ideal seria comprar um Wii. Afinal, alguns jogos estão disponíveis em uma ou outra plataforma, certo? Infelizmente o preço de um console no Brasil é caro, ainda mais os jogos. Um absurdo! Então como sanar essa ânsia por games?

Pois é, Michael Jackson: o Rei dos Games, nem se preocupava com isso. Dava vontade, comprava, ponto final.

Clique na imagem abaixo e confira a salinha de jogos do Rei do Pop!

sala-de-jogos-games-michael-jackson

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Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Games
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29/05/2009 -  13:04     

Trânsito não é videogame

Vamos por os pingos nos i's e cortar os t's, ok? Trânsito não é videogame, entendeu? Trânsito.... t r â n s i t o.... trânnnnssittooo... não. é.  vi - de - o - ga - me.

Ratinho da FolhaComo é que é? Trânsito não é videogame!

Não entendi. Trânsito não é videogame!

Mais 1 vez: trânsito não é videogame!

Às vezes fico impressionado da necessidade em tratar alguns "adultos" como crianças. Parece que estão ainda com a fralda na bunda, que levam algumas situações como brincadeira infantil, sem medir as consequências. Como se fossem simplesmente levar a bronca da mãe, umas palmadas e tudo estará resolvido.

Não é assim, vou contar 2 fatos recentes, e que me lembraram jogos de videogame, no pior sentido.

Ontem infelizmente eu me senti na largada de um jogo de corrida. Estava parado ao farol na rua Joaquim Távora, na Vila Mariana, aguardando o semáforo abrir. A rua é inclinada no sentido do fluxo do trânsito, o que já ajuda na "largada". Ao meu lado um Peugeot 206 prata, e atrás algum carro de cor escura, não me lembro a marca nem o modelo. Mas consigo lembrar que o rapaz ao volante estava um tanto impaciente.

F1 Cockpit

Ao abrir o farol, saí com o meu carro normalmente. O 206 largou na frente, e o rapaz ansioso fez uma curva súbita para a direita, saindo da traseira do meu carro e colando atrás do 206, com uma arrancada forte. Dava para perceber pelo ronco alto da aceleração do carro e pela atitude que ali não tinha uma pessoa responsável.

Enfim, por uma circunstância normal de trânsito, o 206 precisou frear: tinha um carro à sua frente estacionando. Como instinto, joguei o meu carro o máximo que pude para a esquerda, enquanto ouvia o estrondo da batida do apressadinho na traseira do 206. E que estrondo, só pela arrancada imagino que o rapaz estava a quase 40 km/h.

Consegui ouvir os gritos da motorista do Peugeot e do rapaz que bateu, logo após a cantada de pneu e a batida. Subitamente vieram à minha mente 2 imagens, primeiro aquelas cenas de dentro do cockpit de um F1, transmitido pela Globo, quando vão mostrar uma batida por dentro do carro.  A outra imagem são os inúmeros jogos de corrida, onde batidas são normais.

A diferença é que no videogame é só apertar o start que o carro está arrumado e o piloto não sofreu nem um arranhão.

Vira-lata pretoO segundo fato que vou contar foi a morte de um cachorrinho que eu presenciei, na Avenida Nazaré, no Ipiranga.

Essa avenida começa no Museu do Ipiranga, e termina próximo do início da via Anchieta. Ela é uma avenida bem larga, inclusive com um canteiro central com árvores e espaço para pedestres.

Um sábado de tarde, suportamente tranquilo para dirigir, com pouco trânsito. Estou na faixa próxima da calçada, e subitamente escuto um latido, quase que um grito altíssimo. Como estava devagar, olhei para o lado e consegui brecar logo após presenciar o atropelamento de um vira-lata pretinho, pequeno.

O cão não entendeu o que tinha acontecido, tentou olhar para suas costas, pois foi onde passou o pneu do carro, girou algumas vezes, grunhindo e caiu no meio da pista.

O imprudente, irresponsável, insensível, maldoso do motorista nem parou para ver o que tinha acontecido. Seguiu seu caminho como se nada tivesse acontecido. Nunca passei pela situação de atropelar um animal, mas imagino que seja impossível não perceber que algo bateu em seu carro.

Enfim, as cenas seguintes foram tristes. Os carros que vinham atrás conseguiram desviar do bichano, que caiu agonizando no meio da rua. Eu parei o meu carro ali mesmo, com pisca alerta e saí pro meio da avenida acenando para os motoristas que vinham e não tinham visto o animal, inclusive um ônibus em velocidade alta (coisa comum em São Paulo).

Carreguei o cachorro até a calçada, e o mesmo não conseguia se mexer mais. Algumas pessoas pararam para olhar, mas nada podia ser feito. Fiz um carinho no cão enquanto sua respiração diminuía, até ele finalmente agonizar e morrer ali. Era parecido como o da foto acima.

Não quero acreditar que o motorista mirou no cachorro. Talvez o bicho tenha corrido pra rua e realmente não fosse capaz de evitar o acidente. Mas não parar para ver se podia fazer algo!!!??? Faça-me o favor de contar outra história. Isso me lembrou o jogo Carmageddon, onde atropelar pedestres e animais faz você ganhar mais e mais pontos.

Sinceramente não sou especialista em comportamento humano, muito menos psicólogo ou cientista da área. Faço games, apenas. Mas lembro aqui Jean-Jacques Rousseau e sua teoria do bom selvagem: "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe".

O que leva uma pessoa a ter cuidado com os animais, e outra apedrejar? Por que alguns sentam ao volante de um carro e se transformam, e outros se preocupam e parar para deixar um pedestre atravessar a rua? Se o meio corrompe o homem, seria o videogame uma fonte de influência nisso? Em que proporção?

Recentemente acompanhei a discussão do meu colega de trabalho Caio Teixeira e o professor Valdemar Setzer (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5). Uma discussão interessante, onde no meu ponto de vista não existe ganhador. o professor Setzer, na minha visão, é um extremista. Não acredito que não ter televisão ou videogame em casa seja a solução para os problemas. Sou a favor do bom senso, em tudo.

Mas também acredito que sim, videogame influencia, como tudo na vida. Por exemplo, a partir do momento que uma criança bebe pela primeira vez na sua vida um refrigerante, aquela sensação influenciou ela, seja na saúde ou no psicológico. Talvez ela odeie refrigerante pelo ardor que a soda causa na língua, ou talvez ela passe a amar aquela sensação. Isso irá ditar consequências para o resto da vida dela. Talvez, se ela passar a vida tomando refrigerante, ela seja uma pessoa mais gorda ou doente, ou talvez não.

O mesmo vale para qualquer coisa, como o videogame. Será que brincar com um jogo de luta alucinadamente vai deixar a criança mais calma, ou mais nervosa? Ou não vai alterar em nada? Ou será que irá ensinar algo que ela poderá utilizar em algum momento da sua vida e ser positivo?

Questões que deixo para os especialistas.

Só sei que trânsito não é competição. Chegar poucos instantes mais cedo no compromisso não é o grande prêmio. Respeito a vida sim é o troféu que ganhamos quando levamos tudo isso a sério.

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03/07/2008 -  17:17     

O autêntico palhaço Bozo

Larry Harmon, o autêntico palhaço Bozo, fez história e imortalizou a imagem do tão querido personagem infantil.

Ele morreu hoje, dia 3 de Julho de 2008, aos 83 anos. Harmon se tornou milionário ao licenciar a marca "Bozo" e abrir uma escola de palhaços.

larry harmon, o bozo

Lembro, meados de 1980, de assistir ao programa do Bozo no SBT. Era criança, e sempre acompanhado de um delicioso Danoninho, curtia os desenhos animados e as palhaçadas da turma do palhaço, a vovó Mafalda, Salsi Fufu (Pedro de Lara!!!!!!!!!), Papai Papudo e companhia.

Dos atores brasileiros lembro bem do Luis Ricardo, o qual interpretou Bozo por muitos anos.

Eita saudade da infância!

"Criança que gosta do Bozo
É feliz, feliz
Criança que gosta do Bozo
Sabe onde tem o nariz"

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Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Elucubrações
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