Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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18/08/2009 -  16:58     

HQ ou Game? Unbound Saga e Comix Zone

unbound_saga_logo

Quadrinhos e Games, dois universos que vivem lado a lado há um bom tempo. Várias HQ’s se transformaram em games, como os Super-Heróis da Marvel (Batman, Super-Homem, dentre muitos outros), assim como vários games já ganharam suas adaptações em quadrinhos, como por exemplo, Tomb Raider, com sua carismática Lara Croft, Halo e seu universo fantástico.

Recentemente, a produtora Vogster Entertainment lançou um game para o PSP chamado “Unbound Saga”.

“Unbound Saga” é um game de ação, onde você é um personagem de HQ que, ao invés de passar por fases normais, navega pelos quadros de uma página de quadrinhos, distribuindo pancadas em todos, enquanto um desenhista alucinado continua a desenhar inimigos à sua frente. Uma jogabilidade bem legal e muita pancadaria estão reservadas para quem se aventurar no game.

unbound_saga_telas

A história também é contada por quadrinhos, muito bem desenhados e coloridos, dando a impressão de você estar lendo uma revista, só que, nas entre-fases, não existem balões e sim a narração das vozes dos personagens, o que deixa o clima muito legal, levando em conta também a trilha sonora, muito bem composta para o projeto.

unbound_saga_hq

O jogo é muito divertido, muito bem feito e os desenhos são excelentes. Uma verdadeira obra de arte digital para você ler, ouvir, interagir e se divertir.

Nos anos 1980 essa fórmula já tinha sido explorada no saudoso e também excelente “Comix Zone”, do Mega Drive, onde você era um desenhista de HQ que entrava em sua história enfrentando inimigos enquanto o vilão ia desenhando monstros e obstáculos para impedí-lo de avançar no game.

comix_zone_logo

comix_zone_telas

“Unbound Saga” é cópia de “Comix Zone”? Eu acho que não! Considero, na verdade, uma grande homenagem ao velho game e a esses dois estilos fantásticos de arte, cultura e diversão. Para quem tem um PSP, vale a pena conferir! Quem quer visitar o site oficial do jogo, basta clicar aqui.

artigo original publicado no blog do Carlos Sighieri.

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Tags relacionadas:  Games, HQ
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22/05/2009 -  18:14     

O que o brasileiro joga no celular?

É  interessante observar os hábitos de consumo do brasileiro, ainda mais na questão dos games para celular. O que o brasileiro prefere jogar?

Diferentemente dos EUA, onde a compra de casual games, como os puzzle, é alto, no Brasil o consumidor prefere jogos de ação (fonte: Nielsen). Assustado?! Calma… tem uma explicação lógica: nos Estados Unidos o preço de consoles de videogame e dos games é muito inferior ao Brasil.

Ok, e daí? O que um videogame tem a ver com jogos para celular? TUDO!

Nos EUA muitas pessoas tem acesso a consoles de última geração e jogos de ação, corrida, 3D, first person shooter (e etc). Com tantos Playstation 2, 3, Xbox e Xbox 360, Nintendo Wii e outros devices, os americanos não tem interesse em jogar esses tipos de game no celular. Eles preferem jogos casuais, para jogar de vez em quando e se distrair um pouco.

Diga-me, você jogaria um game de ação no celular se tivesse um super console em casa? Eu com certeza não.

Enfim, como muitos não possuem videogame no Brasil, eles acabam sendo consumidores ávidos por joguinhos “clássicos” de aventura e ação. Eles querem fazer parte de universo, mesmo que seja em um jogo bem simplesinho para a telinha 176 x 220 pixels dos celulares mais modernos.

Posso citar o recente lançamento do jogo X-Men Origins, o jogo do Wolverine para celular como exemplo.

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05/02/2009 -  14:32     

Jogos memoráveis do Atari

O UOL Jogos preparou um vídeo com um apanhado de 20 jogos do Atari. Fantástico, esse vídeo teve gosto de infância pra mim, nostalgia total. Claro que os consoles de hoje em dia são milhões de vezes mais poderosos, mas a sensação de diversão que o Atari me deu quando criança, nenhum conseguiu repetir.

Fazer o esquiador pular e descer a toda velocidade por uma montanha de neve (Skiing) foi um dos jogos que eu mais brinquei. Sempre gostei dos que eu chamo “jogo sem fim”, ou seja, você não tem um objetivo concreto como passar por 8 fases, matar o chefão e game over. Em Skiing a diversão era treinar novas derrapadas e pulos!

Outro tipo de jogo que chamo de “jogo sem fim” são os de esporte.  Claro que tem um final, quando o juiz apita ao último instante. Mas você tem um objetivo básico que é ganhar, e apenas isso. Nada de ações ou missões mirabolantes. Por isso brincar de luta de boxe (Atari Boxing) era legal. Tentar acertar a cabeça do adversário, naquela animação tosca de uma bolota sendo lançada pra trás me fazia rir à beça. Sem contar que o nariz do boxeador me lembra o Mr Magoo.

Decathlon não joguei tanto. Se a memória não falha, quebrei 1 controle com esse jogo, fiquei chateado e larguei.

O pai de todos os jogos de corrida, o Enduro é memorável. Correr em asfalto, neve, neblina, tantas variações em um jogo de Atari. A sensação 3D é impressionante pra um jogo da época e com os recursos que o hardware continha. Todos os jogos de corrida que existem me lembram Enduro, e duvido que algum consiga gerar uma sensação diferente.

Esses jogos são uma lição para qualquer criador de games da atualidade.

Poderia passar horas falando dos jogos de Atari e o quão criativos eram, mas vou finalizar esse post lembrando H.E.R.O e Keystone Kapers. Fantásticos!

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22/01/2009 -  16:43     

SE JOGA – como foi o debate da IGDA na Campus Party 2009

Aconteceu na Campus Party 2009, dia 21/01,  às 21h (com o devido atraso, 21h20) o SE JOGA – Como entrar no competitivo mercado de games, debate promovido pela IGDA São Paulo destinado às pessoas que desejam trabalhar com games, principalmente estudantes da área.

Campus Party 2009

participantes da Ubisoft, EA, Gabba e Abdução. Mediação por Guilherme Tsubota.

Estavam presentes na mesa profissionais renomados do mercado:  Carlos Estigarribia (EA Mobile), Danilo Almeida (GABBA), Daniel Garcia (Abdução) e Nicholas Souza (Ubisoft), além do mediador que aqui escreve, Guilherme Tsubota :-)

Fiz uma breve apresentação de cada um dos participantes. Danilo é formado em Design Digital, Carlos é Engenheiro da Computação formado pela PUC-Rio,  Daniel estudou Comunicação Social (PP) e Nicholas é bacharel em Game Design pela Anhembi-Morumbi (1a turma de formandos).

Cada um contou um pouco a sua tragetória profissional até o momento atual. É interessante observar que todos afirmaram o “amor” aos games. Realmente, o caminho não é fácil, as vagas são poucas e esse mercado não é dos maiores salários. Para conseguir uma boa vaga tem que ser um bom profissional, comprometido, apresentar resultados, ter foco e fé.

Sim, fé. A palavra fé foi dita diversas vezes. ;-)   será que isso é para assustar ou incentivar os estudantes do setor? Ou será que é a dura realidade do mercado? Gosto de apostar na realidade, pois assim como em qualquer vertical, trabalhar com games requer perseverança e constante atualização do profissional.

Como diz um amigo, No Pain No Gain!

Campus Party 2009

debate IGDA na Campus Party Brasil 2009

A filosofia Nike também tem tudo a ver: Just Do it. Você quer batalhar por um bom emprego? Faça. Faça demos, crie personagens, roteiros. Faça animações, modelagem 3D. Programe, crie código. É fundamental mostrar o que você sabe fazer, ter o seu portfólio. Por que não criar um blog com tudo isso?

É consenso entre todos da mesa a contratação de pessoas que mostraram serviço, de alguma forma. Você não precisa criar um jogo completo, mas mostrar potencial.

Outro ponto interessante foi a discussão sobre o profissional especialista x generalista. Aquela pessoa que faz tudo está em baixa nesse momento nas empresas de games. A necessidade principal são os especialistas: programação, design, roteiro, trilha sonora, modelagem 3D, game designer. Foque na área que mais lhe agrada e estude, evolua, mostre seu portfólio.

Campus Party 2009

profissionais reunidos antes do debate: Tsubota (iG/8D), Carlos (EA), Nicholas (Ubisoft) e Daniel (Abdução)

A velha discussão sobre pirataria foi um dos temas. Infelizmente é algo complexo, que envolve desde a atuação das empresas, profissionais, acadêmicos, até a cultura do próprio consumidor. Não é só o fato de um game custar aproximadamente 200 reais. Também não é só o fato do brasileiro querer tudo de graça.

Aliás, foi interessante a metáfora do jogo pirata com uma festa. O brasileiro, via de regra, quer sempre dar um “jeitinho”, por exemplo entrar de graça em uma festa. Vale até falar que é amigo do baterista! Se ele é assim por criação, por que não querer um jogo de “graça” também? (assunto complicado)

Nicholas falou algo muito interessante. Um jogo pirata custa em média 10 a 20 reais.  Quem compra jogo pirata, geralmente compra uma média de 5 a 10 jogos por vez. O fato é que essa pessoa não joga nenhuma das suas aquisições a fundo, não “zera” nenhum jogo. Oras, por que não comprar um jogo original e realmente aproveitá-lo ao máximo? Jogar diversas vezes, “zerar” o game, curtir todas as fases?

No final, a sensação de aproveitamento do investimento é muito maior! Particularmente, gostei desse ponto. Parabéns, Nicholas.

Para finalizar, gostaria de agradecer as diversas iniciativas de profissionais espalhados pelo nosso Brasil para ajudar a indústria dos games. Somos pioneiros, isso é fato. E como todo pioneirismo, muitos ficam pelo caminho, poucos efetivamente vencem. Mas todos foram fundamentais para abrir as portas para a próxima geração de profissionais. Tenho fé que o trabalho que fazemos hoje para divulgar e profissionalizar esse mercado será reconhecido no futuro.

Há pouco tempo não imaginávamos um estúdio como a Ubisoft no Brasil. E agora é tanto realidade que ele cresceu com a aquisição da tupiniquim-gaúcha Southlogic. Maravilha, ponto para nós! Apesar de ser ótimo, quero ver notícias de profissionais sendo reconhecidos, contratados, estúdios startups aparecendo e coisa do tipo.

Boa sorte a todos.

Campus Party 2009

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12/12/2008 -  17:15     

Mamãe, vou trabalhar com videogame!

- Como assim menino, ficou doido? – retruca espantada a mãe do rapaz.

- Sim, e vão até me pagar pra trabalhar!

Por muitos anos os profissionais que trabalham com games sofreram preconceito dos seus colegas e parentes. Eram rotulados como pessoas que queriam vida fácil, diversão o dia inteiro e não ter senso de responsabilidade. Obviamente falo de um estigma da geração que viu seus filhos crescerem grudados em consoles como Nintendo, Master Systen, Mega Drive e Nintendo 64. Meados de 1990, auge dos anos dourados da indústria do videogame (old school).

A conversa retratada acima mostra esse choque de culturas, que muitos de nós da indústria do entretenimento digital passamos em algum momento. Seja com seus pais, parceiros ou amigos, mais cedo ou mais tarde um olhar desconfiado, uma frase solta com ironia ou mesmo um deboche fazia parte da vida desses profissionais.

Infelizmente é uma situação normal e já esperada de acontecer, afinal romper paradigmas, ainda mais associados ao dinheiro e subsistência, são difíceis.

Com o passar dos anos e com o amadurecimento da indústria, ainda mais com o advento da internet, novos consoles, webgames e afins, o termo “game” ficou mais presente na vida das pessoas. Aquelas crianças da década de 80 hoje beiram os 30 e poucos anos, muitas seguiram profissões tradicionais, mas alguns mantiveram-se fiéis ao seu sonho e seguiram para profissões relacionadas ao entretenimento, seja cinema, animação, computação gráfica ou produção de games.

Fato é que a movimentação global do faturamento em games é superior ao do cinema. Falamos de mercados ricos como a Ásia e os EUA. A primeira é o grande centro dos jogos multi-jogadores online, ou Massive Multiplayer Online Game (MMORG). De lá importamos sucessos como Ragnarök e Prinston Tale, MMORGs com perfil fantasioso e que arrastam milhões de jogadores ao redor do mundo. Obviamente nenhum bate o sucesso do World of Warcraft, um sucesso global e fonte de muito estudo acadêmico.

Outras vertentes da indústria seguem, como os jogos para console e PC. Desde super produções que levam 2 ou 3 anos de trabalho e milhões de dólares de investimento, até jogos simples e casuais ou educativos, como os trabalhados pelo Bordergames com comunidades carentes, um projeto que ensina o grupo de crianças a criar e desenvolver jogos 3D para console desde o roteiro até a programação.

Para ser um desenvolvedor de jogos educativos, o estúdio necessita de pedadogos, profissionais de design instrucional e especialistas nas áreas que o game aborda.

Jogos Casuais, ou Casual Games, tem um público crescente e interessante. Geralmente jogos de tabuleiro ou com ação limitada, porém extremamente divertidos. Encontramos esses jogos nos Webgames, jogos para celular ou mesmo para consoles portáteis como Sony PSP ou Nintendo DS.

Por último mas não menos interessante temos os advergames, jogos casuais com perfil publicitário, inserindo de forma divertida e persistente a marca do anunciante. Esses jogos são muito comuns na internet ou em distribuição gratuita em mini CDs.

Claro que as subdivisões dos games são inúmeras, porém o núcleo de produção é sempre o mesmo: o diretor ou produtor, a equipe criativa que consta de roteiristas, game designers (ou arquitetos de jogos), artistas 2D e 3D, músicos, diretores de arte e fotografia, e a equipe de desenvolvimento, com programadores, especialistas em banco de dados e integração de sistemas. No Brasil existem alguns cursos de graduação e pós-graduação em Jogos Digitais, porém todos são focados na carreira técnica ou produção.

A indústria carece de profissionais especializados, principalmente aqueles que irão trabalhar na criação do jogo. Muitas vezes aficionados por games, publicitários ou jornalistas assumem o papel do criador de games, adaptando seu conhecimento acadêmico à essa área. A produção em si não possui muitos segredos, a não ser algumas particularidades para produzir melhor e mais rapidamente.  Na linguagem de programação, regras de ação/reação entre objetos, leis da física, colisões e inteligência artificial são itens que fazem parte do dia-a-dia do programador. A técnica é um pouco diferente do desenvolvimento de um sistema corporativo ou um sistema web, porém a sintaxe é muito parecida.

Aos artistas, tanto visuais quanto sonoros, não existe segredo, a não ser muito estudo de caso para melhor ambientar o jogador. Um visual ou trilha sonora deve emocionar o jogador, da mesma forma que um filme muitas vezes o faz. Geralmente profissionais de rádio, TV e Cinema entram nesse momento, principalmente o Diretor de Arte.

Obviamente um jogo não vai ao mercado sem passar pelas etapas que qualquer software necessita, como testes e homologação. Teste de jogabilidade, testes de integração, testes de usabilidade e muito mais são aplicados incansavelmente para garantir a qualidade final do produto.

Orquestrando tudo isso está o produtor, o Diretor do jogo. O profissional que tem a visão geral de ponta-a-ponta, atuando com os profissionais de todas as áreas, gerenciando escopo, cronograma, orçamentos, entregas e até a publicidade envolvida na divulgação.

Criar um novo jogo é muito divertido e trabalhoso, complexo. Mas com a equipe ideal, o trabalho flui e o resultado final na tela da televisão com algumas pessoas se divertindo vale qualquer esforço.

artigo publicado no IT Portal

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Tags relacionadas:  carreira, Games, profissional
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10/11/2008 -  13:31     

Primeira edição do Curso de Advergames foi um sucesso

Numa parceira entre a 8D e a Gafanhoto, aconteceu no último sábado, dia 8 de novembro de 2008, o primeiro curso de Criação de Advergames em São Paulo (SP). Ministrado por Guilherme Tsubota, Érika Caramello, David Lemes (Dolemes) e Fabiano Onça, todos professores e profissionais de altíssimo nível na indústria dos games no Brasil, os 21 alunos matriculados tiveram a oportunidade de vivenciar um dia num estúdio de produção de games.

8D_advergames_onca3

Iniciando com História dos Jogos Digitais, Tsubota ressaltou a importância da velha escola dos games e o que torna um jogo campeão de vendas. Também apresentou o processo criativo, da idéia aos rascunhos iniciais do game. Também revelou o objetivo do dia: criar um jogo para a marca de desodorantes Axe.

Em seguida, na aula sobre Roteiro para Advergames, Érika trabalhou conceitos como cinematic, instruções do jogo, elementos do roteiro e o roteiro propriamente dito. Ali, os alunos começaram a rascunhar o seu jogo, pensando no enredo, objetivos e trama propriamente dita.

8D_advergames_erika

Foram apresentados alguns cases de advergames, bem como conheceram o principal protagonista / antagonista do game proposto no curso: o jornalista Silvio Luiz.

8D_advergames_silvioluiz

Famoso locutor e jornalista esportivo, Silvio foi convidado para servir de laboratório “in loco” para a criação de um personagem. O desafio dos alunos era, retornando aos conceitos criativos do início do dia, extrair do locutor as suas facetas pessoais para criar um personagem “Silvio Luiz” dentro do jogo da Axe. Mais do que desafiante, foi uma atividade extremamente divertida.

8D_advergames_silvioluiz2

Em seguida, Dolemes apresentou conceitos para criação de personagens e universos, focando no design.

8D_advergames_dolemes2

Em grupos, os alunos pegaram caneta e papel e passaram a rascunhar o do nosso convidado e demais personagens para o game.

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Como ninguém é de ferro, uma pausa para o cafezinho. Rolou muita troca de informação entre os alunos: as idéias que cada grupo teve, o rumo que os jogos estavam tomando, tramas, objetivos…

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Por fim, Onça tratou conceitos de jogabilidade, regras e montagem do jogo propriamente dito. Juntando todos os conceitos trabalhados previamente, os alunos montaram o quebra-cabeças: onde entra o personagem, como ele funciona com as regras do jogo, o roteiro para a interatividade e a continuidade da história, regras essas que são a base de toda a jogabilidade.

8D_advergames_onca2

Os quatro grupos da turma bolaram jogos bem diferentes: um jogo de corrida, um Alternate Reality Game (ARG), um jogo de tiro e um jogo estilo rebanho. Esse último foi o escolhido, onde o personagem Silvio Luiz, com uma áurea criada pelo desodorante Axe, percorria um labirinto da cidade recolhendo mulheres para levar ao estádio de futebol, tradicional reduto masculino e do próprio locutor. Ao alcançar o objetivo, a pontuação era contabilizada e enviada para um ranking.

8D_advergames_turma_vencedores

O dia passou rápido. Foram nove horas de aula num ritmo frenético e divertido. Todos participaram, o que mostrou o interesse pelo assunto. Os organizadores e professores também adoraram a turma, extremamente criativa e pró-ativa!

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Como se pode ver, apesar de divertido, criar jogos exige técnica, raciocínio e prática. Enfim, é uma brincadeira que deve ser levada a sério.

A 8D agradece a parceria com a Gafanhoto e a participação de todos os alunos no curso Criação de Advergames.

8D_advergames_andrea_lili

8D_advergames_turma

Fique por dentro dos próximos cursos da 8D: cadastre-se no e-mail cursos@8d.com.br ou continue acessando o site http://www.8d.com.br. Em breve, muitas novidades e cursos inéditos no mercado o aguardam!

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Tags relacionadas:  curso de advergames, Games
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24/09/2008 -  11:02     

Bordergames SP: fazendo game com a fronteira social

artigo publicado no Webinsider

Grupo sem fins lucrativos esteve no Brasil para ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Nosso amigo participou como multiplicador e reforçou sua crença nos games como instrumento de educação e cultura.

O Bordergames nasceu com um grupo de artistas, educadores e idealizadores na Espanha. Como o próprio nome diz, são os Jogos de Fronteira. Mas que fronteira? Fronteiras sociais, educacionais, de oportunidades e de todas as diferenças possíveis e imagináveis que possam levar uma pessoa ao mundo da criação de jogos digitais.

Recentemente o pessoal da Bordergames esteve em São Paulo e eu participei dos workshops para multiplicadores. Foram selecionadas dez pessoas, com diversos perfis, para divulgar e disseminar o conhecimento adquirido durante três dias de convivência.

É uma iniciativa fantástica. Sem fins lucrativos, eles tentam ensinar a arte de criar jogos de videogame para comunidades carentes. Utilizando a engine da Torque 3D, cada edição do Bordergame cria um jogo relacionado à comunidade em questão.

Aqui em São Paulo foi o CEU de Alvarenga o escolhido para acolher os nossos amigos do Bordergames. Durante 15 dias eles trabalharam com as crianças para criar o conceito do jogo, fazer pesquisa de campo e referências, tirar fotos, fazer entrevistas, bolar o jogo, o cenário, atores, roteiro e o desenvolvimento.

Essa experiência só reforçou em mim a certeza de que a educação é o caminho para a solução de todos os males. As crianças que vivem em uma região pobre, que é o Alvarenga, cercadas por um certo preconceito, mostraram com trabalho e criatividade o que são capazes. Quem poderia imaginar que dali sairia um jogo reconhecido (agora pela Bordergames) internacionalmente?

Game não é só o fabricado por grandes estúdios, com somas milionárias e gráficos maravilhosos. Game é educação, cultura. Game tem um fundamento que pode ajudar desde aquela pessoa doente no hospital, até aquela doente na alma do dia-a-dia, da podridão que existe em todos os níveis da sociedade.

Vejo nos games um potencial mercado, não só com jogos para gamers, mas jogos para todos. Desde a educação infantil, até a psicologia. Muito pode ser trabalhado, com as ferramentas adequadas, a instrução apropriada e a vontade, a garra e a convicção de algumas pessoas empreendedoras, que querem levar para a sua região novos horizontes. Quem sabe não presenciamos o nascimento de uma nova fonte de renda e educação na região do Alvarenga?

bordergames

Espero em breve, com o Gamecamp, realizar um evento semelhante ao Bordergames, porém com uma abordagem mais regional e com resultados tão bons quantos. Quem quiser me ajudar nessa, é só entrar em contato.

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Tags relacionadas:  bordergames, educação, Games
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16/07/2008 -  16:59     

Ubisoft em São Paulo, as novidades

Tenho recebido vários contatos referente ao escritório da Ubisoft no Brasil, mais precisamente em São Paulo. Gostaria de esclarecer que até o presente momento eu não sou funcionário da Ubisoft, e meu relacionamento com eles (até o momento) é apenas networking.

Mas como estou na indústria dos games há muitos anos, acabo servindo de Networking Hub! ;-)

Como comentei sobre a minha felicidade no outro artigo sobre a chegada de um grande estúdio ao Brasil de forma séria e comprometida, volto a afirmar que isso demonstra o potencial dos nossos profissionais, assim como o nosso preço competitivo frente a outros mercados.

Basicamente o Brasil é conhecido como integrante da Classe Média global. Não somos mais um país pobre, porém não somos dos chamados Primeiro Mundo. Fazemos parte do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), as potências em crescimento. Mas temos uma vantagem sobre os outros: somos do Ocidente!

Além das questões de fuso horário, a cultura brasileira é muito mais próxima dos países norte-americanos e europeus. Nosso entendimento dos problemas, estresses, alegrias, processos, trabalho e todo o resto é muito mais próximo. Essa vantagem natural é fundamental em alguns casos. Como sou atualmente Executivo de Novos Negócios de uma multinacional de comunicação (Havas Digital – Media Contacts), percebo isso claramente.

Em uma das minhas experiências na indústria dos games, quando fui Gerente da Kaizen Games e era responsável, dentre outras coisas, pela gestão dos projetos de Second Life no Brasil, senti essa diferença de cultura também. A empresa publica no Brasil os MMORGs coreanos, como o Priston Tale e o Audition. É interessante perceber que a Coréia é um dos líderes mundiais nesse tipo de entretenimento, mas ao receber visitas do pessoal dessas empresas era visível o choque de culturas.

Voltando ao ponto inicial, eu dizia que temos muito potencial profissional para crescimento na indústria global dos games. Nos últimos anos vimos o surgimento de diversas faculdades para produção de games, cursos, aumento das empresas nacionais e interesse pelos governos estaduais e federais. O cenário é muito positivo.

Mas volto a dizer, temos que ter em mente a clareza do nosso momento. O Brasil não tem experiência na produção de grandes jogos digitais. Os profissionais que aqui se encontram, em sua grande maioria, nunca trabalharam em projetos grandes onde sua atuação acaba sendo extremamente focada. Vemos no mercado pequenos estúdios, onde um profissional atua em várias frentes simultaneamente.

Designer e modelador 3D. Programador e Tester. Gerente de Projetos, QA e Arquiteto. Concordo que o brasileiro tem o famoso “jeitinho” de resolver suas coisas, mas é muito importante que a gente perceba isso e aprenda. Vamos aprender com a experiência dessas empresas que aqui chegam. Vamos ouvir e prestar atenção.

Para concluir, desejo boa sorte para a Ubisoft. Sei que as contratações já estão ocorrendo e tenho fé que a equipe montada vai representar bem o que o Brasil pode fazer na indústria lá fora. Sei também que algumas movimentações acontecem em outras multinacionais que já estão aqui, e que devem fazer barulho em breve. Vamos aguardar os próximos capítulos!

OBS: Empresas, cuidado com as associações, essas “entidades sem fins lucrativos”. No final elas se tornam poleiros de algumas poucas pessoas aguardando para abocanhar seu espaço. Não pensam necessariamente no bem da indústria, nem da própria empresa, como um todo.

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Tags relacionadas:  estúdio, Games, ubisoft
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06/07/2008 -  20:12     

IWBTG, um bom jogo com criatividade

Lembram da eterna briga dos 8 bits, Nintendo vs Sega? Tempos memoráveis, onde a criatividade era a maior arma contra a concorrência, numa época de poucos recursos gráficos.I Wanna Be The Guy (IWBTG) é uma releitura dessa época. Juntou em um só jogo pitadas de Mario, Megaman, Street Fighter, jogo plataforma, tricks e muito mais. Um desafio.

Vejam nesse vídeo a jogabilidade, a dificuldade dos desafios. É muito interessante observar que nesse tipo de jogo a estratégia do Game Designer era fundamental. Infelizmente passamos por uma fase recente de falta de criatividade, a qual tenta ser surprida por maravilhosos efeitos de CG.

Espero que com Mario Galaxy e uma nova leva de jogos a gente retorne ao tempo de glória da jogabilidade e diversão máximas!

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Tags relacionadas:  Games, old school
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24/06/2008 -  17:33     

Ubisoft em São Paulo, um estúdio para fazer barulho na indústria nacional

A Ubisoft está chegando ao Brasil, mais precisamente a São Paulo. Mas não é um mero escritório comercial, e sim um estúdio completo! A intenção é produzir games para exportação.

A notícia saiu hoje no UOL Jogos. Você pode ler na íntegra aqui, além de uma entrevista com o novo Head of Brazil, Bertrand Chaverot.

Acho excelente a notícia, e fiquei feliz ao ler a entrevista onde fica claro que o Brasil ainda não tem potencial técnico para competir na indústria dos videogames  sozinho, mas tem CÉREBRO suficientemente criativo para entrar com tudo no mercado. E com a ajuda de grandes estúdios como a Ubisoft, temos tudo para ser um mercado em franca expansão mundial.

Sempre acreditei no potencial da nossa mão de obra. Realmente falta a oportunidade. Infelizmente o mercado de pirataria mata qualquer empresa. Os custos para produção de um jogo é elevado, mesmo ele sendo produzido localmente. Mas com a adoção de novos cursos de games no Brasil, com o aumento do interesse empresarial no assunto e a chegada dos estúdios, isso tende a mudar.

Tive uma empresa que produzia jogos para celular, e assim como outros amigos empresários do ramo, sei o quanto é difícil se manter. Praticamente é um trabalho de Conan, movido a paixão mesmo.

Enfim, vamos aguardar as cenas do próximos capítulos! Estou muito feliz com a notícia e desejo sucesso ao novo estúdio.

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Games
Tags relacionadas:  estúdio, Games, profissionalismo, ubisoft
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