Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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21/05/2010 -  19:25     

O papel ganhou vida, literalmente

Hoje fui surpreendido por uma inovação publicitária! Ela existe desde 2008, mas apenas hoje chegou ao meu conhecimento.

Estava caminhando nas imediações da rua Iguatemi (SP), quando um promotor me abordou com um panfleto. Pensei que era mais uma daquelas promoções sem graça, mas vi que era um papel diferente, tipo um papelão, então resolvi parar pra ouvir a explicação.

Era o Papel Semente, criado pelo Instituto Papel Solidário. É simples, você molha o papel, planta em uma terra boa e vai cuidando do vasinho, até a plantinha brotar, crescer e dar flores!

Fantástico! Chega daqueles saquinhos plásticos grampeados em folhetos mal feitos. Aqui é uma folha de papel reciclado, uma bela lição para todos. Publicidade com consciência e utilidade pública.

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14/05/2010 -  19:04     

Iron Man, Realidade Aumentada, alguns sensores e muitas possibilidades comerciais

A ficção científica tem sido palco há anos de muitas inovações tecnológicas. Tudo bem que os escritores / autores nada tem de conhecimento técnico avançado ou física aplicada, mas a sua imaginação e criatividade ajudam constantemente a indústria a trilhar caminhos para novos lançamentos.

Posso citar diversos exemplos, como por exemplo:

  • o celular Startac (Motorola) inspirado no comunicador da série tradicional de Star Trek
  • a TV de plasma, ou mesmo a LCD, inspirada em filmes como De Volta Para o Futuro II
  • o iPad, um dispositivo portátil multimídia, presente na grande maioria dos filmes, como por exemplo o filme com a família Robinson - Perdidos no Espaço (1998)

Fato é que a ficção em muito ajuda os cientistas reais a pensarem em como materializar suas loucuras de forma que o mundo as possa absorver.

Tecnologia de Realidade Aumentada existe há muito tempo, e pode ser utilizada para diversos fins. Gosto particularmente da computação ambiental, onde a informação está onipresente no ambiente para aumentar o conforto e bem estar do ser humano.

No filme Iron Man 2 (Homem de Ferro 2), super herói, alter ego de Tony Stark, interpretado pelo ator Robert Downey Jr, diversas cenas com aplicação de Realidade Aumentada foram criadas. Infelizmente essa tecnologia só existe na tela do cinema, pois foram criadas pela empresa Perception, localizada em Nova York (EUA).

Brilha aos nossos olhos ver Stark utilizando o estado da arte de usabilidade e tecnologia na sua mansão e no seu laboratório. A mesinha de canto, com tampa de vidro, é touch screen e com um sistema maravilhoso de interação, onde ele busca informações sobre uma funcionária.

No laboratório, ele interage no espaço 3D físico com o mundo virtual. Teoricamente um ambiente totalmente controlado por sensores e câmeras que captam o movimento do corpo de Stark, como por exemplo a ponta de seus dedos, e assim reconhece qual é o comando que ele quer executar no computador ambiental:

  • rotacionar uma foto
  • aplicar zoom em uma imagem
  • acessar determinado vídeo
  • mover um documento antigo para a lixeira (aliás, com uma bela idéia de cesta de basquete virtual)

Essa tecnologia ainda não existe (para o público ao menos), ou não existe em sua totalidade.  Porém diversas empresas ao redor do mundo trabalham em soluções primitivas que levarão às nossas casas esse tipo de interação, no futuro. É o caso do exemplo abaixo:

3D Computer Interface from Free Flow on Vimeo.

Os esforços para criação dessa nova tecnologia são grandes. Vejam que existe uma certa complexidade na criação de novos aparelhos com sensores para captação de movimento, pressão, temperatura ou coisas do gênero. Apesar de muitos sensores já existirem, a adaptação para as novas necessidades muitas vezes requer uma re-invenção dos mesmos.

E da criação, a transformação dela em algo possível de ser comercializada ou inserida na vida das pessoas é um dos grandes obstáculos a serem ultrapassados.

Imaginem, a tecnologia tem que ser "invisível" para o homem. A mesa precisa "magicamente" mostrar dados e reconhecer toques. Uma sala inteligente precisa de sensores, câmeras e muito mais espalhada de forma a reconhecer um movimento natural do homem como um comando a ser executado.

Esses equipamentos não são fáceis de serem construídos, ainda mais pensando na "miniaturização", mantendo-se ou aumentando-se o poder de processamento das informações. Acredito que ninguém quer uma fiação pendurada na sua sala, com câmeras ou mecanismos gigantes só para brincar de "Minority Report" ou "Jarvis".

Mas é o futuro. O apenas era imaginação há 1o anos hoje já é realidade ultrapassada. E assim sempre será.

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Tags relacionadas:  computação ambiental, Inovação, Realidade Aumentada
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13/04/2010 -  18:45     

Quer ser um dono de iPhone ecologicamente correto?

Em um mundo cercado (ao menos "publicitariamente" falando) de sustentabilidade e ecologicamente correto, usuários de celulares e smartphones com muitas características como o iPhone saem perdendo.

A conta é fácil: mais fru-fru (características técnicas) = mais consumo da bateria = ajudar menos o planeta.

Bom, seus problemas acabaram, você pode adquirir uma bicicleta da Dahon (dobrável) com um equipamento para carregar a bateria do seu iPhone com a energia elétrica gerada pelo movimento das rodas!!!!!!!!

E de quebra, você mantém a boa forma.

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25/08/2009 -  20:10     

Metro de Paris em Realidade Aumentada no iPhone 3GS

Bom, deixei o vídeo do Metro Paris Subway para vocês assistirem primeiro ANTES de ler as minhas considerações, afinal não quero influenciar ninguém sobre o que eu acho desse tipo de aplicativo, e sim gerar uma discussão para sempre melhorar o nosso mundo mobile.

Basicamente você pode, utilizando o aplicativo para iPhone, direcionar a sua câmera em qualquer direção e assim "ver" as estações de metrô, a distância que você está dela e pra onde ele te leva.

Além disso, você consegue ver pontos comerciais que estão na redondeza, como McDonalds, Starbucks e outros.

metro_paris_iphone

Utiliza o conceito de Realidade Aumentada - RA (ou Ampliada como alguns preferem) que comentei no artigo "Afinal, o que é Realidade Aumentada?", com algumas diferenças - adaptado para um novo conceito/mercado.

O que quero levantar nesse artigo não é nenhuma ótica técnológica, ou discussão sobre o que é ou não é RA. Quero abrir um espaço para pensarmos sobre negócios mobile e no iPhone.

Vamos aos pontos:

1) Conforto ou Desconforto?

Para funcionar, você precisa iniciar o aplicativo e levantar o iPhone na direção do horizonte, para que a câmera consiga visualizar o ambiente. Bom, em seguida o reconhecimento do local inicia e você vê a mágica acontecer: notificações começam a aparecer na sua tela sobre os estabelecimentos.

Ok, legal e divertido. Sempre é interessante ver o digital se misturando com o real, parece um filme de ficção.

  • Mas é prático?!?
  • Você sairia com o seu iPhone levantado por aí?
  • Não seria mais prático apenas uma "bússula" de locais e estabelecimentos?

2) O aplicativo foi pensado para os parisienses, ou para turistas?

Nasci, cresci e moro em São Paulo. Já usei muito mais o transporte público no passado, hoje é bem raro, admito. De qualquer forma a minha experiência de usuário é pesquisar uma linha de ônibus ou metrô na internet antes de sair de casa.

google_maps_rota_onibus_sao_paulo

Nisso o Google Maps é fantástico. Preencha a origem e o destino, escolha Transporte Público e ele mostra, além do número do ônibus, quanto você precisa andar até chegar ao ponto do coletivo.

Com o trajeto devidamente estudado antes de sair de casa, raramente páro pra ver onde estou ou como faço para chegar. No caso do metrô, o máximo é olhar no mapa que se encontra em todas as estações se é necessário trocar de trem em algum lugar.

  • Você usuaria um aplicativo como o Metro Paris Subway para andar no transporte público aqui em São Paulo ou alguma outra metrópole do Brasil?
  • E em Paris, usaria? Eu acredito que usaria, afinal não conheço nada de Paris e bem ou mal, é um guia que estará ali no meu celular para qualquer emergência.
  • Pensando assim, será que ele é focado pra turistas, ou para moradores locais?

3) Não seria mais prático algo mais rápido? Mais focado? Sem a parte de Realidade Aumentada?

Estamos vivendo o hype da Realidade Aumentada. Tudo tem que ser RA. Vi empresas nascendo no último mês só pra fazer RA, pra arrancar dinheiro dos clientes mal-informados, coitados.

Enfim......

Pensando assim, o Metro Paris Subway avaliou bem e utilizou o boom para potencializar o seu negócio, o aplicativo. Aliás, a briga com o software oficial do metrô de Paris parece que está acirrada.

A mídia indireta gerada por ser um "aplicativo com realidade aumentada" deve ter sido imensa. Bom, para chegar do outro lado do Atlântico, entre milhões de aplicativos, algo deu certo na comunicação da empresa.

Tirando esse detalhe, eu acredito que o aplicativo seria muito mais prático e "usável" se seguisse a linha tradicional, sem a RA. Se realmente a empresa possui esse banco de dados de estabelecimentos que ela promete, aí está o valor da aplicação!

:-)

Concluindo!

Bom meus amigos, tentei levantar algumas observações focado no negócio do aplicativo, e  não em detalhes técnicos. Quando desenvolvo meus projetos sempre penso no usuário. Muitas vezes observo aplicativos mágicos, com diversos recursos técnicos, mas sem usabilidade alguma.

Por outro lado, é comum ver alguns produtos lindos, com aquele layout fantástico, uma boa idéia, mas tão abstrato que se torna inútil.

O segredo é saber equilibrar, e como digo nos games (serve pro mundo mobile): não faça o aplicativo pra você, faça para o seu consumidor.

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Tags relacionadas:  Inovação, iPhone, Mobile, Realidade Aumentada
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13/08/2009 -  11:24     

Game de Realidade Aumentada no Facebook

Saiu na FastCompany um texto sobre game de realidade aumentada convergindo no Facebook.

Adorei a idéia, muito divertido, sem contar que é muito esperto. Cair com uma prancha de surf na crista da onde das buzzwords. Realidade Aumentada (RA) e Redes Sociais são os assuntos mais "importantes" no mundo da comunicação / publicidade. Dizem até que vai curar os males da humanidade.. hheheheh.. brincadeira.

Não creio que esse jogo em particular será um sucesso arrasador e gerará milhões de dólares para seus criadores. Mas o mix, a convergência de paradigmas como os games e as redes sociais é algo para prestar atenção.

O homem é movido a emoções. As grandes invenções ou descobertas sempre estiveram envolvidas por uma emoção forte. Seja o médico cientista que perdeu um ente querido e nesse momento decidiu focar seus esforços para descobrir a cura para uma doença, como o prazer de engenheiros em trabalhar uma nova engenhoca para poder voar mais alto, ir mais rápido ou coisa do tipo.

A emoção mais prazeirosa (claro!) de trabalhar é a felicidade. Jogar é um prazer. Transportar-se para um mundo de fantasias é sensacional. Na história da humanidade isso começou com os contadores de histórias, os quais passavam seus conhecimentos para a próxima geração - e assim sucessivamente. Com a escrita começamos a registrar isso, e suas consequências são os livros, os contos, as peças teatrais, o cinema... e o mundo que conhecemos.

Juntar game e comunicação não é novidade. Isso já acontece há muito tempo, mas não com o potencial tecnológico que temos hoje. Acredito, e já falei para diversos amigos, que estamos numa mudança massiva de comportamento humano. O que antes levava séculos, hoje em uma dúzia de anos é suficiente para a transformação. A Era da Informação está aí.

[Guilherme voltando do Mundo da  Lua...]

Getting back on track, esse game me lembrou um recente do Street Fighter, mesclado com o YouTube. Se pararmos para analisar, os grandes players Microsoft, Nintendo e Sony também já estão nesse páreo, todos com seus hardware preparados para se integrar ao mundo físico com câmeras, sensores e etc.

Interagir com tudo e todos é o futuro.

É a Matrix nascendo. Ou seria a Skynet? ;-)

terminator 1984

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Tags relacionadas:  Inovação, Realidade Aumentada, Redes Sociais
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11/08/2009 -  11:06     

Pixel Park leva arte e tecnologia para os paulistanos

Pixel Park

Hoje começa a exposição da Super Uber, em parceria com o iAi? Instituto de Artes Interativas, chamado Pixel Park.

A exposição fica no ar até o dia 23 de Agosto 30 de Agosto, das 10h às 20h.

O local é a já conhecida galeria do iAi, na casa Bola - rua Amauri, 352 (ao lado da Pizza Hut). Aliás, foi ali que aconteceu o 1º iPhoneDevCamp Brasil, no dia 1º de Agosto de 2009. Um espaço privilegiado, que prima pelas novidades, curiosidades e interações.

Visitei as instalações da exposição na semana passada, mas não foi adiantar nada para não perder a graça. Mas aqui você pode dar uma olhada no release oficial e entender o que está por vir!

E para saber um pouco mais antes de sair de casa nesse friozinho, vale a pena olhar o que saiu na imprensa:

  • http://guia.uol.com.br/passeios/ult10050u607193.shtml
  • http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u607476.shtml
  • http://guia.folha.com.br/passeios/ult10050u607193.shtml
  • http://noticias.bol.uol.com.br/tecnologia/2009/08/10/ult4739u4847.jhtm
  • http://www.vooz.com.br/noticias/arte-digital-vive-boom-e-da-o-novo-tom-12612.html
  • http://www.hojenoticias.com.br/tecnologia/arte-digital-vive-boom-e-da-o-tom-a-tres-exposicoes-em-cartaz/
  • http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/lifestyle.php?m=9411
  • http://blog.premiosergiomotta.org.br/2009/07/22/superuber-ganha-retrospectiva/
  • http://www.clicknoticia.com.br/default.asp?not_codigo=1180
  • http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=33575&Itemid=157
  • http://supergiba.blogspot.com/2009/08/superuber-vem-ai.html
  • http://www.texprima.com.br/blog/?p=3376
  • http://cimitan.blogspot.com/2009/07/e-mail-no-varal_23.html
  • http://bladobleh.blogspot.com/2009/08/inovacao-e-interatividade-na-exposicao.html
  • http://www.palmalouca.com/blog/blogID.jsp?blogID=587

Ahhh.... e claro, uma pitada de curiosidade, veja o vídeo produzido pelo Lucas do iAi:

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06/08/2009 -  16:53     

Fala aí Cazé!

Ano passado, meados de Maio/Junho, estava conversando com o colega Cazé, quando ele me apresentou o Gengibre.

Delirei!

Estava em fase beta, entrei na comunidade como um tester, postei algumas coisas....  e acabou ficando no ar. Hoje em um bate papo com o idealizador noavamente, resolvi recriar meu usuário no Gengibre (o que eu tinha feito sumiu).

Fantástico, muito bom! A interface é nova, muito bonita, e o playerzinho é um caso a parte. Uma maneira extremamente fácil e descontraída de fazer podcast. Provavelmente vou lançar várias dicas e elucubrações de games por aí.

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Tags relacionadas:  Elucubrações, Inovação
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29/04/2009 -  20:15     

Antes era Second Life no celular, e agora é Videogame pela internet?

Ano passado, entre a ascenção e queda do Second Life (SL), uma empresa afirmou que conseguiria colocar o metaverso funcionando em celulares.

Foi um espanto na indústria, afinal o client do SL necessitava de um computador consideravelmente bom, com placas de vídeo potentes. Como poderiam então fazer a mágica acontecer e em um simples celular rodar um aplicativo tão pesado? Simples, com a mesma solução que a OnLive promete para os videogames.

A empresa Vollee alardeou aos 4 cantos a sua tecnologia. Na época eu era Gerente da KaizenGames, mantenedora do Second Life no Brasil, e achei muito interessante e porque não dizer inteligente a proposta. Você faz um streaming da aplicação funcionando em um potente servidor para um celular 3G, e com isso tira a necessidade de usar um hardware de alta performance.

No celular a pessoa executa os comandos, que são enviados para o servidor. No servidor com a aplicação real em funcionamento, esses comando são interpretados, executados, e o mesmo retorna um vídeo do que aconteceu ali. É um tipo de "virtualização gambis master blaster", mas que funciona.

A empresa OnLive promete algo parecido. Jogar videogame de última geração pela internet!!!! UAU!!!

Como falei, não existe mágica. A idéia geral é a mesma da Vollee, rodando os jogos em potentes servidores e fazendo streaming para a casa do internauta. Com isso teoricamente você não precisrá comprar um console de última geração para jogar os jogos do momento. Basta assinar o serviço e jogar no browser.

Será que o serviço pega? Não sei, acredito que gamers não vão gostar, ou utilizarão apenas para ver se gostam do jogo, antes de gastar uma boa grana comprando-o.

Para aqueles que não tem grana suficiente para comprar um console e jogos, é uma alternativa. Obviamente você não tem a mesma sensação de ter o console em casa, abrir a caixinha do jogo, colocar a mídia no videogame, apertar o ON...  e jogar. É a mesma filosofia do livro digital, onde não temos a sensação de folhear as páginas, sentir a textura do papel, etc etc etc.

Filosofias a parte, é interessante. É um serviço que pode ajudar a popularizar o videogame em locais onde as taxas são absurdamente altas, como no Brasil.

No programa Olhar Digital temos um vídeo que explica um pouco sobre esse novo sistema:

Você pode ver mais informações no site da OnLive: http://www.onlive.com/

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19/09/2008 -  16:06     

E a torradeira foi pra internet

Em 1999 aconteceu a inauguração da sede da Sun no Brasil, na rua Alexandre Dumas, SP. Diversas personalidades, dentre elas o ex-governador Mário Covas, empresários do setor, jornalistas, o oba-oba de sempre. Eu e meu amigo/parceiro de pesquisa Daniel Alvares fomos convidados para apresentar o nosso projeto de pesquisa em inovação para internet.

Chegando lá, a primeira piadinha que ouvimos foi: "Já colocaram a geladeira na internet?".

torradeira na internet

(dica da matéria da torradeira de Fred Ramos)

Gozação era comum naquela época. Para quem iniciou a desenvolver projetos de internet em 1996, ser chamado de geek, nerd, louco era coisa corriqueira.

No currículo dos cursos de Ciência da Computação, a linguagem para aprendizado era C, e não Java. Por sorte (sorte?) do destino, nosso orientador Prof Dr Demi Getschko e seu co-orientador Prof Dr Alexandre Campos sugeriram que a pesquisa utilizasse uma nova linguagem, uma tal de Java .

Topamos. Nesse meio-tempo vimos nascer o asp (da Microsoft), quando recebemos um material Beta para testes. Java estava engatinhando. Bruno Souza, o "javaman", ainda era javaboy (rsrs). A Sun praticamente não tinha documentação além da API. Existia 1 (HUM) livro de Java, o qual guardo como relíquia até hoje.

A pesquisa resultaria em um sistema publicador e gerenciador de estágios, o qual seria utilizado pela PUCSP posteriormente. Tudo era desktop, desenvolvido em applet. No meio do nosso projeto apareceram a tecnologia Jini e em seguida o JSP. Mudamos para essa última, sem documentação, sem case, sem nada. Foi como colocar a faca nos dentes e ir pra guerra. Aí nasceu nosso contato com o pessoal da Sun, pois éramos uma fonte de debug para a linguagem, além de algumas sugestões para a primeira versão da linguagem.

Jini era uma derivação de Java para conectar aparelhos à internet. Daí vem a piadinha da geladeira, pois o criador da linguagem soltou uma nota na época falando sobre utensílios domésticos. Muitos acreditavam que era isso que fazíamos. Para que colocar a geladeira plugada na internet? Oras, é óbvio, para que o supermercado saiba quando o leite está acabando, e assim enviar uma nova remessa.

WOW!!! É a casa dos Jetsons? Sim, na época era pura ficção científica, sem um porque de existência.

Mas hoje, vemos além da tecnologia, a evolução do modelo de negócios. Hardware, software e conectividade está virando commodity. A informação é o real valor, e mediante N teorias como a Cauda Longa, a possibilidade da geladeira conectada é uma realidade plausível, e porque não dizer que é a salvação da lovoura para outros mercados, como vou descrever a seguir.

Você fecha um contrato com uma grande rede de supermercados, que te dá, ou cobra muito pouco, por uma geladeira de última geração. Ela, obviamente, está conectada na internet (BINGO!) e ao sistema do supermercado. Por meio de sistemas, sensores, acelerômetros, e outros "ômetros", o fornecedor efetivamente sabe quando você vai precisar de um novo produto.

Aí eles te enviam uma remessa de compras do supermercado, o qual você paga no cartão fidelidade ou coisa do gênero. E é claro que o contrato dura no mínimo 12 meses, com garantia mínima mensal de utilização e pagamento.

Já viu algo assim? Sim, telefonia celular, baby ;-)

Bom, depois dessa longa história, veja nesse link o texto sobre a torradeira com acesso a internet. Claro, ainda conceitual, mas não deixa de ser interessante.

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25/07/2008 -  16:27     

Caneta da Livescribe, aplicativo mobile para organiza

Há uns 2 anos eu vi uma tecnologia inovadora para mobilidade corporativa. Você podia escrever em um papel, um anúncio ou qualquer lugar e assim interagir com o mundo digital.

Imagina, você vai numa banca de jornal, olha um catálogo de postal, escreve sua mensagem e o endereço de email, e ao finalizar o postal é enviado para o email do destinatário. Detalhe, você fez tudo isso numa folha de papel! Como é possível?

A tecnologia para isso existe e é muito simples, conceitualmente falando. Basicamente você possui uma caneta com microprocessador, infravermelho (ou uma micro-câmera) e um papel especial. Também é barata, custando aproximadamente 150 dólares.

Nessa papel existem marcações imperceptíveis ao olho humano, porém captadas pela câmera. Com um algoritmo de reconhecimento, a caneta armazena a informação escrita. Posteriormente você pode fazer uma sincronização com o seu computador para guardar isso.

Algumas regiões do papel são especiais, envolvendo ações. Por exemplo, alguns quadrinhos para "send" ou "check", que podem enviar um email, disparar um sms ou um comando no CRM ou ERP de uma empresa, apenas ao marcar com a caneta. Temos a caneta da Livescribe e também da Nokia, além de outros vendors de mercado.

Engraçado perceber a questão da usabilidade e experiência de interação com o usuário. Enquanto algumas empresas vão na total interatividade digital (Apple com o iPhone e Microsoft com a sua mesa Surface), outras tentam voltar ao básico da comunicação: papel e caneta.

Smartpen da Livescribe

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Tags relacionadas:  aplicação mobile, Inovação, Nokia
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