Algumas idéias são tão legais, mas tão legais, que se tornam inviáveis.
Imaginem os ciclistas pedalando felizes pela cidade de São Paulo, com seus iPhone 3GS na cabeça?! Quanto tempo será que eles ficariam lá, intactos e reluzentes ?
Infelizmente acredito que na segunda parada no semáforo (no máximo), a galera no ônibus ao lado já “passaria a mão” no brinquedinho.
Piadas à parte, sou totalmente a favor da tecnologia a serviço do ser humano. Imaginando um mundo ideal, sem roubos ou furtos, essa solução é muito interessante. O criador Ryo Shimizu pensou em na facilidade que o iPhone 3GS poderia dar a sua vida de ciclista.
Você melhora o meio ambiente, melhora a sua saúde e não se perde!
Bom, deixei o vídeo do Metro Paris Subway para vocês assistirem primeiro ANTES de ler as minhas considerações, afinal não quero influenciar ninguém sobre o que eu acho desse tipo de aplicativo, e sim gerar uma discussão para sempre melhorar o nosso mundo mobile.
Basicamente você pode, utilizando o aplicativo para iPhone, direcionar a sua câmera em qualquer direção e assim “ver” as estações de metrô, a distância que você está dela e pra onde ele te leva.
Além disso, você consegue ver pontos comerciais que estão na redondeza, como McDonalds, Starbucks e outros.
Utiliza o conceito de Realidade Aumentada – RA (ou Ampliada como alguns preferem) que comentei no artigo “Afinal, o que é Realidade Aumentada?“, com algumas diferenças – adaptado para um novo conceito/mercado.
O que quero levantar nesse artigo não é nenhuma ótica técnológica, ou discussão sobre o que é ou não é RA. Quero abrir um espaço para pensarmos sobre negócios mobile e no iPhone.
Vamos aos pontos:
1) Conforto ou Desconforto?
Para funcionar, você precisa iniciar o aplicativo e levantar o iPhone na direção do horizonte, para que a câmera consiga visualizar o ambiente. Bom, em seguida o reconhecimento do local inicia e você vê a mágica acontecer: notificações começam a aparecer na sua tela sobre os estabelecimentos.
Ok, legal e divertido. Sempre é interessante ver o digital se misturando com o real, parece um filme de ficção.
Mas é prático?!?
Você sairia com o seu iPhone levantado por aí?
Não seria mais prático apenas uma “bússula” de locais e estabelecimentos?
2) O aplicativo foi pensado para os parisienses, ou para turistas?
Nasci, cresci e moro em São Paulo. Já usei muito mais o transporte público no passado, hoje é bem raro, admito. De qualquer forma a minha experiência de usuário é pesquisar uma linha de ônibus ou metrô na internet antes de sair de casa.
Nisso o Google Maps é fantástico. Preencha a origem e o destino, escolha Transporte Público e ele mostra, além do número do ônibus, quanto você precisa andar até chegar ao ponto do coletivo.
Com o trajeto devidamente estudado antes de sair de casa, raramente páro pra ver onde estou ou como faço para chegar. No caso do metrô, o máximo é olhar no mapa que se encontra em todas as estações se é necessário trocar de trem em algum lugar.
Você usuaria um aplicativo como o Metro Paris Subway para andar no transporte público aqui em São Paulo ou alguma outra metrópole do Brasil?
E em Paris, usaria? Eu acredito que usaria, afinal não conheço nada de Paris e bem ou mal, é um guia que estará ali no meu celular para qualquer emergência.
Pensando assim, será que ele é focado pra turistas, ou para moradores locais?
3) Não seria mais prático algo mais rápido? Mais focado? Sem a parte de Realidade Aumentada?
Estamos vivendo o hype da Realidade Aumentada. Tudo tem que ser RA. Vi empresas nascendo no último mês só pra fazer RA, pra arrancar dinheiro dos clientes mal-informados, coitados.
Enfim……
Pensando assim, o Metro Paris Subway avaliou bem e utilizou o boom para potencializar o seu negócio, o aplicativo. Aliás, a briga com o software oficial do metrô de Paris parece que está acirrada.
A mídia indireta gerada por ser um “aplicativo com realidade aumentada” deve ter sido imensa. Bom, para chegar do outro lado do Atlântico, entre milhões de aplicativos, algo deu certo na comunicação da empresa.
Tirando esse detalhe, eu acredito que o aplicativo seria muito mais prático e “usável” se seguisse a linha tradicional, sem a RA. Se realmente a empresa possui esse banco de dados de estabelecimentos que ela promete, aí está o valor da aplicação!
Concluindo!
Bom meus amigos, tentei levantar algumas observações focado no negócio do aplicativo, e não em detalhes técnicos. Quando desenvolvo meus projetos sempre penso no usuário. Muitas vezes observo aplicativos mágicos, com diversos recursos técnicos, mas sem usabilidade alguma.
Por outro lado, é comum ver alguns produtos lindos, com aquele layout fantástico, uma boa idéia, mas tão abstrato que se torna inútil.
O segredo é saber equilibrar, e como digo nos games (serve pro mundo mobile): não faça o aplicativo pra você, faça para o seu consumidor.
Aconteceu no dia 1 de Agosto de 2009 a primeira edição do iPhoneDevCamp Brasil. O evento foi um dos satélites mundiais, acontecendo em paralelo em 20 cidades pelo mundo.
O evento foi realmente um marco entre os criadores, desenvolvedores, curiosos, entusiastas por aplicativos, sites e negócios para iPhone.
Além dos patrocinadores e palestrantes experientes na área, pessoas do Brasil inteiro vieram para São Paulo prestigiar o evento. O formato “desconferência” ajudou, tornou tudo mais divertido. Fiz o meu papel de animador “Silvio Santos” para manter o ritmo do evento. Jogamos bola, falamos de assuntos polêmicos, trocamos dicas e cartões.
Fiquei feliz ao saber recentemente que um dos participantes conseguiu um emprego no evento. Outra coisa que também me anima é o movimento pós-evento, com as pessoas se organizando em grupos para estudarem e aprenderem cada vez mais.
Agora vamos nos preparar para o evento regional, que será realizado no Rio de Janeiro ainda em 2009.
A revista Mac + também publicou uma matéria sobre o evento, na edição 39.
Confira abaixo o PRESS oficial:
No último dia 1 de agosto, São Paulo sediou a primeira edição brasileira do iPhoneDevCamp (www.iphonedevcamp.com.br), ocasião esta que certamente trouxe a maior aglomeração por metro quadrado no país de usuários do mais famoso gadget da Apple. A princípio voltado para desenvolvedores, o evento reuniu no Instituto de Artes Interativas (iAi) uma centena de entusiastas e profissionais também das áreas de comunicação, design e negócios, vindos dos quatro cantos do país, todos ávidos por fazer network e saber mais sobre as possibilidades do iPhone e iPod Touch.
O iPhoneDevCamp Brasil seguiu o formato de desconferência, a exemplo do que aconteceu simultaneamente em outras 20 cidades mundo afora, algumas delas já em sua terceira edição. Este formato prega a desorganização arrumada, sendo totalmente alinhado com as expectativas do mundo digital atual, cuja maior premissa é ter conteúdo criado pelo próprio participante. Transformar o Brasil num dos satélites do evento só foi possível graças à iniciativa da 8D Digital (www.8D.com.br), através das figuras de Érika Caramello e Guilherme Tsubota.
Após as boas vindas, Tsubota passou o microfone para Lucas Longo (iAi), que fez uma apresentação sobre a SDK do iPhone e enumerou os princípios básicos para se desenvolver na plataforma, integrando os não desenvolvedores ao evento. Em seguida, Ricardo Longo e Breno Masi (FingerTips) mostraram em números o sucesso do iPhone frente aos seus concorrentes e alguns detalhes técnicos do aparelho, além de contarem sua história, os desafios para criarem aplicativos e seu posicionamento sobre a questão jailbreak, que deu início a um intenso debate com os participantes.
Depois da típica feijoada de sábado, a desconferência rolou solta. Seguindo as sugestões dos próprios participantes, o grande grupo se dividiu entre quatro temas: Games, Desenvolvimento, Web e Publicidade. Ali, foram apresentados aplicativos ainda em desenvolvimento e trocadas experiências, idéias e dicas. A descontração foi a regra do dia, finalizando com a entrega de prêmios dos patrocinadores Mac+, Trip, Bsmart, Foto a Jato e EA Games. Aliás, o sorteio foi um caso a parte, tendo competição de embaixadinhas, Rock Band imaginário, celular mais “tosco”, capa protetora de iPhone mais estranha, etc.
Ao final do evento, Érika Caramello confirmou a realização do II iPhoneDevCamp Brasil em 2010. Dando respaldo à decisão dos participantes, ela confirmou a realização de encontros regionais, o primeiro deles no Rio de Janeiro. “Precisamos dar oportunidade para que todos possam interagir com um evento dessa magnitude, e a 8D levará o iPhoneDevCamp Regional para diversas localidades”, afirmou.
Começou hoje a inscrição para o 3º iPhoneDevCamp, um evento mundial agora em São Paulo, Brasil.
Venha participar com os principais desenvolvedores do mercado, discutir, tirar dúvidas e trocar idéias sobre as possibilidades de negócio para o iPhone no Brasil.
As inscrições custam apenas 10 reais, e dá direito ao certificado, que será entregue durante o evento.
É com prazer que anuncio a parceria com os criadores do evento e trago para o Brasil o iPhoneDevCamp!!!
O evento nasceu nos EUA, ao melhor estilo de “desconferência“, e está indo para a sua 3ª edição. Aqui, chega primeiramente a São Paulo, onde teremos broadcast real-time com os outros 19 satélites espalhados pelo mundo, para acompanhar o que de melhor acontece nesse evento global.
A agenda oficial ainda não foi definida, mas sabemos que o evento seguirá a mesma linha da matriz. Teremos o concurso de aplicativos, e incentivamos os participantes a formarem seus times com profissionais de diversas áreas: programadores, designers, especialistas em UI, publicitários e etc. A diversidade é o melhor caminho para criar killer applications.
Contaremos também com a participação de empresas que já publicaram seus aplicativos, para contar como foi o processo, o que fizeram de legal e o que está por vir.
No site iPhoneDevCamp Brasil serão disponibilizados constantemente novas informações sobre o evento. Estamos buscando patrocinadores, definindo keynotes e o local do evento. Em breve abriremos a pré-inscrição. Caso queira participar, é só entrar em contato.
Sei que (infelizmente) faz parte da natureza humana (e que natureza..) o sentimento negativo de guerra, maldade, destruição. Hipocrisia à parte, todo mundo dá risadas ao assistir o tombo de um alguém, uma situação “engraçada” do coitado se machucando.
Isso você pode observar lembrando todas as vezes que assistiu as vídeo cassetadas do Faustão. Não era engraçado? Você não deu risada?
Bom, recentemente a empresa Sikalosoft lançou um jogo para iPhone onde o objetivo é chacoalhar o bebê até ele parar de chorar, o Baby Shaker. Você na verdade faz o movimento com o aparelho que simula a situação toda. Esse game gerou tanto burburinho negativo para a Apple fazendo com que a mesma tirasse o jogo da sua loja online. O valor era de 99 centavos de dólar por download.
Jogos com perfis irônicos (ou sádicos) existem aos montes. Lembro aqui o jogo Michael Jackson Baby Drop, baseado no dia que ele pendurou seu filho na sacada do hotel em Berlim, Alemanha. O popstar foi louco de fazer isso? Ok, ele é louco….
….ou louca é a empresa que aproveitou essa situação na mídia para se projetar e ganhar mais alguns cliques no seu site? Ele não apresentou nenhuma evolução ou idéia criativa, e tecnicamente é um jogo muito fácil de fazer, assim como diversos outros que vemos diariamente aproveitando situações da vida real:
A sapatada no Bush
As torres gêmeas
O enforcamento do Saddan
e por aí vai…
Novamente levanto a questão sobre esses jogos politicamente incorretos: culpa da empresa, culpa de quem joga? Culpa de todo mundo?
Outra abominação para a indústria dos games é o jogo lançado pela iSnort, para iPhone. Praticamente você cheira cocaína nele!!!! Ok, você não “cheira”, mas simula o fato. Vejam o vídeo abaixo:
É legal? Divertido? Creio que não, ao menos pra mim…. e acho que mesmo quem é dependente químico da cocaína, duvido que achará graça desse tipo de coisa. No final a pessoa sabe que não é algo “do bem”.
E pra fechar a sessão Os Abomináveis Jogos, lembro do jogo sobre pedofilia. Foi pauta de diversos veículos recentemente, um jogo cujo intuito era “ensinar” às crianças que pedofilia é algo “normal”. Criança é uma esponja de aprendizado, tudo o que ela vê ela absorve. Ao jogar isso, ela pode pensar que o ato é normal.
Um absurdo, e crimonosos como os criadores desse “jogo” só estragam a nossa indústria da diversão eletrônica. Além do que deveriam estar presos!
Saiu hoje na IDG Now! um artigo falando sobre o desbloqueio da proteção de direitos autorais (DRM Fairplay) dos aplicativos para iPhone vendidos diretamente na loja da Apple online.
Tenho basicamente 2 visões com relação a essa notícia. Uma como Cientista da Computação, e outro como empresário do ramo de entretenimento digital. Elas são bastante conflitantes e divergentes, mas que se unem no final, na minha forma de ser e trabalhar.
Como Cientista da Computação e Professor Universitário, sou um entusiasta das pesquisas e descobertas. Desde sempre corri atrás de novas tecnologias e desafios. Adora o Linux (distro Slack) e esses assuntos de Hacker e afins eram super legais. Nunca hackeei um software, mas sempre estudei como as coisas eram feitas.
Depois veio a Web, e as maneiras diversas de conseguir dados alheios. Novamente, nunca usei de tais artimanhas, mas sempre fui fascinado e estudei os processos e métodos utilizados. Como Consultor de Inovação Tecnológica, eu tinha que estar up-to-date em tudo o que poderia acontecer no site do meu cliente, e saber evitar tais situações.
Por outro lado, como empresário, eu abomino esse tipo de atitude. Sou da bandeira que cada um faz o que acha certo. Se o desenvolvedor trabalhou diversas horas para concluir um software e quer cobrar por isso 9,90, que assim o seja. Se outro desenvolvedor trabalhou muitas outras horas e disponibilizou o software no formato open-source, maravilha, foi decisão dele também.
Devemos respeitar isso.
Quando um hacker cria formas de disponibilizar gratuitamente um software pago, ele está cometendo um crime. Pode ser o maior gênio da informática, mas está errado. Poderia canalizar essa energia para outras pesquisas. E isso é uma pena, uma vez que temos vários e excelentes hackers no Brasil, porém que não utilizam seu conhecimento em nada que possa ajudar a melhorar a vida das pessoas.
As aplicações são bem diversas, desde itens de simples execução até visualização de tomografias.As 11 novidades apresentadas no site da IDG são bem interessantes, apesar de algumas não apresentarem grandes funcionalidades. Uma muito interessante é a Super Monkey Ball, jogo da Sega com 110 níveis. Com certeza dá para passar algumas horas se divertindo, sem contar que é um jogo não-repetitivo, garantindo que a cada vez que se jogue ele seja diferente.
Outros aplicativos mais comuns, fazem parte desse pacote. Ferramentas para blogueiros, social media (ver o local no google maps de onde uma foto foi tirada), leitor de notícias, leilão do eBay e alguns jogos. Mas não são menos interessantes pois são aplicativos normais. Mas vale ressaltar que desde a função mais normal que temos hoje na internet, como por exemplo ler um email ou mandar uma mensagem para um amigo pode ser feita de alguma maneira bem criativa no iPhone e em outros devices que devem aparecer.
Para finalizar, adorei a aplicação para médicos. Acredito que a comunicação móvel, com esse poder de processamento e interação que as novas maquinhas estão trazendo podem avançar consideravelmente o atendimento a pacientes.
As aplicações são bem diversas, desde itens de simples execução até visualização de tomografias.
As 11 novidades apresentadas no site da IDG são bem interessantes, apesar de algumas não apresentarem grandes funcionalidades. Uma muito interessante é a Super Monkey Ball, jogo da Sega com 110 níveis. Com certeza dá para passar algumas horas se divertindo, sem contar que é um jogo não-repetitivo, garantindo que a cada vez que se jogue ele seja diferente.
Outros aplicativos mais comuns, fazem parte desse pacote. Ferramentas para blogueiros, social media (ver o local no google maps de onde uma foto foi tirada), leitor de notícias, leilão do eBay e alguns jogos. Mas não são menos interessantes pois são aplicativos normais. Mas vale ressaltar que desde a função mais normal que temos hoje na internet, como por exemplo ler um email ou mandar uma mensagem para um amigo pode ser feita de alguma maneira bem criativa no iPhone e em outros devices que devem aparecer.
Para finalizar, adorei a aplicação para médicos. Acredito que a comunicação móvel, com esse poder de processamento e interação que as novas maquinhas estão trazendo podem avançar consideravelmente o atendimento a pacientes.