Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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16/02/2009 -  15:13     

Frameworks ágeis para projetos de Web2.0

É interessante observar os ciclos que as linguagens de programação, IDEs, frameworks e metodologias de desenvolvimento sofrem na indústria da computação. Em média, a cada 10 anos alguns paradigmas mudam, aparecem novidades que prometem solucionar todos os problemas e tornar o resto obsoleto, além de pessoas alfinetando tecnologias ditas ultrapassadas.

Fato é que ninguém está certo, e ninguém está errado. As tecnologias avançam de acordo com o momento e com a necessidade. Há um tempo, linguagens como Basic, Clipper e VB eram o auge da informática. Quantas locadoras e supermercados não foram abastecidos com sistemas em Clipper, por exemplo? O mundo evolui, a internet apareceu e com isso linguagens orientadas para essa conectividade também apontaram (ou despertaram), como Java, .Net, php, Ruby e etc.

Vale uma pausa para pensar que as linguagens  "desktop" quase morreram entre os novos desenvolvedores, o pessoal que está saindo das faculdades a partir do ano 2000. Esse pessoal já nasceu profissionalmente na era da Internet, dos servidores de aplicação, DNS.

Com isso chegamos ao ponto principal desse artigo, os frameworks ágeis para projetos de web2.0. Cada vez mais vemos sistemas online, dos mais simples (p.ex. twitter, orkut, facebook, etc) até o mais complexos (cms, e-commerce, pacotes de produtividade empresarial, etc). Plataformas como Python+Djando (www.djangoproject.com) e Ruby on Rails (rubyonrails.org) ganham notoriedade entre os programadores, e alguns inclusive arriscam falar que podem, com o tempo, substituir a linguagem Java.

Modismos a parte, o conjunto Ruby on Rails (RoR) tem ajudado muitas empresas a darem o pulo do gato, onde time-to-market é vital para o negócio da empresa. Ruby é uma linguagem de programação totalmente orientada a objeto, e Rails é um framework desenvolvido especialmente para projetos de web2.0 criado por David Heinemeier Hansson, e já faz parte do currículo de serviços como o Twitter (www.twitter.com), Yellow Pages (www.yp.com), MTV Style (http://style.mtv.com), e os brasileiros Blogblogs (www.blogblogs.com.br), Pagestacker (www.pagestacker.com) e Webmail do UOL / BOL. Outras empresas digitais como o portal iG (www.ig.com.br) estudam a adoção da tecnologia em questão.

RoR facilita muito a vida do desenvolvedor web, automatizando funções triviais em seu framework e liberando o profissional para se preocupar em melhorar o negócio e detalhes das funcionalidades. Aliada com metodologias ágeis como Scrum e Extremme Programming, visa reduzir o tempo de desenvolvimento do projeto. É interessante notar que RoR utiliza o DRY (Don't Repeat Yourself) e Convention over Configuration, onde utilizamos as convenções da programação para ganhar tempo.

Tudo isso para aumentar a agilidade do time.

Vale ressaltar que tecnologias como Java e .Net também são ágeis. Vamos pensar nos frameworks Struts, Spring, Hibernate, e todas as soluções da Microsoft. Elas visam facilitar a vida do desenvolvedor, melhorar o desempenho e a qualidade. Mas por que será que os projetos nessas tecnologias demoram e tem tantos problema? Será que o problema é da tecnologia? Fica a pergunta para pensar.

artigo publicado no IT Portal

Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Inovação
Tags relacionadas:  profissional, Rails
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09/02/2009 -  14:12     

Rails quer café!

Aconteceu no dia 07 de Fevereiro de 2009 o curso Desenvolvimento Ágil para Web com Ruby on Rails, realizado pela 8D com apoio da Gafanhoto / SixPix, ali no espaço Gafanhoto.

Para quem não sabe, Ruby on Rails (RoR) é um framework para desenvolvimento de projetos web, muito utilizado em serviços e sites da chamada web2.0

Poster sobre Café

Existem diversos exemplos e cases internacionais do sucesso dessa plataforma de desenvolvimento ágil. Para citar os mais famosos diria que o Twitter é feito em Rails, assim como o imenso site das Páginas Amarelas americana.

No Brasil surgem semanalmente diveras novidades feitas em Rails. O Blogblogs, Brasigo e Pagestacker utilizam a tecnologia, por exemplo.

Aliás, o exemplo máximo da produtividade do Rails é o Pagestacker, dos professores da 8D, George Guimarães e Hugo Baraúna. O serviço foi concebido em 48 horas, no concurso Rails Rumble 2007, desde a idéia até a aplicação funcionando. Ganharam menção honrosa, e aí iniciou mais uma startup.  Hoje o Pagestacker busca seu lugar ao sol entre os novos sites de web2.0.

Grandes players do mercado também olham com carinho para esse framework. UOL / BOL lançou recentemente seu novo webmail, todo feito em Rails. O iG, portal onde atuo como Gerente de Projetos e Inovação, não fica atrás. Com diversos estudos internos, olha com carinho para Rails.

A Abril Digital é outra empresa que aposta legal nesse tipo de trabalho. Não podia ser diferente, uma vez que faz parte do grupo MIH, que adquiriu também a WebCo, empresa responsável pelos serviços Blogblogs e Brasigo. Chega a ser engraçado o fato da Abril Digital "pegar" todos os desenvolvedores Rails que vê pela frente, deixando o resto do mercado a ver navios.

Calma, a 8D vai suprir essa demanda de profissionais com novos cursos de desenvolvimento ágil, e o curso Extensivo de Rails, a ser lançado em breve.

curso Rails na 8D

Já o curso "Desenvolvimento Ágil para Web com Ruby on Rails" foi muito bom. A primeira turma lotou a Gafanhoto, com 34 alunos presentes, a maioria programadores, mas com a presença de designers, arquitetos de informação e gerentes de projetos. Essa diversidade é interessante, segue um pouco os preceitos do Scrum e da importância de um grupo de trabalho unido.

curso Rails na 8D

As 6 horas de curso passaram rápido, com uma dinâmica e interação acelerada. Os professores passaram por temas como:

  • Criação e configuração do projeto
  • Test-Driven Development (TDD)
  • Relacionamentos do Active Record e Rotas
  • Sistema de login, gerência de sessão e arquitetura REST
  • Ruby idiomático e Relacionamentos do Active Record
  • Follow e unfollow de usuários
  • Filtros do ActionController
  • Ajax com Rails
  • ActionMailer, enviando e-mail com Rails
  • Mais sobre rotas no Rails
  • RDoc, documentação automatizada de código
  • Deployment com Capistrano
  • Opções de deployment
  • Distribuições Ruby

curso Rails na 8D

Lembrando que o objetivo não era ensinar a sintaxe da linguagem Rails, mas sim mostrar o ecossistema que envolve essa tecnologia, de ponta a ponta, com casos práticos e reais. Rails não é mágica, mas faz acontecer! Os professores mostraram isso, passando por pontos importantes como TDD, Ajax, a instalação e utilização de plugins, e a agilidade de mostrar resultado ao cliente (ROI).

Com esse conhecimento adquirido, o aluno saiu do curso com orientações do que deve estudar, aprender e fazer dali pra frente.

Durante o período da manhã focamos nos conceitos. De onde veio Rails? E Ruby? E por que Ruby on Rails? Métodos ágeis, o que seria isso? Conceitos iniciais. Criamos um projeto de nanoblog, o qual os alunos (Giordani em específico) apelidou de Piu-piu. Pronto, nasceu o piu-piu, o nanoblog open-source da 8D. Em cima desse projeto, os professores trabalharam todos os conceitos já citados, além de dar dicas bem interessantes para agilizar mais ainda o trabalho.

curso Rails na 8D

No twitter foi possível acompanhar o que os alunos falavam sobre o curso, com a tag #rails8d:

@GabrielCorpse falou "para desenvolvimento web 2.0 certamente o rails é a melhor opção, afinal essa é a especialidade dele".

@corelio empolgou "piupiu com tudo !!! Ajax, jquery !! o céu é o limite !!! VOA !! VOA !!!"

novamente o @corelio "O fechamento do programa e do curso está sendo ótimo !!! muita explicação para as linhas de código do programa !!"

@rafaeltosta fazendo a piadinha "evento de nerd é diferente: querem sortear alguma coisa, a *primeira* idéia é fazer um script para selecionar o vencedor..."

@garotageek conseguiu "instalando ruby e rails no eeePC e tá rodando \o/"

curso Rails na 8D

De tarde a coisa "engrossou". Claro que a feijoada com vatapá e acarajé que alguns comeram no shopping Eldorado, ali do lado, ajudou a causar algumas baixas.. rsrs. Brincadeiras a parte, os professores entraram mais a fundo no código e nos conceitos no período da tarde, exigindo de todos mais atenção.

curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D curso Rails na 8D

Fizemos um Coffee-Break, apelidado de Soda-Break, pois não tinha café. Ok ok ok... somos adeptos da soda. Bom, ao menos tinha cafeína na Coca-cola (e não é patrocinador nosso.. hehe). Aliás, essa é a minha homenagem ao café, com o poster do início desse post.

Lembro da minha época de desenvolvedor, nas madrugadas, com a térmica de café ao lado. Era um bom companheiro, ajudava a me manter acordado. Sei que os desenvolvedores adoram, mas cuidado: hoje o café não faz mais efeito em mim!!!

Vejam que interessante, o café tem tudo a ver com o Rails. A adrenalina, cafeína no sangue! Um framework rápido, ágil, robusto e pronto para a web2.0! Quantos projetos não foram feitos regados a café? Quantas idéias não surgiram no balcão de alguma cafeteria por aí? Quem sabe alguns de vocês não estão tomando café enquanto lêem esse post ou desenvolvendo um novo projeto em Rails?

Rails quer café!

curso Rails na 8D

Voltando ao curso, ficamos de fazer o aplicativo em Rails para sortear o Fred, o paper toy feito pelo nosso amigo SouzaCampus. Sorte da @garotageek, uma das poucas meninas do curso, que levou o Fred pra casa!

A partir de agora todos os alunos fazem parte da comunidade 8D, receberão as apresentações e o código do "Piu-piu", o nanoblog desenvolvido no curso. Estamos também procurando uma iniciativa para patrocinar a hospedagem do Piu-piu e transformá-lo em um autêntico projeto open source, para que nossos alunos e amigos possam evoluir a ferramenta e deixar a sua assinatura nele!

curso Rails na 8D

Parabéns aos professores George e Hugo!

Boa sorte e até a próxima turma.

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Tags relacionadas:  8D, carreira, curso de rails, profissional, Rails
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