Guilherme Tsubota

criador de GAMES, consultor de tecnologia MOBILE

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14/05/2010 -  19:04     

Iron Man, Realidade Aumentada, alguns sensores e muitas possibilidades comerciais

A ficção científica tem sido palco há anos de muitas inovações tecnológicas. Tudo bem que os escritores / autores nada tem de conhecimento técnico avançado ou física aplicada, mas a sua imaginação e criatividade ajudam constantemente a indústria a trilhar caminhos para novos lançamentos.

Posso citar diversos exemplos, como por exemplo:

  • o celular Startac (Motorola) inspirado no comunicador da série tradicional de Star Trek
  • a TV de plasma, ou mesmo a LCD, inspirada em filmes como De Volta Para o Futuro II
  • o iPad, um dispositivo portátil multimídia, presente na grande maioria dos filmes, como por exemplo o filme com a família Robinson - Perdidos no Espaço (1998)

Fato é que a ficção em muito ajuda os cientistas reais a pensarem em como materializar suas loucuras de forma que o mundo as possa absorver.

Tecnologia de Realidade Aumentada existe há muito tempo, e pode ser utilizada para diversos fins. Gosto particularmente da computação ambiental, onde a informação está onipresente no ambiente para aumentar o conforto e bem estar do ser humano.

No filme Iron Man 2 (Homem de Ferro 2), super herói, alter ego de Tony Stark, interpretado pelo ator Robert Downey Jr, diversas cenas com aplicação de Realidade Aumentada foram criadas. Infelizmente essa tecnologia só existe na tela do cinema, pois foram criadas pela empresa Perception, localizada em Nova York (EUA).

Brilha aos nossos olhos ver Stark utilizando o estado da arte de usabilidade e tecnologia na sua mansão e no seu laboratório. A mesinha de canto, com tampa de vidro, é touch screen e com um sistema maravilhoso de interação, onde ele busca informações sobre uma funcionária.

No laboratório, ele interage no espaço 3D físico com o mundo virtual. Teoricamente um ambiente totalmente controlado por sensores e câmeras que captam o movimento do corpo de Stark, como por exemplo a ponta de seus dedos, e assim reconhece qual é o comando que ele quer executar no computador ambiental:

  • rotacionar uma foto
  • aplicar zoom em uma imagem
  • acessar determinado vídeo
  • mover um documento antigo para a lixeira (aliás, com uma bela idéia de cesta de basquete virtual)

Essa tecnologia ainda não existe (para o público ao menos), ou não existe em sua totalidade.  Porém diversas empresas ao redor do mundo trabalham em soluções primitivas que levarão às nossas casas esse tipo de interação, no futuro. É o caso do exemplo abaixo:

3D Computer Interface from Free Flow on Vimeo.

Os esforços para criação dessa nova tecnologia são grandes. Vejam que existe uma certa complexidade na criação de novos aparelhos com sensores para captação de movimento, pressão, temperatura ou coisas do gênero. Apesar de muitos sensores já existirem, a adaptação para as novas necessidades muitas vezes requer uma re-invenção dos mesmos.

E da criação, a transformação dela em algo possível de ser comercializada ou inserida na vida das pessoas é um dos grandes obstáculos a serem ultrapassados.

Imaginem, a tecnologia tem que ser "invisível" para o homem. A mesa precisa "magicamente" mostrar dados e reconhecer toques. Uma sala inteligente precisa de sensores, câmeras e muito mais espalhada de forma a reconhecer um movimento natural do homem como um comando a ser executado.

Esses equipamentos não são fáceis de serem construídos, ainda mais pensando na "miniaturização", mantendo-se ou aumentando-se o poder de processamento das informações. Acredito que ninguém quer uma fiação pendurada na sua sala, com câmeras ou mecanismos gigantes só para brincar de "Minority Report" ou "Jarvis".

Mas é o futuro. O apenas era imaginação há 1o anos hoje já é realidade ultrapassada. E assim sempre será.

pinnacle studio premiere proðóññêèé ñïåöíàç solidwork
Enviado por:  tsubota  tsubota - Categoria: Inovação
Tags relacionadas:  computação ambiental, Inovação, Realidade Aumentada
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25/08/2009 -  20:10     

Metro de Paris em Realidade Aumentada no iPhone 3GS

Bom, deixei o vídeo do Metro Paris Subway para vocês assistirem primeiro ANTES de ler as minhas considerações, afinal não quero influenciar ninguém sobre o que eu acho desse tipo de aplicativo, e sim gerar uma discussão para sempre melhorar o nosso mundo mobile.

Basicamente você pode, utilizando o aplicativo para iPhone, direcionar a sua câmera em qualquer direção e assim "ver" as estações de metrô, a distância que você está dela e pra onde ele te leva.

Além disso, você consegue ver pontos comerciais que estão na redondeza, como McDonalds, Starbucks e outros.

metro_paris_iphone

Utiliza o conceito de Realidade Aumentada - RA (ou Ampliada como alguns preferem) que comentei no artigo "Afinal, o que é Realidade Aumentada?", com algumas diferenças - adaptado para um novo conceito/mercado.

O que quero levantar nesse artigo não é nenhuma ótica técnológica, ou discussão sobre o que é ou não é RA. Quero abrir um espaço para pensarmos sobre negócios mobile e no iPhone.

Vamos aos pontos:

1) Conforto ou Desconforto?

Para funcionar, você precisa iniciar o aplicativo e levantar o iPhone na direção do horizonte, para que a câmera consiga visualizar o ambiente. Bom, em seguida o reconhecimento do local inicia e você vê a mágica acontecer: notificações começam a aparecer na sua tela sobre os estabelecimentos.

Ok, legal e divertido. Sempre é interessante ver o digital se misturando com o real, parece um filme de ficção.

  • Mas é prático?!?
  • Você sairia com o seu iPhone levantado por aí?
  • Não seria mais prático apenas uma "bússula" de locais e estabelecimentos?

2) O aplicativo foi pensado para os parisienses, ou para turistas?

Nasci, cresci e moro em São Paulo. Já usei muito mais o transporte público no passado, hoje é bem raro, admito. De qualquer forma a minha experiência de usuário é pesquisar uma linha de ônibus ou metrô na internet antes de sair de casa.

google_maps_rota_onibus_sao_paulo

Nisso o Google Maps é fantástico. Preencha a origem e o destino, escolha Transporte Público e ele mostra, além do número do ônibus, quanto você precisa andar até chegar ao ponto do coletivo.

Com o trajeto devidamente estudado antes de sair de casa, raramente páro pra ver onde estou ou como faço para chegar. No caso do metrô, o máximo é olhar no mapa que se encontra em todas as estações se é necessário trocar de trem em algum lugar.

  • Você usuaria um aplicativo como o Metro Paris Subway para andar no transporte público aqui em São Paulo ou alguma outra metrópole do Brasil?
  • E em Paris, usaria? Eu acredito que usaria, afinal não conheço nada de Paris e bem ou mal, é um guia que estará ali no meu celular para qualquer emergência.
  • Pensando assim, será que ele é focado pra turistas, ou para moradores locais?

3) Não seria mais prático algo mais rápido? Mais focado? Sem a parte de Realidade Aumentada?

Estamos vivendo o hype da Realidade Aumentada. Tudo tem que ser RA. Vi empresas nascendo no último mês só pra fazer RA, pra arrancar dinheiro dos clientes mal-informados, coitados.

Enfim......

Pensando assim, o Metro Paris Subway avaliou bem e utilizou o boom para potencializar o seu negócio, o aplicativo. Aliás, a briga com o software oficial do metrô de Paris parece que está acirrada.

A mídia indireta gerada por ser um "aplicativo com realidade aumentada" deve ter sido imensa. Bom, para chegar do outro lado do Atlântico, entre milhões de aplicativos, algo deu certo na comunicação da empresa.

Tirando esse detalhe, eu acredito que o aplicativo seria muito mais prático e "usável" se seguisse a linha tradicional, sem a RA. Se realmente a empresa possui esse banco de dados de estabelecimentos que ela promete, aí está o valor da aplicação!

:-)

Concluindo!

Bom meus amigos, tentei levantar algumas observações focado no negócio do aplicativo, e  não em detalhes técnicos. Quando desenvolvo meus projetos sempre penso no usuário. Muitas vezes observo aplicativos mágicos, com diversos recursos técnicos, mas sem usabilidade alguma.

Por outro lado, é comum ver alguns produtos lindos, com aquele layout fantástico, uma boa idéia, mas tão abstrato que se torna inútil.

O segredo é saber equilibrar, e como digo nos games (serve pro mundo mobile): não faça o aplicativo pra você, faça para o seu consumidor.

pinnacle studio premiere proðóññêèé ñïåöíàç solidwork
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Tags relacionadas:  Inovação, iPhone, Mobile, Realidade Aumentada
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13/08/2009 -  11:24     

Game de Realidade Aumentada no Facebook

Saiu na FastCompany um texto sobre game de realidade aumentada convergindo no Facebook.

Adorei a idéia, muito divertido, sem contar que é muito esperto. Cair com uma prancha de surf na crista da onde das buzzwords. Realidade Aumentada (RA) e Redes Sociais são os assuntos mais "importantes" no mundo da comunicação / publicidade. Dizem até que vai curar os males da humanidade.. hheheheh.. brincadeira.

Não creio que esse jogo em particular será um sucesso arrasador e gerará milhões de dólares para seus criadores. Mas o mix, a convergência de paradigmas como os games e as redes sociais é algo para prestar atenção.

O homem é movido a emoções. As grandes invenções ou descobertas sempre estiveram envolvidas por uma emoção forte. Seja o médico cientista que perdeu um ente querido e nesse momento decidiu focar seus esforços para descobrir a cura para uma doença, como o prazer de engenheiros em trabalhar uma nova engenhoca para poder voar mais alto, ir mais rápido ou coisa do tipo.

A emoção mais prazeirosa (claro!) de trabalhar é a felicidade. Jogar é um prazer. Transportar-se para um mundo de fantasias é sensacional. Na história da humanidade isso começou com os contadores de histórias, os quais passavam seus conhecimentos para a próxima geração - e assim sucessivamente. Com a escrita começamos a registrar isso, e suas consequências são os livros, os contos, as peças teatrais, o cinema... e o mundo que conhecemos.

Juntar game e comunicação não é novidade. Isso já acontece há muito tempo, mas não com o potencial tecnológico que temos hoje. Acredito, e já falei para diversos amigos, que estamos numa mudança massiva de comportamento humano. O que antes levava séculos, hoje em uma dúzia de anos é suficiente para a transformação. A Era da Informação está aí.

[Guilherme voltando do Mundo da  Lua...]

Getting back on track, esse game me lembrou um recente do Street Fighter, mesclado com o YouTube. Se pararmos para analisar, os grandes players Microsoft, Nintendo e Sony também já estão nesse páreo, todos com seus hardware preparados para se integrar ao mundo físico com câmeras, sensores e etc.

Interagir com tudo e todos é o futuro.

É a Matrix nascendo. Ou seria a Skynet? ;-)

terminator 1984

pinnacle studio premiere proðóññêèé ñïåöíàç solidwork
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Tags relacionadas:  Inovação, Realidade Aumentada, Redes Sociais
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18/06/2009 -  15:11     

Afinal, o que é a Realidade Aumentada?

Como todo bom cientista da computação, era inevitável um dia trabalhar com Realidade Virtual na minha vida acadêmica. Desde programas simples para estudos de Geometria Analítica e Matemática Discreta, até brincadeiras divertidas em 3D.

Atualmente está em voga o termo Augmented Reality, ou Realidade Aumentada.

Não é nada contemporâneo, pelo contrário, faz parte dos estudos da computação há muitos anos. Um dos primeiros relatos mais interessantes é o Morton Heilig, o qual criou uma máquina chamada Sensorama, em 1948, para simular a pilotagem de uma motocicleta. O primeiro protótipo efetivamente nasceu em 1962.

40 anos se passaram desde a visão de Heilig até o termo "Realidade Virtual" ser expressado comercialmente por Jaron Lanier, em 1989.

Pouco depois, em 1992, professor Thomas Caudell citou o termo Realidade Aumentada em um projeto com engenheiros da Boing.

Sempre foi alvo da curiosidade humana fazer parte de algo fantástico. Por isso existem os filmes, o teatro, o videogame, para vivermos algo impossível na vida real. Falando um pouco mais de história, o universo de Star Wars criado por George Lucas é recheado de hologramas, a forma que os personagens se comunicam entre si.

Em outros filmes e seriados de ficção científica, a realidade virtual é usada e abusada. Star Trek temos o holodeck, Tron por si só é um filme inteiro em realidade virtual. Minority Report é um show de computação gráfica manuseada pelo personagem de Tom Cruise utilizando luvas especiais.

Antes de continuar a leitura, vale a pena assistirmos a esse vídeo produzido pela Rede Globo:

Do ponto de vista teórico, a Realidade Aumentada (RA) é parte dos estudos da Realidade Virtual. Partindo desse pressuposto, tudo é possível e a criatividade é o limite para inventar aplicações úteis (ou não tão úteis assim):

  • aplicações para engenharia, onde a equipe pode avaliar virtualmente a construção de empreendimentos, aviões, carros e etc
  • educação e treinamentos
  • entretenimento, publicidade e divulgações interativas e imersivas
  • aplicações para aumentar a percepção do dia-a-dia
  • soluções médicas
  • e muito mais

R2D2 e Chewbacca jogando uma partida de xadrezNos games o potencial é imenso. Ok, ainda não temos a tecnologia do jogo de xadrez futurístico que fez a festa do R2D2 e Chewbacca em Star Wars - episódio IV, mas os estudos de holografia evoluíram muito.

Há aproximadamente 20 anos foi construída uma máquina de fliperama um tanto atrapalhada, porém divertida. Era o primórdio da holografia com um jogo de cowboy e índios.

O nome era Hologram Time Traveler, desenvolvido pela Sega em 1991.

Hologram Time Traveler CowboyO jogo em si era simples, você assumia o papel do cowboy e viaja pelo tempo, enfrentando índios, homens das cavernas. Tirando a jogabilidade de lado, era impressionante ver aquele homenzinho de pé no fliperama, como "mágica".Hologram Time Traveler

O tempo passou (literalmente) e novas tecnologias apareceram, como a febre atual de RA que vemos. É óbvio que existe muito a evoluir, pois o maior "defeito" é que na Realidade Aumentada ficamos preso a um computador com webcam. Isso restringe muito as possibilidades práticas.

Uma das saídas mais inteligentes que já vi é a interação com as câmeras de celular. Os celulares mais modernos tem processamento gráfico excelente, e com isso novos jogos e interações com ele começam a aparecer.

Deixo a ressalva aos profissionais para pensar bem no que fazer. Como criador de games, é muito importante não utilizar a tecnologia só porque ela é "legal" ou "está na moda", mas sim porque realmente irá agregar algo para a experiência do usuário com o meu produto ou marca.

Já vi diversas ações criadas por agências de publicidade no Brasil que simplesmente usam a RA da forma mais ridícula possível, apenas para arrancar dinheiro dos clientes. Pensem bem a respeito, vamos agregar valor, ok?

E para finalizar, um vídeo muito interessante para aplicação publicitária de Realidade Aumentada. O lançamento do novo filme do Transformers, onde você se transforma em Optimus Prime!

Enjoy ;-)

OBS: Em primeira mão, divulgo a 8D Games, empresa que cria e desenvolve, inclsuive, realidade aumentada.

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